Confira o calendário do PIS/Pasep e veja como garantir seu abono agora

PIS PASEP

PIS PASEP - Foto: Gov

O abono salarial PIS/Pasep está de volta com um calendário oficial para 2025, trazendo alívio financeiro a milhões de trabalhadores brasileiros. Divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o cronograma prevê o início dos pagamentos em 17 de fevereiro, mas o próximo lote, marcado para 15 de abril, já está movimentando quem nasceu em março e abril. Ao todo, o governo federal destinou R$ 30,7 bilhões para beneficiar cerca de 25,8 milhões de pessoas que trabalharam formalmente em 2023, ano-base do benefício. O valor máximo, equivalente a um salário mínimo de R$ 1.518, será pago a quem completou 12 meses de carteira assinada, enquanto os montantes menores variam conforme o tempo de serviço. Para muitos, esse dinheiro extra chega em boa hora, seja para quitar dívidas, investir ou cobrir despesas essenciais.

Trabalhadores do setor privado recebem o PIS pela Caixa Econômica Federal, enquanto servidores públicos acessam o Pasep pelo Banco do Brasil. A unificação do calendário por mês de nascimento, adotada desde 2024, simplifica o processo e torna as datas mais previsíveis. Quem não sacar até 29 de dezembro de 2025 perde o direito ao benefício, que retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Por isso, ficar atento às datas e aos critérios de elegibilidade é fundamental para não deixar o dinheiro escapar.

A consulta ao abono já está liberada desde 5 de fevereiro, por meio de canais como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e o portal Gov.br. Com o prazo final se aproximando, o governo reforça a importância de verificar os dados e garantir o recebimento. O programa, que existe há décadas, segue como um suporte crucial para trabalhadores de baixa renda, injetando bilhões na economia anualmente.

  • Início dos pagamentos: 17 de fevereiro, para nascidos em janeiro.
  • Próximo lote: 15 de abril, para nascidos em março e abril.
  • Valor máximo: R$ 1.518 para 12 meses trabalhados em 2023.
  • Prazo final: 29 de dezembro de 2025.

Quem pode receber o PIS/Pasep?

Ter direito ao abono salarial exige o cumprimento de regras específicas. O trabalhador precisa ter exercido atividade formal por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração média de até dois salários mínimos, que naquele ano equivaliam a R$ 2.640. Além disso, é necessário estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro registro formal. Outro ponto essencial é que o empregador tenha informado os dados corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) até 15 de maio de 2024 ou no eSocial até 19 de agosto de 2024.

Esses critérios excluem algumas categorias, como empregados domésticos e trabalhadores rurais contratados por pessoa física, que não se enquadram nas exigências do programa. Para quem atende às condições, o valor do benefício é proporcional ao tempo de trabalho: cada mês conta como 1/12 do salário mínimo vigente, ou seja, R$ 126,50 por mês trabalhado em 2025. Assim, seis meses de serviço rendem R$ 759, enquanto um ano completo garante o teto de R$ 1.518.

Aproximadamente 24,4 milhões de trabalhadores do setor privado e 1,4 milhão de servidores públicos devem ser contemplados. O Ministério do Trabalho estima que o programa alcance 99% dos elegíveis, como ocorreu em 2024, quando apenas 239 mil pessoas deixaram de sacar R$ 218,9 milhões até o prazo final de 27 de dezembro.

Calendário completo do PIS/Pasep

Consultar o calendário é o primeiro passo para planejar o saque. Os pagamentos seguem o mês de nascimento, começando em fevereiro e terminando em agosto, com saques disponíveis até o fim do ano. Veja as datas:

  • Nascidos em janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
  • Nascidos em fevereiro: a partir de 17 de março.
  • Nascidos em março e abril: a partir de 15 de abril.
  • Nascidos em maio e junho: a partir de 15 de maio.
  • Nascidos em julho e agosto: a partir de 17 de junho.
  • Nascidos em setembro e outubro: a partir de 15 de julho.
  • Nascidos em novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.

O cronograma foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) em dezembro de 2024, mantendo a lógica de escalonamento para facilitar a logística dos bancos. Em 2025, todos os valores estarão disponíveis até 29 de dezembro, prazo final para evitar que o dinheiro volte ao governo.

