Lupion: grupo da FPA pode chegar a cerca de 50 senadores em 2027Por Luís Henrique Costa
3 min de leitura
![]() |
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), previu que a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Congresso vai crescer a partir de 2027, com a nova legislatura, que ele considera mais conservadora. A declaração foi feita em Brasília, em 3 de novembro de 2026.
“Acho que a ingerência do Supremo será maior ainda dentro do Congresso”, afirmou Lupion. Em seguida, resumiu: “As canetadas acabam dominando o Brasil.” Segundo ele, a discussão não é abstrata, porque o setor acompanha julgamentos e disputas que podem afetar regras de terra, tributação, licenciamento e insumos.
Senado como contrapeso e disputa pela presidência da Casa
Lupion defendeu que o Senado atue como contrapeso ao Supremo e atribuiu aos senadores eleitos a responsabilidade de frear o que chamou de invasão de atribuições do Legislativo. Ele reclamou que decisões tomadas pelo Congresso por maioria absoluta dos membros não estão sendo respeitadas. Na mesma ocasião, acusou o Poder Executivo de manter proximidade excessiva e aliança com o STF. Lupion também defendeu uma composição entre o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) na disputa pela presidência do Senado, em oposição a Davi Alcolumbre (União-AP), citado como candidato ao cargo.
Acompanhe: Congresso Nacional remunera parlamentares eleitos em 2026 com subsídio bruto de R$ 46,3 mil mensais
Bioinsumos, defensivos e marco temporal entre os temas da bancada
Lupion citou bioinsumos, defensivos agrícolas, licenciamento ambiental e marco temporal das terras indígenas como temas em que a bancada precisará atuar perante a Corte. Segundo ele, a atuação da FPA nesses assuntos será necessária diante de decisões que podem alterar a forma como produtores planejam o uso de áreas, a produção e os custos. Na fala, o presidente da frente não detalhou quais processos a bancada pretende acompanhar nem quais medidas adotará.
Datas citadas na declaração e na sucessão da FPA
- 3 de novembro de 2026: declaração de Lupion, em Brasília
- Fevereiro de 2027: início previsto da nova legislatura, com Lupion como deputado a partir desse mês
- Março de 2027: discussão sobre a sucessão na presidência da FPA
Segundo reportagem sobre a FPA, Lupion deve deixar a presidência da frente em 2027, porque o regulamento interno não permite nova reeleição. A mesma reportagem registra que o presidente afirmou que 18 deputados ligados à FPA foram eleitos para o Senado e que o grupo poderá chegar a cerca de 50 senadores.
Leia também: Aposentadoria especial do INSS: requisitos de 55 anos, laudo PPP e pedidos pelo Meu INSS em 2026
Sem resposta do STF, do Executivo e de Alcolumbre às declarações
Não há resposta do STF, do Poder Executivo ou de Davi Alcolumbre às declarações de Lupion nas fontes encontradas. Também não se sabe se a FPA terá um plano formal de confronto com o Judiciário em 2027, pois as fontes registram apenas a declaração do presidente. Os detalhes das leis do marco temporal e do licenciamento ambiental citados em outras fontes não foram confirmados de forma independente. Quem sucederá Lupion na presidência da FPA ainda não foi definido, e a discussão sobre a sucessão deve ocorrer em março de 2027.







