Com 22% da preferência, Flamengo abre vantagem sobre o Corinthians em 2026

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Corinthians Foto: Corinthians - Foto: José Manoel Idalgo / Corinthians

A preferência nacional por clubes de futebol mantém o Flamengo no topo isolado em 2026, com 22% da população declarando apoio à equipe carioca. Os números fazem parte da pesquisa do instituto Datafolha realizada presencialmente nos dias 22 e 23 de julho de 2026 e divulgada em 1º de agosto de 2026. O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios das cinco regiões do país, com margem de erro geral de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na segunda colocação geral aparece o Corinthians, escolhido por 14% dos entrevistados.

O índice alcançado pelo Flamengo representa um crescimento de um ponto percentual em comparação ao levantamento anterior do mesmo instituto e estabelece a maior marca do clube na série histórica iniciada em 1993, quando registrava 17% contra 10% do Corinthians. Cruzando o percentual de 22% com a estimativa populacional de 214.211.951 habitantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a projeção aponta cerca de 47 milhões de torcedores para o time do Rio de Janeiro. A manutenção dessa dianteira ocorre após um período de conquistas entre 2021 e 2025, intervalo em que a equipe somou dois títulos da Copa Libertadores (2022 e 2025), um Campeonato Brasileiro (2025), duas Copas do Brasil (2022 e 2024) e duas Supercopas do Brasil (2021 e 2025).

Posições de Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e Vasco da Gama nos levantamentos

Atrás dos dois primeiros colocados, o Palmeiras ocupa a terceira posição no estudo do Datafolha de 2026 com 7% das menções, seguido pelo São Paulo, que soma 6%. O quinto lugar isolado pertence ao Cruzeiro, com 4% da preferência nacional, enquanto Vasco da Gama e Grêmio aparecem logo depois, empatados com 3% cada.

A medição mostra variações em relação ao levantamento “O Maior Raio-X do Torcedor”, conduzido pelo instituto Quaest com 6.373 entrevistados entre 27 de abril e 1º de maio de 2024. Naquela amostragem específica sobre o perfil de torcedores, o Flamengo registrava 25% e o Corinthians tinha 17%. Na disputa pelo terceiro posto da Quaest, o Palmeiras marcava 10% e o São Paulo aparecia com 9%, época em que ambos haviam crescido um ponto percentual frente ao ano anterior. Também naquele recorte da Quaest, o Vasco da Gama figurava na quinta colocação com 5%, superando Atlético Mineiro e Cruzeiro, que detinham 4% cada.

Em outro cálculo proporcional divulgado em 2024 com estimativas em números absolutos de torcedores, a distribuição dos dez primeiros clubes apresentava a seguinte configuração:

  • Flamengo: 46,9 milhões de torcedores (21,9%)
  • Corinthians: 30,4 milhões de torcedores (14,2%)
  • São Paulo: 21,2 milhões de torcedores (9,9%)
  • Palmeiras: 16,5 milhões de torcedores (7,7%)
  • Vasco da Gama: 13,2 milhões de torcedores (6,2%)
  • Cruzeiro: 13 milhões de torcedores (6,1%)
  • Grêmio: 9,8 milhões de torcedores (4,6%)
  • Atlético Mineiro: 9,2 milhões de torcedores (4,3%)
  • Bahia: 7,7 milhões de torcedores (3,6%)
  • Internacional: 7,5 milhões de torcedores (3,5%)

Lista completa de clubes citados no estudo de julho de 2026

O levantamento do Datafolha de julho de 2026 identificou 18 equipes, incluindo a Seleção Brasileira, com pelo menos 1% da preferência da população adulta. Além disso, a parcela de entrevistados que afirma não torcer para nenhum clube atingiu 22% no total da amostra — exatamente o mesmo percentual da maior torcida do país. Entre as mulheres, o grupo sem time chega a 29%, enquanto entre os homens a taxa é de 13%.

No recorte por gênero entre os que declaram preferência esportiva, o Flamengo mantém a liderança tanto no público masculino, com 24%, quanto no feminino, com 20%. Os percentuais gerais de todas as equipes citadas na pesquisa de 2026 distribuem-se da seguinte maneira:

  • Flamengo: 22%
  • Nenhum clube: 22%
  • Corinthians: 14%
  • Palmeiras: 7%
  • São Paulo: 6%
  • Cruzeiro: 4%
  • Vasco da Gama: 3%
  • Grêmio: 3%
  • Seleção Brasileira: 2%
  • Atlético Mineiro: 2%
  • Internacional: 2%
  • Santos: 2%
  • Fluminense: 2%
  • Bahia: 1%
  • Botafogo: 1%
  • Vitória: 1%
  • Athletico Paranaense: 1%
  • Sport: 1%
  • Remo: 1%
  • Outro clube: 3%

Divisão das torcidas pelas cinco regiões do país

A análise geográfica do Datafolha em 2026 mostra que o Flamengo lidera com folga no Nordeste, onde alcança 29% dos entrevistados (margem de erro de quatro pontos percentuais), e no bloco formado por Centro-Oeste e Norte, onde atinge 34% da preferência (margem de erro de seis pontos percentuais). Na pesquisa anterior da Quaest, o clube carioca registrava 32% dos torcedores nordestinos e concentrava 28% de sua própria base de fãs no Sudeste.

No Sudeste, os números de 2026 do Datafolha colocam o Corinthians numericamente à frente com 20%, contra 16% do Flamengo, o que configura empate técnico dentro da margem de erro regional de três pontos percentuais. Na sequência da região aparecem São Paulo com 10% e Palmeiras com 9%. No Sul, com margem de erro de seis pontos percentuais, a predominância é dos clubes locais: o Grêmio lidera com 20% e o Internacional soma 15%, seguidos por Flamengo (11%), Corinthians (9%), Palmeiras (7%) e Athletico Paranaense (4%).

Comportamento do torcedor, herança familiar e programas de sócios

Além do tamanho de cada torcida, os levantamentos sobre o futebol nacional detalham os motivos que levam à escolha de uma agremiação e o nível de engajamento do público. De acordo com os dados da Quaest, o convívio familiar é o principal elemento definidor para 69% dos torcedores, sendo a influência direta dos pais apontada como decisiva por 45% dos entrevistados. Somam-se à herança entre gerações a localização geográfica de nascimento e moradia, a tradição histórica de títulos e o desempenho recente nos campeonatos, além da atuação de torcidas organizadas em caravanas, eventos e projetos comunitários.

No quesito fidelidade, torcedores de Botafogo (81%), Bahia (80%) e Grêmio (80%) apresentaram os maiores índices de exclusividade, declarando apoio a um único clube. Na ponta oposta desse recorte comportamental, a torcida do Vasco da Gama registrou a maior proporção de adeptos que afirmam simpatizar também com um segundo time. Já a conversão do apoio em receita direta para as equipes por meio de programas de sócio-torcedor atingiu apenas 10% dos entrevistados na amostragem da Quaest, enquanto 90% declararam não possuir vínculo financeiro ativo com os clubes.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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