Ucrânia atinge fábrica de armas em Cheboksary e refinaria em Samara com mísseis Flamingo

Missel

Míssel - Foto: Anelo/shutterstock.com

Ataques ucranianos de longo alcance atingiram uma fábrica militar e uma refinaria de petróleo em solo russo.

Os avanços ucranianos com armamentos de alcance estendido representam um teste cada vez maior à narrativa russa de que controla o ritmo da guerra, que já se estende por mais de cinco anos.

Na noite de terça-feira, 9 de junho de 2026, as forças ucranianas lançaram uma série de operações que chegaram a centenas de quilômetros além da linha de frente.

A Ucrânia informou que uma fábrica de armas e uma refinaria de petróleo em território russo figuraram entre os principais objetivos de uma nova leva de ofensivas.

Ao mesmo tempo, autoridades russas relataram que ataques de drones contra alvos ucranianos resultaram em uma morte e mais de uma dezena de feridos.

O presidente Volodymyr Zelenskyy informou que a Ucrânia acertou, na noite anterior, uma instalação militar na cidade de Cheboksary, na república russa da Chuváchia, usando mísseis de cruzeiro Flamingo produzidos no país.

Ele detalhou que a fábrica, situada a mais de 885 quilômetros da frente de combate, fabricava peças para drones e mísseis russos.

Segundo Zelenskyy, as tropas ucranianas também executaram um ataque contra uma refinaria de petróleo na região de Samara, no sudoeste da Rússia.

O governador de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, declarou que várias instalações industriais sofreram danos por causa de drones e que três pessoas se feriram.

Oleg Nikolayev, líder da Chuváchia, admitiu o impacto de mísseis na região, mas não entrou em detalhes adicionais.

O veículo de notícias Astra reportou que o alvo militar atingido na Chuváchia era um complexo responsável pela produção de antenas para drones.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas defesas interceptaram 326 drones ucranianos ao longo da noite.

As Forças Armadas da Ucrânia comunicaram ainda o ataque ao petroleiro West Horizon, no Mar Negro, classificado como parte da chamada frota paralela russa.

A ação contra o porto de Mariupol, controlado pela Rússia, ocorreu em sequência e deixou a instalação com capacidade reduzida.

As unidades de drones de Kiev indicaram que o porto ficou sem energia depois de ofensivas contra sua infraestrutura elétrica, de reparos e de comando.

Em nota oficial, a Ucrânia ressaltou que o golpe diminuiu de forma significativa o uso de Mariupol como hub logístico militar pelos russos.

Mariupol é um porto estratégico no Mar de Azov, no sudeste da Ucrânia, tomado pelas forças russas em 2022.

“O porto servia ao inimigo para logística militar, além da exportação ilegal de grãos, carvão e metais ucranianos para a Rússia”, afirmava o comunicado.

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