Flamengo tenta empate, mas Peñarol segura a vitória no Maracanã

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Giorgian de Arrascaeta flamengo Foto: Giorgian de Arrascaeta - Foto: Gilvan de Souza / CRF

O Flamengo pressionou durante todo o segundo tempo, mas o Peñarol conseguiu segurar a vantagem obtida ainda no primeiro tempo, vencendo por 1 a 0 em pleno Maracanã, nas quartas de final da Taça Conmebol Libertadores 2024. Com um público de 64.396 torcedores, o confronto foi marcado por momentos de tensão, protestos da torcida rubro-negra e uma sólida atuação defensiva da equipe uruguaia.

O início do segundo tempo: Flamengo em busca do empate

Após um primeiro tempo complicado, em que o Peñarol conseguiu abrir o placar logo aos 12 minutos com um gol de Cabrera, o Flamengo voltou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva. A equipe carioca precisava do gol para empatar e seguir viva na competição. Logo nos primeiros minutos, Plata tentou uma finalização que foi desviada pela defesa uruguaia, dando uma mostra do que seria a dinâmica do jogo nos 45 minutos finais.

Bruno Henrique, que apareceu com destaque ao longo da partida, teve uma oportunidade aos 18 minutos, mas o goleiro Aguerre, que já havia brilhado no primeiro tempo, defendeu o chute com firmeza. O Flamengo mantinha a posse de bola e trocava passes próximo à área adversária, mas esbarrava na eficiente marcação do Peñarol, que neutralizava as tentativas de jogadas mais agudas.

Pressão crescente, mas sem sucesso

Com o passar do tempo, a pressão rubro-negra aumentava. Léo Pereira, em várias ocasiões, tentava jogadas aéreas buscando Arrascaeta e Gerson, que se posicionavam na área. No entanto, a precisão nos cruzamentos deixava a desejar. Em uma dessas tentativas, aos 36 minutos, Arrascaeta cruzou para Gerson, mas a bola foi forte demais, passando por todos e saindo pela linha de fundo.

Ayrton Lucas, jogando pela esquerda, também buscava espaço para cruzar, mas novamente o goleiro Aguerre se antecipava e afastava o perigo, como aconteceu aos 42 minutos, quando o arqueiro uruguaio conseguiu evitar mais uma chegada perigosa após cruzamento de Lucas.

Peñarol resiste e busca o contra-ataque

Mesmo sendo pressionado, o Peñarol não se limitava apenas a defender. Em vários momentos, os uruguaios tentaram surpreender em contra-ataques rápidos, como aos 14 minutos, quando Silvera fez uma bela jogada ao girar sobre Léo Pereira e chutou cruzado, obrigando Fabrício Bruno a salvar o Flamengo com um carrinho providencial.

As substituições feitas por ambos os técnicos também mudaram um pouco o ritmo do jogo. No Flamengo, Tite tentou aumentar a força ofensiva com a entrada de Carlinhos e Alex Sandro, enquanto o Peñarol trocava peças na defesa e meio de campo para segurar a vantagem. Facundo Batista foi uma das apostas do time uruguaio, substituindo Maxi Silvera no ataque, mas o foco principal da equipe seguia sendo o sistema defensivo.

A torcida sente a frustração: vaias para Tite

À medida que o tempo passava e o gol de empate não vinha, a tensão no Maracanã aumentava. A torcida, que lotou o estádio com mais de 64 mil pessoas, começou a demonstrar insatisfação, com vaias direcionadas ao treinador Tite, que não conseguia encontrar soluções para furar o bloqueio defensivo do Peñarol.

Os minutos finais do jogo foram de total pressão do Flamengo, com bolas sendo cruzadas a todo momento na área, mas sem sucesso. Até mesmo Gerson, que se posicionou em várias situações como homem de referência na frente, não conseguiu finalizar com precisão as oportunidades que surgiram.

Estatísticas refletem o equilíbrio da partida

O Flamengo, que teve uma média de 8,6 finalizações por jogo nesta edição da Libertadores, manteve o padrão com várias tentativas ao longo do confronto. No entanto, o Peñarol, com uma média de 6,4 finalizações, demonstrou eficiência ao marcar o único gol da partida em uma das poucas oportunidades claras que teve.

Os escanteios também foram um fator importante no jogo, com o Flamengo conseguindo mais oportunidades nesse quesito (5,5 por jogo em média contra 3,8 do Peñarol), mas sem conseguir converter essas chances em gol.

Mudanças no time e impacto limitado

Com as substituições feitas no segundo tempo, o Flamengo ganhou mais presença no campo ofensivo, mas faltava organização e precisão nas jogadas. A entrada de Erick Pulgar, por exemplo, não conseguiu surtir o efeito esperado, com o volante sendo advertido com um cartão amarelo aos 7 minutos do segundo tempo, após parar um contra-ataque perigoso do Peñarol.

Além disso, Wesley, que foi um dos jogadores mais ativos do Flamengo no segundo tempo, cruzando bolas constantemente pela direita, não conseguiu encontrar os companheiros em boas condições para finalização. Aos 33 minutos, fez um bom cruzamento que Léo Ortiz cabeceou pela linha de fundo, exemplificando a dificuldade do time rubro-negro em acertar o alvo.

Peñarol comemora no final e Flamengo precisa de reviravolta

O apito final veio como um alívio para o Peñarol, que segurou a pressão rubro-negra até o último minuto e saiu com uma vitória importante para as suas pretensões na Libertadores. O Flamengo, por outro lado, viu a chance de garantir um bom resultado em casa escapar, deixando a decisão para o jogo de volta no Uruguai.

O Peñarol, que se destacou por sua organização defensiva e aproveitamento das poucas chances de ataque, mostrou que pode ser um adversário difícil de ser batido em Montevidéu. O Flamengo, por sua vez, precisará de ajustes e de uma atuação mais contundente no ataque se quiser reverter o placar e continuar na competição.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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