Clientes de Itaú, Nubank e Santander relatam erro de rede no Pix nesta sexta-feiraPor Luís Henrique Costa
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Correntistas de bancos e fintechs tiveram dificuldades para transferir e pagar via Pix na noite desta sexta-feira, com mensagens de erro de rede na tela. O Downdetector, site que reúne reclamações de usuários de serviços online, registrou mais de 10 mil relatos no pico da falha.
As fontes consultadas falam em instabilidade e erros de rede nas transferências, mas não confirmam que o Pix esteja fora do ar em todo o país. Também não há confirmação de que todas as instituições tenham sido afetadas ao mesmo tempo. Até o fechamento das reportagens, o Banco Central não tinha divulgado nota sobre a causa, o alcance ou a previsão de normalização.
Queixas disparam no Downdetector em menos de uma hora
As reclamações começaram a crescer no início da noite de 6 de novembro de 2026. As reportagens consultadas trazem horários diferentes para o auge da falha, por isso a redação não adotou um único número para o pico.
- 18h40: início do crescimento dos relatos, a partir de 17 registros
- 19h10: quase 11 mil relatos de dificuldade de acesso ao Pix, segundo uma reportagem consultada
- 19h13: pico de queixas sobre o Pix, segundo outra reportagem consultada
Os números medem relatos enviados ao site, e não contas efetivamente afetadas. As instituições não informaram quantas transações foram recusadas ou atrasadas. Uma reportagem citou 10.809 reclamações no pico, mas esse número exato não aparece nas demais fontes.
Mensagem de erro de rede aparece na hora de transferir
A queixa mais frequente foi a mensagem de erro de rede ao tentar transferir ou pagar via Pix. Em comentários publicados em um dos sites consultados, clientes citaram os bancos que estavam fora do ar naquele momento. Uma leitora mencionou Santander, Inter e Itaú, e outro cliente relatou que conseguiu transferir pelo C6 Banking antes de a falha atingir o aplicativo.
Uma reportagem consultada listou Itaú, Nubank, Santander, Bradesco e Inter entre as instituições citadas nos relatos. Outra mencionou dezenas de bancos e fintechs, incluindo Banco do Brasil e Caixa. A lista definitiva de instituições afetadas não foi confirmada.
Uma reportagem consultada menciona relatos de possível ataque hacker. Nenhuma empresa confirmou essa hipótese, e nenhum prestador de serviço afetado foi identificado até o momento.
Sem explicação oficial da causa e sem prazo para normalizar
O Banco Central não se manifestou sobre a falha até o fechamento das reportagens consultadas. Nem o órgão nem os bancos divulgaram a causa, e não há horário confirmado para a normalização. Nas redes sociais, o Itaú informou que estava ciente da falha no Pix e que a equipe responsável cuida dos ajustes.
Saiba mais: Banco Central tira do Pix instituições punidas e exige aviso sobre fraude
Uma reportagem cita expectativa do mercado de restabelecimento ainda na noite, mas a previsão não foi confirmada por fonte oficial. A falha ocorreu no quinto dia útil do mês, período em que se concentram pagamentos de salários e contas, segundo uma reportagem consultada. A relação com a instabilidade do aplicativo do Banco do Brasil na terça-feira (3) não foi confirmada.
Falhas anteriores em 2026 e o caso do Banco do Brasil
Não é a primeira vez em 2026 que o sistema apresenta instabilidade. Em 23 de agosto de 2026, o Banco Central confirmou em nota uma falha nas primeiras horas do dia, com pico de 2.444 relatos no Downdetector às 8h10, e disse que o serviço foi restabelecido. Antes disso, em 19 de janeiro de 2026, o órgão informou que o DICT, a base central de dados do Pix, ficou indisponível entre 14h31 e 15h10 por problema interno.
Na terça-feira (3), o aplicativo do Banco do Brasil também ficou instável. As notificações chegaram a 6.288 às 9h33, segundo uma reportagem consultada. Por volta de 12h40, o banco informou que os canais digitais voltaram a operar normalmente, sem detalhar a causa técnica, e relatos daquele dia também envolveram o Pix.
Como conferir uma transferência que não foi concluída
Quem recebeu erro de rede na noite de sexta-feira deve checar o extrato antes de repetir a operação. Pelas regras de liquidação do Banco Central, ordens que não são liquidadas em 40 segundos no canal principal devem ser rejeitadas, por isso o extrato mostra se o valor saiu da conta. Em alguns casos, o aplicativo pode exibir erro numa operação que já foi processada.
Até o fechamento das reportagens, não havia orientação oficial de bancos ou do Banco Central sobre o que o cliente deve fazer nessa situação. Também não há previsão de quando o serviço volta a funcionar normalmente.








