Justiça mantém preso Eric Conrado por mortes de mãe e filho em CotiaPor Luís Henrique Costa
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A Justiça de São Paulo manteve a prisão temporária do empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, investigado pelas mortes da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, de 6 anos, em Cotia, na Grande São Paulo. A medida, com prazo inicial de 30 dias, foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Cotia. A confirmação ocorreu em audiência de custódia, que checou a regularidade do mandado cumprido pela Polícia Civil.
Diante de repórteres na delegacia, o empresário negou ter cometido o crime. A polícia, no entanto, o aponta como o único responsável pelas mortes ocorridas em um condomínio residencial na Grande São Paulo.
Laudos devem esclarecer se as vítimas foram sedadas e asfixiadas
Mãe e filho foram achados sem vida sobre a cama de casal do apartamento onde viviam, no bairro Lajeado, em Cotia. Nos corpos, não se viam sinais de disparos nem de golpes de faca, mas havia marcas de pressão no pescoço compatíveis com estrangulamento.
Policiais civis trabalham com a hipótese de que as vítimas receberam sedativos antes de morrer asfixiadas. A confirmação depende dos exames toxicológicos do Instituto Médico Legal.
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A investigação apura feminicídio e violência vicária, conhecida como vicaricídio. A classificação vale para casos em que parentes próximos ou crianças são mortos para causar sofrimento à mãe. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado dessa forma na Delegacia de Polícia de Cotia.
Imagens das câmeras de segurança do condomínio, na Estrada Manoel Lages do Chão, mostram Anna Gabriela, o filho e o investigado entrando juntos no prédio na noite de domingo, às 21h35. Na madrugada seguinte, às 2h14, somente o homem atravessou a portaria em direção à rua. A Polícia Civil confirmou que as gravações não registram a entrada ou a saída de mais ninguém do apartamento e do bloco.
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A polícia chegou ao imóvel depois que um escritório de advocacia recebeu uma ligação do próprio investigado, que informou a existência de dois mortos no endereço. Agentes do Grupo de Operações Especiais prenderam o empresário em uma casa no bairro Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, na quarta-feira. Antes disso, a polícia havia pedido a inclusão dele na lista de procurados da Interpol, por risco de fuga para o exterior. Registros telefônicos mostram que ele ligou 38 vezes para a mãe logo após o período estimado das mortes.
Das câmeras ao sepultamento, as datas do caso em Cotia
- 1º de novembro de 2026: câmeras gravam a entrada de Anna Gabriela, do filho de 6 anos e do investigado no condomínio.
- 2 de novembro de 2026: o investigado deixa o condomínio sozinho na madrugada.
- 3 de novembro de 2026: policiais encontram os corpos lado a lado sobre a cama, após denúncia baseada em telefonema do investigado.
- 4 de novembro de 2026: policiais do Grupo de Operações Especiais prendem o empresário no Jaguaré, na Zona Oeste da capital.
- 5 de novembro de 2026: a Justiça valida a prisão em audiência de custódia, e as vítimas são sepultadas no Cemitério Parque do Morumbi.
Onde denunciar violência contra a mulher e pedir ajuda
- Central de Atendimento à Mulher: disque 180, com atendimento gratuito em todo o país, 24 horas por dia.
- Polícia Militar: telefone 190, em situações de flagrante ou ameaça imediata.
- Delegacias Eletrônicas: registro de boletim de ocorrência e pedido de medidas protetivas pelo portal da Polícia Civil de São Paulo.







