Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Chihuahua, que investiga uma associação criminosa suspeita de enviar mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos pelo México. O grupo teria movimentado cerca de R$ 270 milhões por meio de sete empresas no período analisado.

A ação cumpre mandados de busca e apreensão em Central de Minas, no interior de Minas Gerais, e mandados para apreensão de veículos objeto de sequestro judicial. Os investigados são suspeitos. Eles ainda não foram condenados.

A Operação Chihuahua foi deflagrada em 6 de novembro de 2026, data em que a Polícia Federal cumpriu mandados em Central de Minas. A investigação analisa o período que vai de 2021 a 2024, e os envios e as movimentações citados pela PF pertencem a esse intervalo, não à data da operação. Segundo uma das reportagens consultadas, a PF apura a atuação de um grupo especializado na organização de viagens irregulares para os Estados Unidos, com a entrada ocorrendo pela fronteira com o México. Os suspeitos são investigados por contrabando de migrantes e lavagem de dinheiro, e a responsabilização criminal depende da conclusão das investigações e de decisões judiciais.

Acompanhe: PF prende homem com R$ 350 mil em mochilas após perseguição na Aldeota

Operação Chihuahua apura logística de viagens até a entrada nos EUA

O principal investigado coordenava toda a logística das viagens, desde a saída do Brasil por transporte aéreo até a entrada irregular nos Estados Unidos. Ainda segundo a investigação, cada migrante teria pago ao grupo US$ 20 mil pela promessa de emigração, valor que a PF relaciona à atuação da associação entre 2021 e 2024.

Leia também: Polícia Federal desarticula esquema bilionário de lavagem de dinheiro via apostas online e tráfico de drogas

A estrutura também teria a participação de um irmão do suspeito principal, apontado como braço-direito, e de outros sete investigados. Juntos, eles teriam montado mecanismos para ocultar patrimônio ligado às atividades do grupo. A PF não divulgou os nomes dos investigados.

Relembre: Justiça decreta prisão preventiva de funkeiros e criador da Choquei por lavagem de dinheiro

Sete empresas são suspeitas de lavagem de dinheiro

As investigações identificaram que o grupo usava sete empresas para movimentar recursos. Quase R$ 12 milhões teriam origem no contrabando de migrantes, conforme a apuração. A PF suspeita que parte dessas empresas funcionava como fachada e que houve lavagem de dinheiro para dificultar a identificação da origem dos valores. Essa suspeita ainda não foi comprovada em julgamento.

Justiça autoriza bloqueio de até R$ 27 milhões ligados ao grupo

Com o avanço das apurações, os investigadores passaram a rastrear as movimentações financeiras e a identificar possíveis mecanismos de ocultação de patrimônio. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados ao grupo. Também foram determinadas medidas sobre automóveis ligados aos investigados, com o objetivo de preservar os bens alcançados pelas decisões judiciais.

O bloqueio de até R$ 27 milhões autorizado pela Justiça é um teto, e não um valor já bloqueado: a medida alcança bens vinculados ao grupo até esse limite. Já a movimentação de cerca de R$ 270 milhões é um número que a PF atribui ao conjunto das sete empresas no período de 2021 a 2024. Dos recursos movimentados, quase R$ 12 milhões teriam origem no contrabando de migrantes, segundo a investigação.

  • Período analisado pela PF: de 2021 a 2024
  • Bloqueio judicial autorizado: até R$ 27 milhões
  • Mandados de busca e apreensão: em Central de Minas
  • Mandados para apreensão de veículos objeto de sequestro judicial: 16

Nomes e defesas ainda não foram divulgados

A PF não divulgou os nomes dos investigados e não informou se haverá prisões. As reportagens citam apenas mandados de busca, apreensão de veículos e bloqueio de bens. Segundo uma das reportagens consultadas, as defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar. O número exato de migrantes também não foi divulgado, e não há informação oficial sobre a data exata do início dos envios.

A responsabilização criminal depende da conclusão das investigações e de decisões judiciais.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Servidora pública esfaqueia mulher em festa de Halloween; polícia investiga tentativa de homicídio

  2. Internet

    Falha em sistema bancário no Japão atinge 128 instituições e operadora descarta ataque cibernético

  3. Destaques

    Botnet TV box: polícia e gigantes de tecnologia derrubam rede de 1,3 milhão de aparelhos adulterados

  4. Destaques

    Jogador Bismarck é morto em Natal após ataque no Beco da Lama: meia conquistou títulos no Piauí

  5. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  6. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  7. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  8. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  9. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  10. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.