Requerente de asilo turco morto a tiros: polícia investiga padrão de vida e possíveis testemunhas

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police lights - foto: Jack Quillin/Shutterstock.com

Yilmaz Tas, turco de 31 anos de origem curda, foi atingido primeiro nas costas e depois na cabeça. Essa é uma das principais novidades que surgem da investigação sobre o homicídio do jovem, morto na noite de domingo no Castellaccio, nas colinas de Livorno.

As primeiras informações da autópsia confirmam que o projétil inicial acertou a região do glúteo. O detalhe fortalece a tese de uma emboscada e de uma execução propriamente dita. O rapaz ainda resistiu por algum tempo e morreu depois de dar entrada no hospital.

Saída repentina e pertences chamam atenção da polícia

Permanece grande o número de dúvidas sobre as últimas horas de vida dele. A vítima foi encontrada de chinelos e meias, com dois celulares e cerca de mil euros no bolso. O ponto chama a atenção dos investigadores, que se perguntam se o homem saiu de casa de forma repentina para encontrar alguém ou para um compromisso marcado pouco antes do crime.

Outros dez mil euros foram localizados e apreendidos na residência onde ele morava, a curta distância do local do homicídio. A casa, segundo relatos, seria uma villa com piscina. O padrão de vida e o volume de recursos financeiros são elementos que a polícia tenta reconstruir, ainda mais porque Yilmaz Tas havia chegado à Itália há poucos meses como solicitante de asilo político.

A polícia também investiga dois homens vistos pouco antes do crime em um restaurante da região. Eles chegaram juntos, mas jantaram separados. Um falava longamente ao telefone, enquanto o outro enviava mensagens sem parar. Os investigadores buscam identificá-los e esclarecer se tiveram algum papel nos acontecimentos.

Enquanto isso, as autoridades tentam localizar a namorada da vítima, que moraria na Alemanha. Alguns veículos de mídia turcos associam o caso ao irmão de Yilmaz Tas e a supostos ambientes criminosos. Essa versão, porém, é rechaçada pelo advogado da família, Roberto Ghini, que classifica as hipóteses como especulações e reforça que o jovem não tinha antecedentes criminais nem pendências judiciais, nem mesmo na Turquia.

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