Vivara lucra R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre e supera projeçõesPor Maria
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A rede de joalherias Vivara registrou lucro líquido de R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre de 2026, montante que representou uma redução de 38,7% na comparação com igual período do ano anterior. O número financeiro superou a projeção média de analistas de mercado, que apontava para R$ 111 milhões segundo levantamento da LSEG.
A retração observada no resultado líquido decorreu principalmente da base de comparação elevada do terceiro trimestre de 2025. Naquele intervalo, a rede havia contabilizado créditos extemporâneos de PIS e Cofins no valor de R$ 39 milhões, o que inflou o balanço prévio.
Sem esses efeitos tributários extraordinários e descontando os lançamentos não recorrentes deste ano, a operação manteve expansão de receita no varejo de joias e acessórios.
Receita líquida avança 4,3% e chega a R$ 692,9 milhões
A receita operacional líquida da companhia atingiu R$ 692,9 milhões no intervalo apurado, o que significou um crescimento de 4,3% em relação ao apurado um ano antes. Em termos brutos, o faturamento da empresa totalizou R$ 867,4 milhões, marcando elevação de 7,7% no confronto anual.

O desempenho comercial apresentou variações expressivas entre os diferentes segmentos de produtos comercializados pela marca no país. O segmento de joias tradicionais, responsável por cerca de metade do faturamento global da varejista, apresentou expansão de 2,1% nas vendas.
As linhas complementares registraram os maiores índices de crescimento nas vitrines:
- Relógios: alta de 15,5% no faturamento bruto
- Categoria Life: incremento de 10,3% nas vendas do trimestre
- Categoria de joias: avanço de 2,1% no período consolidado
Ebitda ajustado atinge R$ 132,7 milhões com margem de 15,3%
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização reportado pela Vivara totalizou R$ 106 milhões entre julho e setembro. A cifra representou recuo frente aos R$ 210 milhões anotados no terceiro trimestre do exercício anterior, gerando margem de 15,3%.
Eventos não recorrentes provocaram impacto negativo de R$ 26,6 milhões nas contas trimestrais da companhia. Quando isolados esses impactos e neutralizada a base fiscal do exercício prévio, o indicador de geração de caixa operacional ajustado alcançou R$ 132,7 milhões, o que representou retração de 22,4% no confronto ano a ano.
O direcionamento estratégico da fabricante agora volta-se para as vendas de fim de ano, período de maior volume transacionado pelo comércio varejista.