Como funciona o pagamento do abono?

Receber o PIS/Pasep depende do vínculo do trabalhador com os bancos responsáveis. Para o PIS, a Caixa Econômica Federal prioriza o crédito automático em conta corrente, poupança ou Conta Digital para quem já é cliente. Se o trabalhador não tiver conta, a Caixa abre uma Poupança Social Digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem, que permite transferências e saques. Outras opções incluem terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, com o Cartão Social e senha.

Já o Pasep é pago pelo Banco do Brasil, que também privilegia o crédito em conta para correntistas. Quem não tem conta pode sacar presencialmente nas agências, com documento de identificação, ou solicitar transferência via Pix ou TED. Ambos os bancos oferecem canais digitais para consulta e movimentação, tornando o processo mais ágil.

O valor depositado reflete o tempo trabalhado em 2023. Por exemplo, quem atuou por três meses recebe R$ 379,50, enquanto nove meses rendem R$ 1.138,50. O cálculo simples – R$ 1.518 dividido por 12 e multiplicado pelos meses – ajuda os trabalhadores a estimarem o que vão receber.

Passo a passo para consultar o benefício

Verificar se tem direito ao abono é fácil e pode ser feito em poucos minutos. Desde 5 de fevereiro, os trabalhadores acessam as informações pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS. Basta fazer login com CPF e senha do Gov.br, ir até a aba “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e conferir os detalhes, como valor, data e banco de pagamento.

Outra opção é o portal Gov.br, que segue o mesmo processo de login e exibe os dados na seção de benefícios trabalhistas. Para quem prefere atendimento telefônico, a Central Alô Trabalho, no número 158, funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, exceto feriados. O aplicativo Caixa Trabalhador também é útil para o PIS, oferecendo informações sobre o benefício e o calendário.

Manter os dados atualizados no sistema é crucial. Erros na RAIS ou no eSocial, como tempo de serviço ou salário mal informados, podem impedir o recebimento. Nesses casos, o trabalhador deve procurar o empregador ou o Ministério do Trabalho para corrigir as informações.

O que acontece se você não sacar?

Deixar de sacar o abono tem consequências diretas. Após 29 de dezembro de 2025, os valores não retirados voltam ao FAT, e o trabalhador perde o direito ao benefício daquele ano. Em 2024, cerca de 1% dos elegíveis não buscaram os R$ 218,9 milhões disponíveis, um alerta para a importância de acompanhar o prazo.

Para quem já perdeu saques de anos anteriores, há a possibilidade de solicitar a reemissão em até cinco anos, desde que o pedido seja formalizado junto ao Ministério do Trabalho. O processo pode ser iniciado presencialmente nas Superintendências Regionais do Trabalho ou por e-mail, usando o endereço trabalho.uf@economia.gov.br, substituindo “uf” pela sigla do estado.

O governo reforça que o acompanhamento do calendário e a consulta prévia evitam transtornos. Com R$ 30,7 bilhões em jogo, o PIS/Pasep segue como uma das principais políticas de suporte à renda no país.

Impacto econômico do PIS/Pasep

Injetar R$ 30,7 bilhões na economia tem efeitos significativos. O abono salarial movimenta o comércio local, especialmente em cidades menores, onde o dinheiro extra é rapidamente gasto em bens e serviços. Em 2024, os R$ 27 bilhões pagos a 25,6 milhões de trabalhadores ajudaram a aquecer o consumo, e a expectativa para 2025 é ainda maior, com 200 mil beneficiários a mais.

O programa também reduz desigualdades, já que beneficia diretamente quem ganha até dois salários mínimos, uma faixa que representa milhões de brasileiros. Estudos mostram que cada real pago em abono gera um impacto multiplicador na economia, especialmente em setores como varejo e alimentação.

Para os trabalhadores, o benefício é uma chance de organizar as finanças. Seja para pagar contas atrasadas, comprar itens essenciais ou até investir, o PIS/Pasep oferece um fôlego financeiro anual que faz diferença no orçamento familiar.

