Namorado ateia fogo em jovem de 21 anos na Bahia e Polícia Civil investiga tentativa de feminicídio em ConquistaPor Carolina Costa
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A jovem Paloma da Silva Gomes, de 21 anos, sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus na noite de domingo (25) em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, depois que o namorado jogou combustível e ateou fogo no corpo dela. O suspeito do crime, Saymon Santos Silva, fugiu logo após a agressão e permanece foragido.
O ataque aconteceu enquanto Paloma estava de costas no interior do imóvel. O agressor despejou um líquido sobre ela e repetiu o ato assim que a vítima tentou se virar para entender o que acontecia.
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Ele acendeu um isqueiro e iniciou o fogo imediatamente. Em desespero, a própria mulher tentou conter as labaredas jogando baldes de água sobre si antes de receber socorro do pai do agressor, que a levou até o hospital do município.
A violência causou lesões graves em diferentes partes do corpo da jovem. Ela passou por cirurgia na segunda-feira (26) na unidade de saúde de Vitória da Conquista.
Devido à severidade das feridas, equipes médicas providenciaram a remoção de Paloma nesta quinta-feira (29) para o Hospital Geral do Estado, em Salvador, unidade de referência no tratamento de queimados na rede pública estadual. Familiares relataram que o processo de reabilitação deve durar meses e que a paciente ainda enfrenta dores intensas.
Investigação por tentativa de feminicídio em Vitória da Conquista
A apuração do caso começou por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Vitória da Conquista. Após a coleta dos primeiros relatos, o procedimento seguiu para a Delegacia de Homicídios da cidade, que coordena as buscas para localizar o autor.
- Vítima: Paloma da Silva Gomes, de 21 anos
- Suspeito: Saymon Santos Silva, que está foragido
- Tipificação do inquérito: tentativa de feminicídio
- Unidade médica atual: Hospital Geral do Estado, em Salvador
Familiares da vítima relataram que encontraram dificuldades burocráticas quando tentaram registrar o boletim de ocorrência na segunda-feira (26). Segundo parentes, policiais da unidade inicialmente afirmaram que a jovem precisaria comparecer pessoalmente ao local, apesar de estar hospitalizada sob cuidados intensivos.
O registro formal ocorreu na sequência, permitindo a oitiva de testemunhas e a inclusão das declarações dadas pela mulher no leito. Agentes realizam diligências para descobrir a motivação exata da agressão e cumprir a ordem de prisão contra o suspeito foragido.















