TSE usa ChatVote após mudança de 442 seções no segundo turno

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Davi Alcolumbre (E), Kássio Nunes e Hugo Motta no TSE Foto: Davi Alcolumbre (E), Kássio Nunes e Hugo Motta no TSE - Foto: Divulgação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, anunciou neste domingo (25) o reforço das equipes nas salas digitais para combater a desinformação durante o segundo turno das Eleições 2026. Em entrevista coletiva na sede da corte, em Brasília, o magistrado também destacou a estreia do assistente virtual ChatVote no WhatsApp para orientar os eleitores após a alteração de última hora em 442 seções eleitorais pelo país.

As declarações ocorreram logo após uma reunião institucional realizada às 12h30 de 25 de outubro de 2026 com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Os chefes das duas casas do Congresso Nacional compareceram presencialmente ao tribunal para manifestar apoio aos trabalhos da Justiça Eleitoral.

Urna Eletrônica, eleição, voto - Divulgação/TSE
Foto: Urna Eletrônica, eleição, voto – Divulgação/TSE

Antes do encontro na capital federal, os três representantes cumpriram suas obrigações eleitorais durante a manhã em suas respectivas bases. Hugo Motta votou na Paraíba, Davi Alcolumbre registrou o voto no Amapá e Kássio Nunes Marques votou em Brasília, logo após acompanhar a abertura de uma seção eleitoral.

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Ao agradecer a presença dos parlamentares no TSE, o ministro classificou a visita conjunta como um gesto de fortalecimento institucional. “Vieram pessoalmente ao Tribunal Superior Eleitoral hipotecar apoio e reconhecimento ao trabalho desempenhado pela Justiça Eleitoral. É um ato institucional de relevante grandeza”, afirmou Nunes Marques.

TSE amplia monitoramento digital e aciona ChatVote para orientar eleitores

Durante o balanço parcial do pleito, o presidente do TSE apontou um aumento na circulação de conteúdos falsos ao longo da disputa do segundo turno em comparação à primeira etapa de votação. Para conter a propagação de boatos, a corte ampliou o quadro de servidores dedicados ao monitoramento de redes e estreitou o contato direto com as empresas de tecnologia que operam no país, concentrando esforços em esclarecer questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.

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“O TSE intensificou os trabalhos nas salas digitais, com perguntas mais voltadas à segurança do processo eletrônico de votação”, declarou o ministro. Na sequência, ele detalhou a atuação conjunta com as empresas do setor. “As equipes foram reforçadas, e o diálogo com as plataformas foi intensificado, voltando todas as atenções para a circulação de notícias que não são verdadeiras e são nocivas à democracia.”

Na frente de atendimento direto ao cidadão, a Justiça Eleitoral combinou a operação da urna eletrônica, do aplicativo oficial e-Título e do Autoatendimento Eleitoral com o lançamento do ChatVote, um assistente automatizado integrado ao aplicativo de mensagens WhatsApp. O recurso foi acionado de forma inédita em um dia de votação para permitir a consulta rápida de zonas e locais de prova, medida que ganhou relevância depois que o próprio tribunal registrou a mudança de endereço de 442 seções eleitorais na véspera do pleito em razão de obras de reforma, adequações de acessibilidade e fortes chuvas.

“Essa ferramenta está sendo utilizada de maneira inédita no dia da eleição e já se mostrou eficaz na tarefa de bem informar o eleitor”, disse Nunes Marques ao avaliar o desempenho do assistente virtual.

Davi Alcolumbre e Hugo Motta defendem reconhecimento do resultado das urnas pelo TSE

Durante a visita à sede da corte eleitoral, os presidentes do Senado e da Câmara defenderam a legitimidade do sistema de votação brasileiro. Hugo Motta exaltou a consolidação dos 30 anos de uso contínuo da urna eletrônica no país, enquanto Davi Alcolumbre elogiou a operação logística montada pela Justiça Eleitoral para transportar os equipamentos de votação até localidades isoladas e de difícil acesso.

Alcolumbre também cobrou maturidade política das lideranças nacionais e respeito imediato aos números contabilizados pelo TSE ao término da apuração. “O Brasil espera de todos nós responsabilidade. O Brasil espera de todos nós reconhecimento do resultado das urnas. O Brasil espera de todos nós paz, pacificação, porque nós temos um Brasil para cuidar e mais de 215 milhões de pessoas esperam de todos nós, das instituições republicanas democráticas, na clareza das nossas obrigações, este discernimento”, afirmou o presidente do Senado.

Logística de transporte de eleitores e análise de recursos no TSE após a apuração

No balanço operacional do segundo turno, Kássio Nunes Marques reafirmou as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para assegurar o transporte gratuito de cidadãos até os locais de votação, com foco específico no atendimento a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, comunidades quilombolas e povos originários. O presidente do tribunal admitiu a ocorrência de falhas pontuais no deslocamento durante a jornada deste domingo (25), mas informou que as situações foram encaminhadas e tratadas pelos órgãos competentes, acrescentando que as forças de segurança pública atuaram de maneira coordenada com a corte. “As ocorrências têm sido baixas”, disse o magistrado.

Questionado sobre a possibilidade de contestação dos números finais da disputa presidencial entre o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, e o candidato Flávio Bolsonaro, o presidente do TSE tratou eventuais ações na Justiça como parte rotineira do processo democrático. “É uma tradição da Justiça Eleitoral brasileira a judicialização. Faz parte da nossa cultura jurídica. As demandas que vierem ao tribunal, todas terão as respectivas respostas nos seus respectivos autos”, declarou.

Nunes Marques acrescentou que o foco imediato da corte permanece na conclusão dos trabalhos de captação e totalização dos votos pelo país. “Cada agonia a seu tempo. A agonia de hoje é entregarmos uma eleição segura, pacífica e transparente”, disse o ministro, que completou a coletiva ressaltando o peso da participação popular no pleito: “O voto é uma das mais importantes manifestações da cidadania. É por meio dele que cada cidadão participa diretamente das escolhas que definirão os rumos do nosso país”.

Manuela é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2015

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