Horário de verão 2026 continua suspenso pelo MME e altera diferença de fuso com os Estados Unidos

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Alterando hora conceito de horário de verão Foto: Alterando hora conceito de horário de verão - Foto: ConstantinosZ/istock

O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou que o horário de verão não será retomado no ciclo de 2026 e 2027. A decisão mantém a regra que vigora desde a revogação de abril de 2019 e apoia-se em estudos prospectivos que atestam o suprimento regular de eletricidade. Segundo a pasta, adiantar os relógios em uma hora deixou de representar uma solução estrutural para a demanda de potência da rede nacional.

Os reservatórios das usinas hidrelétricas operam em níveis estáveis, enquanto o avanço da transmissão e da geração solar e eólica reforça a oferta. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que o país conta com segurança energética assegurada. O pico de consumo deslocou-se para o meio da tarde em razão do uso de aparelhos de ar-condicionado durante ondas de calor e da geração distribuída por painéis solares, cenário que exige alternativas como leilões de potência.

Estudos técnicos do ONS e mudança no perfil de consumo

A modernização da iluminação pública e residencial reduziu os ganhos que a mudança nos relógios proporcionava no período noturno. Avaliações técnicas realizadas desde 2019 mostram que o maior gasto energético se concentra no período vespertino para refrigeração de ambientes.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) acompanha a confiabilidade do abastecimento por meio da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026. As análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o período seco e de pico de carga descartaram a necessidade do mecanismo em 2026 e 2027.

Rotina mantida e diferença de fuso horário em novembro de 2026

Sem a alteração sazonal nos relógios, escolas, comércio e serviços preservam seus cronogramas regulares de funcionamento. A manutenção do horário padrão evita distúrbios no ritmo circadiano — o relógio biológico de 24 horas do organismo humano — e a fadiga associada à perda de uma hora de sono.

Acompanhe: Horário de verão 2026 é descartado pelo Ministério de Minas e Energia após estudos técnicos do ONS

Para viagens e negócios internacionais, as diferenças de fuso horário mudam conforme o calendário de países do Hemisfério Norte que adotam o adiantamento, como os Estados Unidos:

  • Até domingo, 1º de novembro de 2026: vigora o horário de verão norte-americano, iniciado em 8 de março de 2026, deixando Nova York uma hora atrás do horário de Brasília.
  • A partir de segunda-feira, 2 de novembro de 2026: com o retorno ao horário padrão nos Estados Unidos, Nova York passa a ficar duas horas atrás de Brasília.

Baterias, linhas de transmissão e histórico desde 1931

Para compensar a intermitência das fontes eólica e solar, o planejamento do setor inclui quatro novas linhas de transmissão e leilões de baterias capazes de armazenar eletricidade por até 22 horas. O ONS também utiliza o despacho de usinas térmicas flexíveis para preservar a água dos reservatórios diante de temperaturas elevadas como as registradas nos comparativos históricos desde 1961.

Criado pelo ex-presidente Getúlio Vargas por meio do Decreto nº 20.466, de 1º de outubro de 1931, o mecanismo vigorou pela primeira vez até 31 de março de 1932. A medida foi aplicada de forma contínua entre 1985 e 2019 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e também acabou abandonada por países vizinhos como Argentina e Chile.

Leia também: Horário de verão segue suspenso no ciclo 2026 e 2027 após análise do Ministério de Minas e Energia

Relógio, Bandeira do Brasil, conceito de horário de verão.
Relógio, Bandeira do Brasil, conceito de horário de verão. – Foto: tzahiV/ iStock

Monitoramento do setor elétrico para 2026 e 2027

Projeções de temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares mantêm o sistema em vigilância contra sobrecargas, uma vez que o adiantamento dos relógios poderia agravar os picos vespertinos. Enquanto a Câmara dos Deputados debate projetos de lei para proibir formalmente a prática, o CMSE realiza avaliações periódicas e divulga eventuais atualizações pelos canais oficiais do governo federal.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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