Senado Federal registra recorde com 12 mulheres eleitas nas eleições gerais de 2026
O Senado Federal terá a maior bancada de mulheres eleitas em um único pleito da história brasileira, após a escolha de 12 parlamentares no primeiro turno das eleições gerais realizado no domingo, 4 de outubro de 2026. O número supera o patamar atingido nas eleições de 2002 e garante a presença feminina em 22,2% das 54 cadeiras que estavam em disputa para a renovação de dois terços da Casa.
As candidatas eleitas cumprirão mandatos de oito anos, válidos entre 2027 e 2035. Nenhuma das atuais senadoras que disputavam a reeleição conseguiu vencer a votação neste domingo, o que resultará em uma renovação completa entre as representantes eleitas para as novas vagas parlamentares.
Lista das 12 senadoras eleitas em 2026
A definição das urnas espalhou mandatos femininos por diferentes regiões do país, com destaque para a Região Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. As novas congressistas eleitas para o Senado Federal são as seguintes:
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- Acre: Mara Rocha (Republicanos), ex-deputada
- Alagoas: Marina JHC (PSDB)
- Amapá: Rayssa Furlan (Podemos)
- Ceará: Luizianne Lins (Rede), deputada federal
- Distrito Federal: Bia Kicis (PL), deputada federal
- Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama
- Goiás: Gracinha Caiado (União), primeira-dama estadual
- Minas Gerais: Marília Campos (PT), prefeita
- Pernambuco: Marília Arraes (PDT), ex-deputada
- Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)
- Roraima: Teresa Surita (MDB), ex-prefeita de Boa Vista
- Santa Catarina: Carol de Toni (PL), deputada federal
Histórico de eleições femininas no Senado Federal
A marca de 12 senadoras eleitas no mesmo pleito representa o ápice da série histórica de participação parlamentar feminina. Até então, o maior número registrado em uma única eleição havia ocorrido em 2002, quando oito mulheres venceram disputas para o Senado. Em 2018, última ocasião em que dois terços dos assentos foram renovados simultaneamente, sete parlamentares haviam conquistado cadeiras.
O crescimento da representatividade tem ocorrido em ritmo gradual nas últimas décadas. No início da sessão legislativa de 1980, apenas uma senadora exercia mandato em Brasília. O total passou a 5 em 1995, avançou para 10 no ano de 2007 e chegou a 14 parlamentares em 2015. Durante o ano de 2026, a Casa atingiu o ápice temporário de 16 mulheres em atividade antes da nova votação geral.
Bancada do Distrito Federal e avanços estaduais
O Distrito Federal protagonizou um resultado inédito no cenário eleitoral ao eleger duas mulheres na mesma disputa: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. As duas se juntarão a Damares Alves (Republicanos-DF), eleita em 2022, formando a primeira bancada da história do Senado composta exclusivamente por mulheres em uma mesma unidade federativa.
“Eu fico muito feliz de ver mulheres ocupando espaço de poder e chegando lá por mérito. Não por questão de cota. Mulheres que colocam a cara, que se expõem, que não tem medo de brigar. Ao mesmo tempo, mulheres acolhedoras, mulheres que cuidam de outras mulheres, cuidam dos idosos, cuidam das crianças. Esse olhar feminino, ele é fundamental para a gente ter um DF mais humano”, afirmou Bia Kicis.
No Amapá, a vitória de Rayssa Furlan tornou a parlamentar a primeira mulher a representar o estado na Casa Alta. Com a marca atingida no estado nortista, o Piauí passa a figurar como a única unidade da Federação brasileira que nunca elegeu uma senadora titular ao longo de sua história republicana.
Projeção da bancada feminina e transição para 2027
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Além das 12 parlamentares recém-eleitas, outras quatro senadoras titulares têm mandato garantido até 2031: Damares Alves, Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS). Por outro lado, deixam os mandatos parlamentares que não conseguiram se reeleger, como Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP), além de Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC), que não concorreram.
O tamanho total da bancada feminina em 2027 depende da confirmação das suplentes Jussara Lima (PI) e Lourdinha Pereira (MA), que exerciam o cargo e ainda não têm situação definida quanto à permanência ou retorno dos titulares. Caso as duas continuem em exercício, o grupo feminino chegará a 18 integrantes, o que representará 22,2% do total de 81 cadeiras do Senado Federal. A posse oficial das novas senadoras está marcada para segunda-feira, 1 de fevereiro de 2027.
