Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida chega a renda de R$ 13 mil em 2026Por Luís Henrique Costa
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A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida passou a atender famílias com renda mensal de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil e a financiar imóveis de até R$ 600 mil. As regras em vigor desde 22 de abril de 2026 substituem os limites da criação da modalidade, que eram de R$ 8 mil a R$ 12 mil de renda e R$ 500 mil de imóvel.
A modalidade foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atender a classe média, grupo que ficava de fora das faixas voltadas à baixa renda. Essas famílias enfrentavam dificuldade para conseguir financiamento imobiliário com condições vantajosas, sobretudo nas grandes cidades, onde os imóveis costumam custar mais.
Juros de até 10,5% ao ano e prazo de 35 anos
Na faixa 4, o financiamento tem juros de até 10,5% ao ano e prazo de até 420 meses, o equivalente a 35 anos. A modalidade não tem subsídio do governo, mas o benefício está nas taxas abaixo do mercado e no prazo longo, que reduz o valor de cada parcela.
O financiamento cobre até 80% do valor de apartamentos novos em todo o país. Para imóveis usados, o percentual é de 60% nas regiões Sul e Sudeste e de 80% nas demais, conforme as regras da Caixa Econômica Federal. Cotistas do FGTS podem usar o saldo na entrada ou para reduzir o saldo devedor.
Quem pode se inscrever e quais documentos reunir
Para entrar na faixa 4, a família precisa cumprir as condições abaixo, definidas pelas regras em vigor desde 22 de abril de 2026.
- Renda bruta mensal entre R$ 9.600,01 e R$ 13 mil.
- Imóvel residencial de até R$ 600 mil, novo, usado ou na planta.
- Não possuir outro imóvel residencial em seu nome, na mesma cidade ou em outra.
- Residir na cidade onde o imóvel será financiado.
- Ser maior de 18 anos e não ter restrições de crédito no SPC, Serasa ou CADMUT.
- Não ser funcionário da Caixa Econômica Federal nem cônjuge de um funcionário.
O interessado pode procurar uma agência da Caixa ou fazer a simulação pelo site do banco. Parte do cadastro pode ser feita online, e a Caixa e as prefeituras oferecem atendimento presencial para quem não tem acesso à internet. A documentação inclui comprovantes de renda, identidade, residência e estado civil.
A Caixa analisa a capacidade de pagamento e a situação cadastral do candidato. A análise pode levar até 30 dias, e, se aprovada, o contrato é assinado e o financiamento é liberado.

Acompanhe: Minha Casa, Minha Vida: faixa 4 eleva renda para R$ 13 mil em 2026
Faixas de renda 1, 2 e 3 também mudam em 2026
As demais faixas do programa também receberam novos limites de renda e de imóvel. Os valores abaixo são os que estão em vigor em 2026.
- Faixa 1: renda de até R$ 3.200 e imóvel de até R$ 275 mil, conforme o município.
- Faixa 2: renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000 e imóvel de até R$ 275 mil, conforme o município.
- Faixa 3: renda de R$ 5.000,01 a R$ 9.600 e imóvel de até R$ 400 mil.
As faixas 1 e 2 seguem como as mais subsidiadas. Na faixa 2, o subsídio máximo é de R$ 55 mil, com juros entre 4% e 8,16% ao ano nas faixas 1 a 3. Já a faixa 3 não tem subsídio, e a faixa 4 completa o atendimento à classe média.
Grupos prioritários e atendimento presencial
O programa mantém prioridade para famílias lideradas por mulheres, vítimas de violência doméstica, pessoas em situação de rua, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças e adolescentes. Na faixa 1, famílias que recebem Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada podem ter o imóvel 100% subsidiado, sem pagar prestações.
Na faixa 4, a escolha do imóvel fica mais livre, o que permite optar por moradias com acessibilidade ou em bairros com melhor infraestrutura. A Caixa segue como principal agente operador do financiamento.







