Avião de instrução fica de rodas para cima na divisa de Americana e ocupantes escapam sem ferimentosPor Carolina Costa
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Um pouso forçado de avião monomotor terminou com a aeronave virada de rodas para cima na divisa entre Americana e Nova Odessa, no interior paulista, em 5 de novembro de 2026. O modelo Cessna 152 levava a bordo um instrutor e um aluno em missão de instrução de voo, e os dois ocupantes deixaram a cabine sem ferimentos. O choque frontal contra uma depressão de terreno fez o conjunto estrutural ceder no momento da desaceleração final.
A ocorrência mobilizou investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão vinculado à Força Aérea Brasileira. Técnicos do centro regional coletam dados e analisam partes mecânicas para emitir recomendações que previnam episódios similares no treinamento civil.
Pane no motor forçou descida de emergência em descampado
Durante o voo de treinamento pelo espaço aéreo da Região Metropolitana de Campinas, o motor da aeronave sofreu uma perda súbita de potência. Diante da impossibilidade de sustentação até uma pista homologada, a tripulação realizou uma aproximação de contingência voltada a uma área de campo aberto entre os dois municípios.
O pouso ocorreu fora dos limites de aeródromos convencionais. Ao tocar o solo e perder velocidade na corrida final, a roda dianteira do trem de pouso atingiu uma valeta aberta na vegetação, provocando a ruptura do bico e virando a fuselagem sobre o teto.
Características do Cessna 152 operado em Americana
A aeronave acidentada tem registro civil regularizado junto à Agência Nacional de Aviação Civil para operações de ensino e instrução elementar.
- Prefixo: PR-WDA
- Modelo e fabricante: Cessna 152, produzido em 1977
- Capacidade operacional: 2 pessoas a bordo
- Operadora: Sierra Bravo Aviation Escola de Aviação Civil
- Proprietária formal: B&C Administradora de Ativos Ltda.
Em comunicado, a administração da escola de aviação civil informou que o pouso fora de pista foi executado em área não pavimentada e que as ondulações do solo causaram o impacto frontal durante a rolagem. A empresa acompanha o trabalho pericial da Aeronáutica e aguarda a liberação das ferragens para transportar o equipamento até uma oficina de manutenção especializada.







