Mapa de relevo do IBGE: Minas Gerais lidera presença de montanhas com 37,3% da área no paisPor Carolina Costa
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) incluiu formalmente a categoria de montanhas no Mapa dos Macrocompartimentos de Relevo do Brasil, estruturação cartográfica que reconhece a presença dessa formação geomorfológica em 20 estados federativos. A publicação técnica, divulgada em 29 de outubro de 2026, marca a primeira vez em que a escala temática nacional adota essa divisão oficial.
Minas Gerais concentra a maior fatia dessas formações rochosas, reunindo 37,3% da extensão montanhosa identificada no país.
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A metodologia foi construída em parceria com o Serviço Geológico do Brasil, a União da Geomorfologia Brasileira e cerca de 70 pesquisadores de universidades públicas e centros científicos nacionais. O estudo estabeleceu padrões morfológicos rígidos de amplitude altimétrica e declividade para delimitar as áreas montanhosas brasileiras. Para obter essa classificação institucional, o relevo precisa apresentar feições elevadas com amplitude altimétrica superior a 300 metros em relação às terras circunvizinhas, exibindo prioritariamente topos aguçados, cristas lineares e vertentes íngremes.
Quatro estados concentram mais de 70% das áreas montanhosas
A distribuição espacial do relevo montanhoso revelou expressiva concentração territorial na porção centro-sudeste e no leste brasileiro, impulsionada por serras tradicionais como as da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço.
- Minas Gerais: 37,3% da área montanhosa nacional
- Bahia: 15,8% do total mapeado
- Rio de Janeiro: 9,0% das montanhas do país
- São Paulo: 8,7% da extensão registrada
Fim das depressões e novas nomenclaturas no sistema oficial
A modernização cartográfica eliminou a palavra depressões do vocabulário geomorfológico nacional, substituindo-a formalmente por superfícies rebaixadas. O órgão federal justificou a alteração pela necessidade de evitar equívocos conceituais comuns entre estudantes e técnicos, que costumam associar o termo depressão a cavidades fechadas, crateras ou fundos de afundamento geológico, quando se trata de patamares rebaixados em relação ao terreno vizinho.
Com a nova metodologia, o território nacional passou a ser dividido em cinco macrocompartimentos oficiais:
- Montanhas
- Planaltos
- Superfícies rebaixadas
- Tabuleiros
- Planícies
Diretrizes para livros didáticos e políticas públicas
As estruturas de planaltos, planícies e tabuleiros mantiveram suas nomenclaturas originais sem sofrer alterações estruturais. A reformulação estabelece um padrão unificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo, impactando diretamente o ensino escolar de geografia, a elaboração de livros didáticos, editais de concursos públicos e relatórios de zoneamento ecológico-econômico.
O material servirá de baliza para gestores públicos federais, estaduais e municipais na prevenção de desastres em encostas e no ordenamento do uso do solo.















