NOAA prevê tempestade G1 de 6 a 8 de novembro, com chance de G2Por Luís Henrique Costa
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Uma tempestade geomagnética de nível G1 é prevista para a Terra entre sexta-feira (6) e domingo (8). A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) classifica o evento como fraco, mas a agência não descarta a intensificação para G2, considerado moderado.
A previsão foi divulgada na sexta-feira (6) pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA. Segundo o centro, “a previsão atual é de uma tempestade geomagnética fraca“. A chance de G2 aparece como cenário de menor probabilidade, e não como linha de base da previsão.
Tempestade geomagnética de nível G1 tem origem em buraco coronal
A NOAA aponta como origem uma corrente de vento solar de alta velocidade vinda de um buraco coronal de polaridade negativa. Buraco coronal é uma região do Sol por onde o vento solar escapa com mais velocidade. Segundo a agência, a causa não é uma ejeção de massa coronal dirigida à Terra, isto é, uma nuvem de partículas lançada diretamente na direção do planeta. A explosão solar de classe M3.5 registrada na quinta-feira (5) não deve ser tratada automaticamente como causa da tempestade prevista.
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Pico previsto de Kp 5 cai na madrugada de sábado (7)
O intervalo de maior risco fica entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, conforme o cronograma da NOAA. O índice Kp, que mede a atividade geomagnética, é o parâmetro usado pela agência para classificar a tempestade.
- Sexta-feira (6), às 21h, no horário de Brasília: início do intervalo de maior probabilidade de perturbações de nível G1.
- Sábado (7), das 0h às 3h UTC, equivalente a 21h às 0h no horário de Brasília: pico previsto de Kp 5, correspondente ao limiar da categoria G1.
- Domingo (8): último dia do período de monitoramento da NOAA para a atividade geomagnética.
Antes do pico, o maior índice Kp registrado nas 24 horas anteriores ao boletim das 9h30 de sexta-feira (6) foi Kp 3.
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Satélites, GPS e rádio são os sistemas com risco de interferência
A NOAA descreve efeitos limitados em satélites, concentrados em altas latitudes, e oscilações leves em redes elétricas. Para as comunicações por rádio, a agência calcula em 35% a probabilidade de episódios de apagões de rádio de baixa intensidade (R1 ou R2) até sábado (7). A chance de apagões mais fortes, com R3 ou superiores, é de 10% no mesmo período.
Smartphones não devem sofrer danos diretos com uma tempestade de nível G1, e não há orientação para a população desligar celulares. Por isso, a previsão não aponta falhas em celulares, mesmo com o risco para GPS e rádio descrito como possibilidade.
Não há previsão de apagão de energia, internet ou telefonia
Não há previsão de apagão generalizado de energia, internet ou telefonia celular, segundo as informações apuradas. Os impactos esperados permanecem restritos caso a intensidade se mantenha no nível G1.
Auroras com visibilidade no Brasil não são esperadas com a intensidade G1 prevista. A observação é mais provável em regiões de altas latitudes.
Sequência começou com G2 em 31 de outubro de 2026
Em 31 de outubro de 2026, a NOAA registrou atividade de nível G2, e em 1º de novembro, de nível G1, ambas associadas a uma corrente de vento solar de buraco coronal. No boletim de 1º de novembro, a agência havia previsto que não haveria eventos de escala entre 2 e 8 de novembro. A previsão de sexta-feira (6) passou a indicar G1 para o período de 6 a 8 de novembro.
O que ainda não se sabe sobre G2 e os efeitos no Brasil
Não se sabe se a tempestade chegará ao nível G2 nem em qual horário. A NOAA trata essa possibilidade como cenário de menor chance. As fontes também não detalham efeitos concretos no território brasileiro além da previsão de impactos limitados, e não há confirmação de interferência real em GPS, satélites ou rádio, porque a previsão descreve apenas possibilidade.
A análise final de imagens de coronógrafo estava pendente em 6 de novembro de 2026. Se a análise identificar uma ejeção de massa coronal dirigida à Terra, a NOAA atualizaria a previsão.