PIS PASEP Caixa – Foto: rafapress/Shutterstock.com

Dicas para aproveitar o abono

Planejar o uso do dinheiro é tão importante quanto recebê-lo. Quem sacar em abril, por exemplo, pode aproveitar o valor para despesas sazonais, como material escolar ou contas de início de semestre. Outra ideia é guardar parte do montante em uma poupança ou aplicação simples, garantindo uma reserva para emergências.

Evitar gastos impulsivos também é uma recomendação comum. Com valores que variam de R$ 126,50 a R$ 1.518, o abono pode ser um ponto de partida para quitar dívidas pequenas ou iniciar um planejamento financeiro mais sólido. Para quem recebe o teto, investir em educação ou qualificação profissional é uma opção que pode render frutos a longo prazo.

  • Organize as finanças: Liste despesas prioritárias antes de gastar.
  • Evite dívidas novas: Use o dinheiro para sair do vermelho, não para entrar.
  • Pense no futuro: Considere guardar uma parte para imprevistos.

Histórico do programa PIS/Pasep

Criados nas décadas de 1970 pelas Leis Complementares 7/70 e 8/70, o PIS e o Pasep tinham como objetivo inicial integrar os trabalhadores ao desenvolvimento das empresas e formar um patrimônio para servidores públicos. Com o tempo, o abono salarial se tornou o principal benefício desses programas, pago anualmente desde a Lei 7.998/1990.

Antes da pandemia, os pagamentos seguiam o ano seguinte ao ano-base, mas atrasos entre 2020 e 2021 mudaram o cronograma. Desde então, o benefício é liberado com dois anos de diferença: o ano-base 2023, por exemplo, é pago em 2025. A unificação do calendário por mês de nascimento, implementada em 2024, trouxe mais clareza ao processo.

O programa já passou por várias reformulações, mas mantém sua essência de apoiar trabalhadores de baixa renda. Em 2025, o reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 reflete a política de valorização do benefício, ajustado ao custo de vida.

Como os bancos facilitam o acesso

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil investem em tecnologia para agilizar o pagamento. O aplicativo Caixa Tem, por exemplo, permite que o PIS seja movimentado sem ir a uma agência, com opções de transferência via Pix ou saque em terminais. Em 2024, mais de 60% dos beneficiários do PIS receberam por crédito em conta, reduzindo filas e transtornos.

O Banco do Brasil segue a mesma lógica, priorizando depósitos diretos e oferecendo atendimento digital pelo site e aplicativo. Para quem não tem conta, as agências mantêm guichês específicos para saques do Pasep, exigindo apenas documento com foto e o número do cadastro.

Essa modernização reflete o esforço para tornar o benefício mais acessível, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde nem todos têm facilidade para chegar a uma agência bancária.

Perguntas frequentes sobre o PIS/Pasep

Dúvidas sobre o abono são comuns, e os canais oficiais ajudam a esclarecê-las. Alguns questionamentos recorrentes incluem:

  • Quem não tem Cartão Social pode sacar o PIS? Sim, basta ir a uma agência da Caixa com documento de identificação.
  • O Pasep é pago para quem mudou de banco? Sim, mas é preciso informar o BB para transferência ou sacar presencialmente.
  • MEIs têm direito? Não, a menos que tenham trabalhado com carteira assinada em 2023 por outra empresa.
  • E se o empregador não enviou a RAIS? O trabalhador deve cobrar a regularização ou buscar o Ministério do Trabalho.

Essas respostas ajudam a evitar confusões e garantem que o benefício chegue a quem tem direito.

Benefícios além do dinheiro

Receber o PIS/Pasep vai além do valor em si. Para muitos, é uma oportunidade de regularizar a vida financeira, pagar contas atrasadas ou planejar compras importantes. Em cidades menores, o impacto é ainda mais visível, com o comércio local sentindo o aumento nas vendas logo após os pagamentos.

O programa também reforça a importância do registro formal. Trabalhadores com carteira assinada têm acesso não só ao abono, mas a outros direitos, como FGTS e seguro-desemprego, criando uma rede de proteção essencial em momentos de instabilidade.

Com 25,8 milhões de beneficiários em 2025, o PIS/Pasep segue como um pilar de suporte econômico, ajudando a equilibrar as finanças de quem depende de salários modestos para viver.

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