Lucas Portela Fontana Gomes é preso após espancar vizinha na TijucaPor Luís Henrique Costa
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Um lutador de jiu-jítsu de 32 anos, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, foi preso depois de agredir uma mulher dentro de um elevador de prédio na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. A agressão ocorreu na madrugada de quinta-feira (5), e a prisão foi cumprida na sexta-feira (6). As câmeras de segurança do edifício registraram socos, chutes e estrangulamento contra a vítima.
A agressão no elevador aconteceu depois que a mulher tentou socorrer uma idosa de 65 anos, que já era atacada pelo mesmo homem em outro apartamento. Antes disso, segundo a polícia, o suspeito invadiu imóveis do prédio e ameaçou moradores que estavam nos corredores. A idosa foi internada em hospital.
Socos, chutes e 35 golpes registrados pelas câmeras
As imagens do circuito interno mostram o momento em que a mulher foi encurralada pelo agressor e recebeu golpes sucessivos no rosto e no tronco. Os registros indicam pelo menos 35 golpes em cerca de três minutos, e a vítima caiu no chão e continuou sendo atingida. Gritos e barulhos mobilizaram vizinhos no corredor enquanto a mulher recebia os primeiros socorros.
Segundo a polícia, o suspeito circulou entre os andares, forçou fechaduras e invadiu apartamentos antes de render os primeiros moradores que encontrou. Uma família conseguiu fugir pelas escadas do prédio, mesmo sob ameaça. A apuração ficou a cargo da 18ª Delegacia de Polícia (18ª DP), na Praça da Bandeira, que ouviu vítimas e testemunhas e recolheu as imagens das câmeras de segurança.
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Prisão temporária cumprida na sexta-feira (6)
A prisão temporária foi pedida pela 18ª DP e autorizada pelo plantão judiciário. A ordem foi cumprida nas primeiras horas da manhã de sexta-feira (6). Durante a abordagem de policiais militares do 6º Batalhão, da Tijuca, e de agentes da Guarda Municipal, o suspeito entrou em luta corporal com um policial e foi atingido por um tiro na perna. Ele foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, a mesma unidade que atendeu as vítimas, e depois transferido para o Presídio de Benfica.
Prisão temporária é uma medida decretada pela Justiça durante a investigação, com prazo definido, usada quando a polícia precisa de tempo para reunir provas e ouvir envolvidos. No caso, a Polícia Civil trata a agressão como tentativa de feminicídio, ou seja, uma tentativa de assassinato de mulher por razões de gênero que não chega a se consumar. A acusação ainda pode ser ajustada conforme o andamento do inquérito.
- Data da agressão no elevador: 5 de novembro de 2026, na madrugada
- Crimes investigados: tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência
- Órgão responsável: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), pela 18ª DP (Praça da Bandeira)
- Próxima etapa: audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Diligências seguem e audiência de custódia está prevista
A Polícia Civil segue com diligências para ouvir testemunhas e anexar laudos periciais de corpo de delito. Depois, o suspeito deve passar por audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde o juiz decide sobre a manutenção da prisão.
A reportagem não localizou a defesa do suspeito. Não há novas informações sobre o estado de saúde da mulher agredida no elevador.








