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Maria e José continuam sendo os nomes mais registrados no Brasil. É o que mostra a versão atualizada do projeto Nomes no Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que cobre o período entre a década de 1940 e 2022.

Com base no Censo Demográfico 2022, a liderança de Maria aparece tanto em números absolutos quanto em proporção, com cerca de 6% da população nacional tendo esse primeiro nome. Nesse recorte, Maria fica à frente de todos os outros primeiros nomes do país.

A base de dados reúne os moradores recenseados até 1º de agosto de 2022, data de referência do Censo, pesquisa que conta a população do país. Foram identificados mais de 140 mil nomes próprios e 200 mil sobrenomes diferentes entre os 203 milhões de habitantes contados. Para Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE e responsável pelo projeto, a intenção foi “quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente” e ampliar o que o público pode explorar.

Dez nomes concentram o topo do ranking nacional

No levantamento nacional, os números mudam conforme o filtro usado na consulta. Uma medição soma homens e mulheres, enquanto outra separa os registros por sexo. No caso de Maria, 60.008 homens têm esse nome ao lado da maioria feminina, o que altera o total conforme o critério escolhido.

Pela soma de ambos os sexos, a ordem nacional começa com Maria e José, e a contagem separada por sexo mexe apenas no total desses dois nomes. A lista abaixo traz os dez primeiros colocados.

  • Maria: 12.284.478 registros no total geral, ou 12.224.470 só do sexo feminino
  • José: 5.164.752 registros no total geral, ou 5.141.822 só do sexo masculino
  • Ana: 3.948.650 registros
  • João: 3.430.608 registros
  • Antônio: 2.241.094 registros
  • Francisco: 1.665.494 registros
  • Pedro: 1.624.478 registros
  • Carlos: 1.474.492 registros
  • Lucas: 1.341.525 registros
  • Luiz: 1.335.098 registros

Onde José perde o segundo lugar no Sudeste e no Sul

O estado de São Paulo concentra o maior volume absoluto do país na plataforma. Maria aparece com 2.131.207 registros paulistas, seguida de José, com 930.906, e Ana, com 787.671. Na sequência estão João (641.229), Antônio (395.668), Pedro (344.743), Lucas (330.796), Gabriel (319.734), Luiz (305.300) e Carlos (304.541).

Em Minas Gerais, Maria também lidera, com 1.303.703 registros, e José vem em segundo, com 530.070. Ana (433.582), João (375.026) e Antônio (195.006) ocupam as posições seguintes. Pedro (172.877), Carlos (149.653), Lucas (149.129), Luiz (148.860) e Paulo (140.855) fecham o top 10 mineiro.

O Rio de Janeiro tem um nome feminino na segunda posição, no lugar de José. Maria soma 745.007 registros fluminenses, e Ana aparece em seguida, com 346.803. José surge em terceiro, com 251.572, à frente de João (238.185), Carlos (171.772), Luiz (142.311), Paulo (137.022), Pedro (131.202), Antônio (116.035) e Gabriel (113.505). No Espírito Santo, Maria tem 178.245 registros, José 71.800 e Ana 69.707.

Nos estados do Sul, João supera José na segunda colocação tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul. No Paraná, Maria tem 461.198 registros, João 216.247 e José 201.959, seguidos de Ana (192.115), Luiz (99.553), Antônio (95.203), Pedro (92.496), Lucas (86.087), Gabriel (79.450) e Paulo (75.856). No Rio Grande do Sul, Maria soma 323.476, João 166.805 e Ana 146.347, enquanto José fica em quarto, com 125.871.

Ceará e Bahia mostram o peso de Maria no Nordeste

No Nordeste, o Ceará reúne mais de 1,1 milhão de pessoas chamadas Maria, com 1.111.151 registros. Francisco aparece em segundo no estado, com 548.547, à frente de José, com 401.348. Antônio (298.781), Ana (271.496), Francisca (221.983), João (188.910), Antônia (159.214) e Raimundo (80.176) completam a lista cearense.

Na Bahia, Maria tem 787.224 registros, seguida de José (363.067), Ana (274.787) e João (221.171). Antônio (169.308), Pedro (97.677), Carlos (94.024), Paulo (73.883), Lucas (71.399) e Marcos (71.174) aparecem na sequência do ranking baiano.

Em Pernambuco, Maria lidera com 880.834 registros, e Antônio (87.944), Carlos (63.621) e Josefa (53.976) também figuram entre os mais comuns. Na Paraíba, Maria soma 444.389 e José 211.665, com João (84.434), Ana (83.299) e Francisco (55.769) logo atrás. Em Alagoas, Maria tem 331.863 registros e José 223.323, seguidos de Ana (56.928), João (54.689) e Antônio (27.576).

O IBGE também registra uma unidade da federação em que Maria aparece 579.936 vezes, e José surge em seguida, com 220.846. Antônio (146.359), Ana (145.834), João (128.094), Francisco (125.098), Raimundo (89.869), Carlos (60.727), Francisca (59.821) e Luis (56.084) completam os dez primeiros dessa localidade. A identificação nominal exata de todas as 27 unidades da federação nos blocos menores, como as listas iniciadas por Maria com 249.573 ou 381.520 registros, não foi confirmada na consolidação pública das tabelas.

Sobrenomes entram no ranking e nomes masculinos caem na década

A plataforma atualizada foi lançada pelo IBGE em 4 de novembro de 2025 e, pela primeira vez na edição do Censo Demográfico 2022, passou a incluir o ranking nacional de sobrenomes. A liderança é de Silva, com 34.030.104 registros, cerca de 16% da população do país. Santos vem em seguida, com 21.367.475, e Oliveira aparece com 11.708.947.

Na comparação entre as décadas, o pico de nascimentos de pessoas chamadas Maria ocorreu entre 1960 e 1969, período que concentra cerca de 2,5 milhões de pessoas vivas recenseadas em 2022. Já nas décadas mais recentes, nomes masculinos tradicionais tiveram queda forte de novos registros, enquanto Maria e Pedro cresceram. O registro de novas Marias subiu 21,42% na década, de 1.038.773 para 1.261.268, e o de Pedro avançou 24,4%. No mesmo intervalo, os recuos foram de 39,8% para Carlos, 39,22% para Gabriel, 38,8% para Francisco, 35,8% para Lucas, 26,9% para Antônio e 23,47% para José.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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