Tempestade Cristina estaciona na costa do Pacífico e eleva risco de inundações na Nicarágua

Tempestades, chuva forte - ernesto-fotos/ Istockphoto.com

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A tempestade tropical Cristina estacionou ao largo da costa do Pacífico, elevando o risco de inundações na Nicarágua.

As autoridades alertam que as chuvas persistentes podem acumular até 300 milímetros nas áreas ocidentais, com ameaças de deslizamentos de terra, cheias de rios e prejuízos a infraestruturas essenciais.

As condições climáticas adversas após a tempestade tropical Cristina provocaram graves danos na Nicarágua.

A tempestade tropical Cristina gerou graves danos na Nicarágua, onde sua permanência ao largo da costa do Pacífico intensificou o risco de inundações, deslizamentos de terra e problemas em infraestruturas essenciais.

Segundo reportagem do jornal 100% Noticias, especialistas alertam que, embora o sistema permaneça praticamente estacionário, as chuvas contínuas vão continuar a afetar departamentos como León e Chinandega.

Nas últimas horas, as autoridades mantiveram estado de alerta por causa da possibilidade de acumulação de chuvas que podem chegar a 300 milímetros em algumas áreas. A tempestade, cujo centro se localizava a apenas 40 quilômetros da costa, entre Poneloya e Puerto Sandino, impactava diretamente grandes áreas do oeste da Nicarágua.

Ressacas e danos em áreas costeiras

O balneário de Paso Caballos, em Corinto, foi uma das áreas mais atingidas pelas fortes ondas. Comerciantes e moradores relataram danos a estruturas e inundações em áreas urbanas próximas à praia desde o início da manhã. Imagens que circulam online mostram comércios e residências parcialmente inundados e com danos visíveis causados pela ressaca.

Em resposta, equipes municipais trabalharam durante todo o dia para conter os danos e auxiliar os afetados. As autoridades mantêm vigilância constante, caso as ondas persistam ou se intensifiquem ao longo do dia.

Emergências em rodovias e estradas principais

As chuvas associadas à tempestade Cristina também provocaram problemas de trânsito na capital. Em Manágua, equipes da prefeitura trabalharam para drenar o acúmulo de água ao redor da microbarragem El Jobo, uma infraestrutura essencial para o escoamento de águas pluviais durante a estação chuvosa.

As chuvas associadas à tempestade Cristina também provocaram problemas de trânsito na capital.

Uma cratera que se abriu na entrada do quilômetro 13 da rodovia Masaya prendeu um caminhão durante a madrugada, obrigando o uso de máquinas pesadas para estabilizar a estrada e evitar acidentes maiores, segundo reportagem do 100% Noticias.

Além disso, no setor de San Judas, a chuva danificou outra via principal, exigindo reparos urgentes para restabelecer o tráfego de veículos.

Pescadores resgatados após naufrágio no Pacífico

As condições marítimas adversas causadas pela tempestade quase levaram a uma tragédia na costa do Pacífico. Cinco pescadores, identificados como Ángel de Jesús Bermúdez, Kelvin Navarro Rojas, Juan Carlos Carmona, José Armando Ortiz e Cristian Alexander Carmona, foram resgatados depois que seu barco, o “Santa Rosa La Boquita”, virou nas primeiras horas da manhã devido às fortes ondas.

Os sobreviventes, todos originários de Casares, Carazo, permaneceram à deriva por várias horas e foram localizados na Praia de Miraflores, em Villa El Carmen, graças à colaboração de outros pescadores.

O Exército da Nicarágua confirmou que o Destacamento Naval de Águas Interiores continua monitorando a situação meteorológica e marítima de forma permanente.

Persistência do fenômeno e riscos adicionais

“Cristina está gerando ventos constantes entre 10 e 20 quilômetros por hora, com rajadas que chegam a 40 quilômetros por hora”, informaram as autoridades. Além disso, as ondas estão atingindo alturas de até dois metros no Pacífico e em vias navegáveis interiores, aumentando o perigo para a pesca e o transporte marítimo.

A situação se agrava porque a tempestade permanece estacionária, fazendo com que as mesmas regiões recebam chuvas contínuas. Esse padrão aumenta o risco de enchentes repentinas, deslizamentos de terra, inundações de rios e maiores danos à infraestrutura e às comunidades vulneráveis.

Até o momento, o monitoramento das condições meteorológicas e a resposta das equipes de emergência têm sido constantes, enquanto o país se prepara para enfrentar novos impactos nas próximas horas, caso o fenômeno não se desloque para o mar aberto.

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