Outubro de 2026 é o mais quente da história; ano deve ser o 2º mais quente já registradoPor Carolina Costa
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O observatório climático europeu Copernicus confirmou que outubro de 2026 foi o mês de outubro mais quente já registrado no planeta, alcançando uma temperatura média do ar na superfície 1,75°C acima do nível pré-industrial. A medição consolida o terceiro mês consecutivo com índices globais acima do limiar de 1,5°C e posiciona o ano corrente com alta probabilidade de terminar como o segundo mais quente de toda a série histórica mundial.
Existe ainda uma chance calculada em cerca de 20% de o ano de 2026 igualar ou ultrapassar o recorde anual absoluto estabelecido em 2024. A média de quatro anos compreendida entre 2023 e 2026 também caminha para consolidar uma marca média acima do teto de 1,5°C.
O Acordo de Paris, assinado em 2015 por lideranças de quase duas centenas de países, determinou a meta de conter a elevação térmica do planeta em até 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais para evitar catástrofes climáticas severas. O tratado baseia essa barreira técnica em médias climáticas de longo prazo, de modo que meses pontuais acima do limite não caracterizam ruptura definitiva da meta diplomática, embora acendam alertas graves sobre a frequência de secas, inundações severas e ondas de calor.
Indicadores térmicos e oceânicos medidos pelo observatório
- Temperatura média global do ar em outubro: 1,75°C acima do período pré-industrial
- Superfície média do mar fora das áreas polares: recorde histórico de 20,95°C
- Anomalia no Pacífico tropical na área Niño 3.4: recorde de 3,21°C acima da média
- Probabilidade estatística de 2026 superar 2024: cerca de 20%
A disparada dos índices oceânicos decorre da intensificação acentuada do fenômeno El Niño no Pacífico central e equatorial. Na área designada tecnicamente como região Niño 3.4, a anomalia mensal superou marcas de eventos extremos anteriores ao fixar uma variação de 3,21°C acima dos parâmetros habituais.
Fora das calotas polares, as águas oceânicas mundiais registraram a média recorde de 20,95°C, desbancando o pico anterior para o mês apurado em outubro de 2023. O aquecimento acelerado das bacias marítimas altera a circulação atmosférica global e abastece sistemas tempestuosos com maior volume de energia.
Pesquisadores mantêm a apuração contínua dos índices térmicos dos meses de novembro e dezembro para determinar a posição consolidada de 2026 no fechamento do ranking climático anual.







