Debate da TV Globo começa às 21h30 com quatro candidatos à Presidência; Lula e Renan Santos estão fora

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Lula, Flávio, Augusto Curry e Caiado - Divulgação Foto: Lula, Flávio, Augusto Curry e Caiado - Divulgação

O debate presidencial da TV Globo reúne quatro concorrentes ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira (1), a partir das 21h30, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. O encontro televisivo ocorre a três dias da votação do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 e terá um púlpito vazio no estúdio para registrar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, que recusou o convite formal da emissora.

Confirmaram presença e participam do programa os candidatos Augusto Cury (Avante), o senador Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). A mediação da transmissão fica a cargo do jornalista César Tralli. A exibição ao vivo ocorre na televisão aberta pela TV Globo, na TV por assinatura pelo canal GloboNews e na internet por meio do portal g1 e do serviço de streaming Globoplay.

No mesmo horário do debate presidencial, às 20h45 de 1º de outubro de 2026, o presidente Lula agendou uma entrevista com transmissão ao vivo no Flow Podcast, optando por não comparecer ao estúdio de televisão no Rio de Janeiro. Pelo regulamento do encontro da TV Globo, a estrutura que caberia ao petista será exibida sem ocupante durante todo o confronto direto entre os adversários.

A advogada Amanda Cunha, autora do livro Direito Eleitoral Sancionador, avaliou as implicações políticas da não participação de concorrentes em eventos desse modelo. “A democracia pressupõe o diálogo livre de ideias. Evitá-lo e fazer propaganda eleitoral sem se colocar à disposição de questionamentos e provocações merece severas críticas. Campanhas eleitorais não podem se transformar em monólogos e câmaras de eco”, disse Amanda Cunha.

Critérios da Lei das Eleições e decisões judiciais sobre participantes

A presença de candidatos em debates transmitidos por rádio e televisão é regida pelo artigo 46 da Lei 9.504/1997. O texto legal determina que as emissoras são obrigadas a convidar postulantes de partidos políticos que possuam representação de, no mínimo, 5 parlamentares no Congresso Nacional, considerada a soma de deputados federais e senadores. Para legendas que não atingem esse patamar numérico, o convite das empresas de comunicação é facultativo.

A vaga de Romeu Zema no estúdio foi confirmada na terça-feira (29), quando o ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, concedeu uma liminar garantindo o direito de participação do Novo na programação eleitoral das redes de rádio e TV. O magistrado reconheceu que a bancada da agremiação reunia a representação mínima estipulada pelas normas eleitorais vigentes.

Cenário diferente enfrentou o candidato Renan Santos, do partido Missão, que tentou ingressar judicialmente no programa. O pedido de inclusão da candidatura foi inicialmente rejeitado por Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral. Ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão contrária foi mantida pela ministra Cármen Lúcia, impedindo a ida do presidenciável aos estúdios da emissora.

Como funciona o confronto direto entre os candidatos no debate da TV Globo

O debate presidencial da TV Globo tem formato estruturado em quatro blocos de confronto direto, nos quais os concorrentes formulam perguntas entre si no palco. O segundo e o quarto blocos são voltados para temas livres, decididos pelos próprios debatedores no momento da pergunta. Já o terceiro bloco é composto por temas sorteados na tela da transmissão. O encerramento do programa traz as considerações finais de cada político.

Em cada rodada de interação direta, o candidato responsável pela pergunta dispõe de 2 minutos para elaborar a questão e posteriormente fazer a sua réplica. Por sua vez, o participante escolhido para responder conta com 3 minutos no cronômetro para dividir entre a sua resposta inicial e a respectiva tréplica.

Cronologia e atos que definiram o debate da TV Globo

  • Terça-feira, 29 de setembro de 2026: Nunes Marques concede liminar no TSE reconhecendo a bancada do Novo e assegurando a participação de Romeu Zema em debates de rádio e televisão.
  • Quarta-feira, 30 de setembro de 2026: Supremo Tribunal Federal, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, mantém negativa de inclusão de Renan Santos após rejeição preliminar na corte eleitoral.
  • Quinta-feira, 1 de outubro de 2026, às 20h45: Luiz Inácio Lula da Silva inicia transmissão de entrevista agendada no Flow Podcast em vez de comparecer ao encontro televisivo.
  • Quinta-feira, 1 de outubro de 2026, às 21h30: TV Globo inicia a transmissão do debate nos Estúdios Globo sob a mediação de César Tralli com quatro candidatos e púlpito vago.
  • Domingo, 4 de outubro de 2026, das 08h00 às 17h00: Eleitores comparecem às urnas em todo o território nacional para a votação em primeiro turno das Eleições Gerais de 2026.
  • Domingo, 25 de outubro de 2026, das 08h00 às 17h00: Data oficial fixada pelo calendário eleitoral para a realização de um eventual segundo turno na disputa pela Presidência.

A votação do primeiro turno ocorre no domingo (4), entre 08h00 e 17h00 pelo horário de Brasília, com a apuração dos votos pela Justiça Eleitoral iniciada logo após o encerramento do horário de recepção de eleitores nas seções de todo o país.

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