Prédio sem AVCB vigente desaba no Brás e deixa feridos em São PauloPor Luís Henrique Costa
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Um prédio comercial de quatro andares desabou na noite de sexta-feira, 6 de novembro de 2026, na Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo, e deixou feridos. Segundo a Polícia Militar, pelo menos 27 pessoas ficaram feridas. O Corpo de Bombeiros contou 35 pessoas dentro do imóvel no momento do desabamento.
O desabamento ocorreu por volta das 18h38, enquanto trabalhadores descarregavam rolos de tecido de um caminhão e os levavam aos andares superiores. O imóvel funcionava como loja de tecidos ou de roupas no térreo, com ao menos três pavimentos acima usados como depósito. A maioria dos feridos era de trabalhadores que participavam da descarga de mercadorias.
Edgar Santana relata poeira e vidro quebrado para respirar
Edgar Santana, trabalhador que descarregava carretas no prédio, estava no último andar quando a estrutura cedeu. Apesar do impacto, ele afirmou que não entrou em desespero, mas ficou sufocado pela poeira provocada pela queda do gesso e das paredes.
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“Estava tendo muita poeira, estava sufocado. Quebramos o vidro para entrar ar, senão a gente morria com a poeira do gesso”, relatou o trabalhador. Segundo ele, a dona do imóvel proibia que o vidro fosse quebrado. Edgar disse ainda que não conseguia ver nada e que se orientava pela luz dos celulares. Ele também relatou que receberia R$ 60 por carreta descarregada. Não há confirmação independente desse valor nem do relato sobre a proibição.
Desabamento no Brás: números de feridos divergem entre as fontes
As informações sobre feridos e resgatados ainda não coincidem. A Polícia Militar fala em pelo menos 27 feridos. Em uma publicação inicial, outro veículo citou quatro feridos em estado estável, e um portal mencionou ao menos quatro feridos e oito presos nos escombros. Já o número de pessoas no local aparece como 35 nas informações do Corpo de Bombeiros. Até as publicações consultadas, não havia vítimas fatais confirmadas.
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Horário, efetivo e destino dos feridos no Brás
- Horário do desabamento: 18h38, segundo o Corpo de Bombeiros
- Efetivo mobilizado: 51 agentes do Corpo de Bombeiros
- Viaturas empenhadas: 17
- Feridos encaminhados à UPA Mooca: 4
- Lista de trabalhadores às 20h: ninguém mais sob os escombros, segundo o Corpo de Bombeiros
Prédio sem AVCB vigente e Defesa Civil avalia imóveis vizinhos
O Corpo de Bombeiros informou que o prédio não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente. O AVCB é o documento que atesta que a edificação cumpre as normas de segurança contra incêndio e pânico. A Defesa Civil foi ao local para avaliar a interdição de prédios vizinhos. Funcionários que trabalham nas imediações relataram, em outra publicação, fragilidades na estrutura e transportes de carga excessiva.
Causas seguem sem explicação; Polícia Civil e perícia investigam
As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A Polícia Civil e a perícia técnica foram mobilizadas para o socorro, a investigação das causas e a identificação de possíveis responsáveis, inclusive pela manutenção e fiscalização do prédio. Em entrevista a um programa de televisão, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou: “Toda a estrutura da Polícia Civil está mobilizada tanto no socorro às vítimas quanto na investigação das causas do desabamento e na identificação de possíveis responsáveis”.
A capitã Karoline Burunsizian, do Corpo de Bombeiros, declarou: “O fato de não ter vítimas até o presente momento é uma grata surpresa, graças a Deus”. Segundo a lista de trabalhadores, às 20h ninguém mais estava sob os escombros, mas cães farejadores seguiram na área para confirmar.






