O Outro Lado das Redes fatura apenas US$ 17 milhões no mundo e é retirado de quase 2 mil cinemas nos EUA

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O Outro Lado das Redes - Reprodução/YouTube Foto: O Outro Lado das Redes - Reprodução/YouTube

O Outro Lado das Redes, filme de Aaron Sorkin sobre os bastidores da Meta, somou US$ 16,9 milhões em bilheteria mundial e foi retirado de 1.987 salas nos Estados Unidos e no Canadá na terceira semana em cartaz.

O longa, lançado em 9 de outubro de 2026 pela Sony Pictures, abriu com US$ 5 milhões em 2.606 cinemas norte-americanos e caiu 72% no segundo fim de semana. Na semana seguinte restaram 619 salas. O total doméstico chegou a cerca de US$ 9 milhões, e o internacional a aproximadamente US$ 7,8 milhões.

A comparação com A Rede Social, de 2010, é desfavorável. O filme de David Fincher, também escrito por Sorkin, abriu com US$ 22 milhões e encerrou a carreira comercial com US$ 224 milhões no mundo. O novo título custou entre US$ 30 milhões e US$ 42 milhões e precisaria de mais de US$ 75 milhões para chegar ao ponto de equilíbrio nos cinemas, segundo estimativas do setor.

A trama acompanha Frances Haugen, interpretada por Mikey Madison, engenheira que vazou documentos internos da Meta em 2021. Ela se alia ao repórter Jeff Horwitz, vivido por Jeremy Allen White, do The Wall Street Journal. Jeremy Strong aparece como Mark Zuckerberg em momentos pontuais. O filme estreou no Brasil em 22 de outubro com poucos horários disponíveis.

A crítica especializada deu nota morna. No Rotten Tomatoes o índice de aprovação ficou em 54%. Elogios recaíram sobre as atuações do trio principal e sobre o roteiro de Sorkin. Queixas apontaram que o debate chega tarde e que o filme tem cara de drama de televisão, sem a tensão visual do original dirigido por Fincher.

Sorkin assumiu a responsabilidade pelo resultado. Em declaração recente ele admitiu que não tem “sensibilidade visual” e pediu mais uma chance para acertar. O diretor, que venceu o Oscar de roteiro adaptado por A Rede Social, também dirigiu A Grande Jogada e Os 7 de Chicago.

O desempenho fraco no exterior contribuiu para a estreia tímida no Brasil. O título disputou atenção do público adulto com Cara-de-Barro, da DC Studios, lançado no mesmo dia 22 de outubro. Com menos de 650 salas restantes nos Estados Unidos e no Canadá, a recuperação comercial em tela grande ficou improvável.

Aaron Sorkin assume culpa pelo resultado de O Outro Lado das Redes

O cineasta declarou que ainda faz coisas certas e que um dia conseguirá reunir tudo. A fala veio depois de o filme ser descrito por veículos especializados como fracasso comercial e crítico. Sorkin havia dito antes do lançamento que o projeto era uma forma de corrigir a imagem de Zuckerberg criada no filme de 2010.

Queda de salas e números da bilheteria de O Outro Lado das Redes

A redução de 1.987 para 619 salas ocorreu na terceira semana. O segundo fim de semana trouxe apenas cerca de US$ 1,4 milhão, queda de 72% em relação à abertura. Os números vêm de levantamento do The Numbers e de reportagens publicadas em 26 de outubro de 2026.

Comparação com A Rede Social e orçamento de O Outro Lado das Redes

A Rede Social custou cerca de US$ 40 milhões e faturou US$ 224 milhões. O novo filme teve orçamento menor e não contou com David Fincher na direção nem com Jesse Eisenberg no papel de Zuckerberg. Eisenberg recusou retornar por não querer mais ser associado ao personagem.

Recepção da crítica e elenco de O Outro Lado das Redes

Mikey Madison interpreta Frances Haugen, Jeremy Allen White faz Jeff Horwitz e Jeremy Strong vive Mark Zuckerberg. O elenco inclui ainda Wunmi Mosaku, Betty Gilpin, Billy Magnussen e Bill Burr. A duração é de 112 minutos. No IMDb a nota média ficou em torno de 6,7.

O filme continua em cartaz em número reduzido de salas nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil a exibição segue limitada. A Sony Pictures não divulgou previsão de chegada a plataformas de streaming.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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