Maria tem 12.284.478 registros no Censo 2022 e segue na liderançaPor Carolina Costa
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Maria e José seguem como os nomes mais registrados no país entre a década de 1940 e 2022, segundo o projeto Nomes no Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados do Censo Demográfico 2022 colocam Maria na liderança em números absolutos, com um volume equivalente a cerca de 6% da população nacional.
A base considera os moradores recenseados até 1 de agosto de 2022 e reúne mais de 140 mil nomes próprios e 200 mil sobrenomes diferentes, em um universo de 203 milhões de habitantes. Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE e responsável pelo projeto, afirmou que a instituição decidiu atualizar a plataforma porque o interesse do público por dados sobre nomes é grande. “Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”, declarou.
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Quem lidera o ranking nacional quando homens e mulheres são somados
Os números mudam conforme o recorte usado na consulta pública do IBGE. Uma medição soma os dois sexos, enquanto a outra separa os registros por gênero. No caso de Maria, há 60.008 homens com esse primeiro nome, o que altera o total consolidado conforme o filtro aplicado no sistema.
Considerando a soma de ambos os sexos no território nacional, os dez nomes mais frequentes recenseados até 2022 são os seguintes:
- Maria: 12.284.478 registros no total geral, ou 12.224.470 apenas no sexo feminino
- José: 5.164.752 registros no total geral, ou 5.141.822 apenas no sexo masculino
- Ana: 3.948.650 registros
- João: 3.430.608 registros
- Antônio: 2.241.094 registros
- Francisco: 1.665.494 registros
- Pedro: 1.624.478 registros
- Carlos: 1.474.492 registros
- Lucas: 1.341.525 registros
- Luiz: 1.335.098 registros
Ana, João e Antônio também passam de 2 milhões de registros cada, o que mostra a distância entre os dois primeiros e o restante da tabela. Já Luiz, décimo colocado, fica com pouco mais de 1,3 milhão de registros, abaixo de Lucas e acima de nenhum outro nome do grupo.
Maria lidera a maioria dos estados do Sudeste e do Sul
No Sudeste, São Paulo concentra o maior volume absoluto do país na plataforma do IBGE. Maria aparece com 2.131.207 registros no estado, seguida por José, com 930.906, e Ana, com 787.671. A lista paulista traz ainda João, Antônio, Pedro, Lucas, Gabriel, Luiz e Carlos entre os dez primeiros.
Em Minas Gerais, Maria tem 1.303.703 registros e José aparece em segundo lugar, com 530.070. Na sequência vêm Ana, João, Antônio e Pedro, e a lista mineira fecha com Paulo, em décimo, com 140.855 registros.
O Rio de Janeiro é o caso em que um nome feminino ocupa a segunda posição no lugar de José. Maria tem 745.007 registros no estado, Ana aparece com 346.803 e José fica em terceiro, com 251.572. No Espírito Santo, Maria soma 178.245 registros, enquanto José tem 71.800 e Ana, 69.707.
Nos estados do Sul, João supera José na segunda colocação tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul. No Paraná, Maria registra 461.198 casos, João tem 216.247 e José, 201.959. No Rio Grande do Sul, Maria soma 323.476 registros, enquanto João aparece com 166.805 e Ana, com 146.347.
Maria aparece no topo em cinco estados do Nordeste
No Nordeste, o Ceará soma mais de 1,1 milhão de pessoas chamadas Maria, com 1.111.151 registros. Francisco ocupa a segunda posição estadual, com 548.547, à frente de José, com 401.348. Na sequência aparecem Antônio, Ana, Francisca, João, Antônia e Raimundo.
Na Bahia, Maria tem 787.224 registros, seguida por José, com 363.067, e Ana, com 274.787. Em Pernambuco, Maria lidera com 880.834 registros, e entre os mais comuns do estado aparecem Antônio, com 87.944, Carlos, com 63.621, e Josefa, com 53.976.
Na Paraíba, Maria soma 444.389 registros e José, 211.665. Em Alagoas, a lista traz Maria com 331.863 registros e José com 223.323, além de Ana, João e Antônio entre os dez mais frequentes.
O levantamento também registra uma Unidade da Federação com 579.936 registros de Maria. Na mesma lista aparecem José, com 220.846, Antônio, com 146.359, e Ana, com 145.834. A consolidação pública das tabelas não confirmou a identificação nominal dessa unidade nem de todas as 27 Unidades da Federação nos blocos menores do levantamento.
Silva encabeça sobrenomes enquanto nomes masculinos recuam nos batismos
A plataforma atualizada do projeto foi lançada oficialmente pelo IBGE em 4 de novembro de 2025. Pela primeira vez na edição do Censo Demográfico 2022, o site incluiu o ranking nacional de sobrenomes. A liderança é de Silva, com 34.030.104 registros, o equivalente a cerca de 16% da população do país.
Santos aparece em segundo lugar entre os sobrenomes, com 21.367.475 registros, seguido por Oliveira, com 11.708.947. Esses dados permitem comparar a frequência de sobrenomes tradicionais com a de nomes próprios, em um mesmo levantamento.
Na comparação histórica, o pico de nascimentos de pessoas chamadas Maria ocorreu entre 1960 e 1969, período que concentra cerca de 2,5 milhões de pessoas vivas recenseadas em 2022. Nas décadas mais recentes do Censo 2022, o registro de novas Marias subiu 21,42%, de 1.038.773 para 1.261.268, e o de Pedro avançou 24,4%.
No mesmo intervalo, os registros de nomes masculinos caíram de forma acentuada. Os recuos foram de 39,8% para Carlos, 39,22% para Gabriel, 38,8% para Francisco, 35,8% para Lucas, 26,9% para Antônio e 23,47% para José.















