Covid em São Paulo: hospitais da capital registram salto de testes positivos e saúde reforça vacinaçãoPor Carolina Costa
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Hospitais particulares e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registraram aumento expressivo no número de testes positivos de Covid-19 na capital paulista nas últimas semanas. O balanço divulgado nesta sexta-feira (6 de novembro de 2026) aponta que o avanço da circulação viral ocorreu com maior intensidade durante a segunda quinzena de outubro, impulsionado por eventos públicos com grandes concentrações de pessoas e pela desaceleração na busca por doses de reforço.
A alta foi confirmada pelo monitoramento interno das principais redes de atendimento médico privado. No Hospital Sírio-Libanês, foram contabilizados 70 diagnósticos positivos para SARS-CoV-2 no mês de outubro, superando os 19 registrados em setembro e os 12 de agosto. A presença do coronavírus entre as amostras respiratórias coletadas na unidade saltou de 8% para 23% no mesmo período. Já no Hospital Santa Catarina – Paulista, os registros positivos somaram 98 ocorrências entre prontos-socorros e internações no mês passado, frente a 57 em setembro e 18 em agosto.
O patamar atual da doença permanece consideravelmente menor do que o verificado no ano anterior.
Dados do painel epidemiológico do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde apontam que a cidade de São Paulo acumulou 348 infecções e 45 mortes causadas pela enfermidade entre janeiro e 6 de novembro de 2026. Em período equivalente de 2025, a capital havia registrado 1.099 diagnósticos e 185 vítimas fatais.
O diretor da Divisão de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, José Santana, ressaltou que a situação não exige pânico, mas demanda atenção redobrada quanto à imunização. “Não temos motivo para pânico nem desespero, porém precisamos alertar a população de que a forma mais eficaz de se proteger contra formas graves e internações por Covid é a vacinação. Pessoas vacinadas não deixam de pegar Covid, mas é esperado que seja uma forma leve, com um curso bem mais tranquilo em relação aos não imunizados”, explicou.
A circulação de patógenos respiratórios encontrou terreno fértil em recentes aglomerações na cidade de São Paulo, que envolveram manifestações políticas e apresentações musicais de grande público no estádio do Morumbis. Segundo o Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, o território paulista apresentou elevação nos casos graves de infecção respiratória, embora a incidência geral do vírus permaneça em patamares baixos na comparação histórica.
Linha do tempo da evolução viral em São Paulo
- Agosto de 2026 — Hospitais de referência mantinham índices reduzidos de contaminação, com 12 positivos no Sírio-Libanês e 18 no Hospital Santa Catarina.
- Setembro de 2026 — Início da curva ascendente com 19 diagnósticos no Sírio-Libanês e 57 no Santa Catarina, representando 8% do painel de vírus respiratórios.
- Outubro de 2026 — Salto expressivo para 70 casos no Sírio-Libanês e 98 no Santa Catarina, além da identificação de alta geral na segunda quinzena pelo Nies.
- 5 de novembro de 2026 — Boletim InfoGripe confirma crescimento de quadros graves no estado de São Paulo e o Nies atualiza o painel epidemiológico.
- 6 de novembro de 2026 — Autoridades de saúde consolidam balanço e reforçam chamamento público para aplicação de doses de proteção na rede primária.
Esquema vacinal e postos de atendimento na capital
Os imunizantes contra a Covid-19 e contra o vírus influenza estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo. O atendimento nas UBSs e AMAs/UBSs Integradas ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas unidades integradas no mesmo horário de funcionamento.
A aplicação preventiva contra a Covid-19 prioriza faixas etárias vulneráveis e perfis específicos:
- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos com esquema de três doses aos 6, 7 e 9 meses.
- Idosos com 60 anos ou mais com indicação de dose semestral.
- Gestantes com direito a uma dose em cada período gestacional.
- Pessoas imunossuprimidas com reforço aplicado a cada seis meses.
- Portadores de comorbidades crônicas com recomendação de vacinação anual.
- População geral de 5 a 59 anos sem histórico de vacinação com aplicação em dose única.
Sintomas frequentes envolvem dor de garganta, congestão nasal, coriza, dores de cabeça e tosse persistente, acompanhados eventualmente por febre e dores corporais. Pessoas com sinais gripais contínuos devem buscar acolhimento médico para diagnóstico laboratorial e orientação de isolamento preventivo.







