Abono salarial PIS 2026 paga até R$ 1.621 a quem trabalhou em 2024Por Luís Pereira
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O governo prevê pagar R$ 33,5 bilhões de abono salarial do PIS e do Pasep em 2026, a 26,9 milhões de trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. O benefício é anual e vale para quem trabalhou com carteira assinada no ano-base deste ciclo. Neste pagamento, o valor vai de R$ 136 a R$ 1.621, conforme os meses trabalhados em 2024.
Quem tem direito ao abono neste ciclo
Para receber, o trabalhador precisa ter atuado por pelo menos 30 dias com carteira assinada em 2024, que é o ano-base deste pagamento. Também é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter remuneração média mensal de até R$ 2.765,93 em 2024. A empresa deve informar corretamente os dados do trabalhador na RAIS ou no eSocial.
O PIS atende trabalhadores do setor privado, e o Pasep, servidores públicos. A Caixa Econômica Federal paga o PIS, e o Banco do Brasil libera os valores do Pasep. Além da conta corrente, poupança ou conta digital, o benefício pode ser sacado em agências lotéricas e terminais de autoatendimento.
Pagamentos vão de 15 de fevereiro a 15 de agosto
O calendário de 2026 foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) em 16 de dezembro de 2025. Pela regra fixada, o dinheiro sai no dia 15 de cada mês, de fevereiro a agosto, conforme o mês de nascimento do trabalhador. Quando o dia 15 cai em fim de semana, o pagamento passa para o dia útil seguinte.
Em 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a volta do pagamento anual do abono. Com o calendário fixo, as datas de 2026 se concentram entre fevereiro e agosto, e não em uma data única.
Consulta pelo NIS e pelo app Carteira de Trabalho Digital
A consulta é feita pelo NIS, número de cadastro do trabalhador no PIS/Pasep, no app Carteira de Trabalho Digital. Em Benefícios, o trabalhador escolhe Abono Salarial e pode selecionar o ano-base para ver se tem valor a receber. O Ministério do Trabalho e Emprego abriu a consulta primeiro para os nascidos em janeiro.
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- Início da consulta: 5 de fevereiro de 2026.
- Lote complementar: 15 de outubro de 2026, para 1.030.899 trabalhadores.
- Prazo para saque: até o fim de dezembro de 2026.
- Canais: app Carteira de Trabalho Digital, portal gov.br e telefone 158.
Como o abono mudou desde 2020
Desde a pandemia, o governo alterou o ritmo dos pagamentos mais de uma vez. Os marcos mais recentes estão listados abaixo.
- 2020: o governo ampliou de um para dois anos o intervalo de pagamento, como medida emergencial na pandemia.
- 2021: o PIS/Pasep foi pago com atraso, o que acumulou benefícios para os trabalhadores.
- 2024: o TCU recomendou a volta do pagamento anual do abono salarial.
- 16 de dezembro de 2025: o Codefat aprovou o calendário de 2026, com pagamento no dia 15 de cada mês.
Limite de renda passa a ser corrigido pelo INPC
A principal mudança para este ciclo é o limite de renda, que deixou de acompanhar o salário mínimo e passou a ser corrigido pelo INPC. A alteração faz parte do pacote fiscal do governo, que busca conter gastos e direcionar o programa a faixas de menor renda.
Ideias de desvincular o abono da carteira de trabalho e de calcular o benefício pela renda familiar per capita, citadas em 2024, não aparecem como regras em vigor nas fontes consultadas. O requisito de 30 dias de trabalho formal no ano-base segue como condição.
Trabalhadores e sindicatos cobram regras estáveis
Trabalhadores formais que dependem do abono como renda anual acompanham as regras de perto. Em 2024, esse grupo temia que mudanças reduzissem o valor ou dificultassem o acesso ao benefício.
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Sindicatos e organizações de trabalhadores pediram que qualquer alteração preserve o direito ao abono. Para essas entidades, o ideal seria ampliar o número de beneficiários, conforme a posição registrada em 2024.
Valor previsto no orçamento e uso dos recursos
O total previsto de R$ 33,5 bilhões é o valor a ser distribuído aos trabalhadores no ciclo de 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2024, a ampliação do benefício era apontada como um custo elevado para o governo federal, o que exigiria ajustes orçamentários.
Por ser pago em parcelas mensais, de fevereiro a agosto, o dinheiro entra na economia em vários meses do ano. Quem tem dúvida sobre o valor pode consultar o benefício no app Carteira de Trabalho Digital ou pelo telefone 158.







