A operação comercial na Linha 15-Prata do monotrilho foi integralmente restabelecida neste domingo, 25 de outubro de 2026, após a conclusão dos reparos na via elevada atingida por um guindaste na Zona Leste de São Paulo. Com o retorno da circulação dos trens sem restrições entre todas as estações, o Metrô suspendeu o acionamento dos ônibus gratuitos do sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que atendiam os passageiros no trecho interrompido desde o dia anterior.
O acidente ocorreu na manhã de sábado (24), quando um caminhão-guindaste que prestava serviço no pátio de uma empresa privada tombou sobre a estrutura do monotrilho e foi atingido por uma composição em movimento. Nenhum passageiro ou funcionário da companhia ferroviária ficou ferido, e todos os ocupantes desembarcaram em segurança. No sábado, o gerente de operações do Metrô de São Paulo, Milton Junior, havia adiantado a meta da equipe técnica: “Estamos envidando todos os esforços com esse time muito capacitado no Metrô de São Paulo para que a gente consiga restabelecer no máximo a operação comercial até amanhã, domingo, portanto”.
Danos na estrutura da Linha 15-Prata e operação de resgate
O choque da composição com a lança metálica provocou o desligamento parcial da alimentação elétrica da via e acionou um alarme no centro de controle operacional, mas o trem conseguiu seguir até a estação seguinte. A Linha 15-Prata opera com um sistema automatizado que permite a circulação das composições sem a presença de um operador a bordo. De acordo com a avaliação técnica divulgada por Milton Junior, as avarias no trem foram superficiais e limitaram-se à máscara, peça que compõe a parte frontal externa do veículo, enquanto a via elevada teve danos no trilho de alimentação de energia, na chapa do piso de emergência e em uma estrutura de concreto.
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Além de interromper o transporte sobre trilhos na altura da estação Camilo Haddad, a queda do equipamento atravessou a pista da avenida, rompeu a fiação elétrica, derrubou uma árvore e danificou veículos estacionados no pátio da empresa. Pelo menos três carros de passeio que trafegavam pela via pública também sofreram avarias provocadas por galhos e cabos rompidos, enquanto um pedestre e um motociclista passaram pelo ponto exato do impacto segundos antes do desabamento e escaparam ilesos. O operador do guindaste sofreu uma lesão no pé ao saltar da cabine durante o tombamento e recebeu atendimento médico no local.
A retirada do maquinário tombado sobre a via pública terminou no início da noite de sábado (24), com o auxílio de um segundo equipamento enviado pela própria empresa responsável pelo serviço. A operação exigiu o trabalho conjunto da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTrans, Defesa Civil, Prefeitura de São Paulo e técnicos da concessionária Enel, que atuaram na remoção da árvore caída e na recomposição da rede elétrica dos imóveis comerciais da vizinhança.
Horários, endereço e números da ocorrência na Avenida Anhaia Mello
- Endereço do acidente: Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, altura do número 4.703, próximo à estação Camilo Haddad.
- Acionamento do resgate: sábado (24), por volta das 11h35, com a mobilização de 6 viaturas e duas unidades de supervisão e motocicletas operacionais do Corpo de Bombeiros.
- Interrupção nos trilhos: das 12h04 de sábado (24) até a manhã de domingo (25) no trecho entre as estações Vila Prudente e São Lucas (o percurso entre São Lucas e Jardim Colonial seguiu em funcionamento).
- Remoção da estrutura: equipes precisaram serrar uma peça metálica de aproximadamente 4 toneladas para liberar a pista.
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Investigação do 42º DP sobre o acidente na Linha 15-Prata
As causas do tombamento são apuradas pela Polícia Civil, que avalia preliminarmente se o piso do estacionamento da empresa cedeu sob o peso do caminhão-guindaste antes da colisão com o monotrilho. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) detalhou o andamento do inquérito: “A investigação é conduzida pelo 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), que já colheu depoimentos de guardas civis metropolitanos, metroviários, representantes da empresa e testemunhas. O caso foi registrado como lesão corporal culposa, e a unidade requisitou exames periciais para esclarecer a dinâmica e as causas do acidente. Uma equipe do Núcleo de Engenharia da Polícia Técnico-Científica realizou os trabalhos iniciais no local, que foi preservado para os exames. A perícia terá continuidade neste domingo (25), com exame do guindaste”.
Ainda não há confirmação oficial se o asfalto do pátio privado realmente afundou antes da queda da estrutura metálica ou se outros fatores provocaram a perda de estabilidade, resposta que depende da conclusão do laudo da Polícia Técnico-Científica e da verificação dos protocolos de segurança da operação.
O Grupo Cortesia, empresa proprietária do guindaste e da sede onde o serviço ocorria, divulgou comunicado lamentando o acidente na capital paulista e informou que colabora com as autoridades policiais e periciais na apuração do caso.
