Aids pode acabar até 2030 com investimentos em prevenção e tratamento, diz ONU

GENEBRA (Reuters) – É possível acabar com a Aids até 2030 se os países demonstrarem vontade política de investir em prevenção e tratamento e adotarem leis não discriminatórias, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.

Em 2022, cerca de 39 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com HIV, de acordo com o Unaids, o programa das Nações Unidas para liderar e coordenar a resposta global à epidemia de HIV/Aids. O HIV pode evoluir para a Aids se não for tratado.

“Temos uma solução se seguirmos a liderança de países que estabeleceram um forte compromisso político para colocar as pessoas em primeiro lugar e investir em programas de prevenção e tratamento do HIV baseados em evidências”, disse o Unaids em um relatório publicado nesta quinta-feira.

O órgão disse que uma resposta eficaz ao HIV também significa adotar leis não discriminatórias e fortalecer as redes comunitárias, entre outras iniciativas. As pessoas que vivem com HIV ou Aids em muitos países enfrentam estigma, discriminação e violência.

“O progresso tem sido mais forte nos países e regiões que têm mais investimentos financeiros, como no leste e sul da África, onde novas infecções por HIV foram reduzidas em 57% desde 2010”, disse o relatório.

O relatório acrescentou, no entanto, que houve um aumento acentuado de novas infecções na Europa Oriental e na Ásia Central, assim como no Oriente Médio e Norte da África.

“Essas tendências se devem principalmente à falta de serviços de prevenção do HIV para populações marginalizadas e específicas e às barreiras impostas por leis punitivas e discriminação social”, afirma o documento. 

No ano passado, 1,3 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV e 630 mil morreram de doenças relacionadas à Aids, de acordo com o Unaids.

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