Hugo Calderano alcança top 5 no ranking mundial de tênis de mesa de 2025Por Carolina Costa
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O tênis de mesa brasileiro vive um momento histórico em 2025, com Hugo Calderano consolidado entre os cinco melhores do mundo no ranking masculino da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), atualizado em 15 de abril. Com 3250 pontos, o atleta carioca ocupa a quinta posição, atrás apenas de gigantes como o chinês Lin Shidong, líder com 8325 pontos, e o japonês Tomokazu Harimoto, terceiro com 4725. A ascensão de Calderano reflete não apenas seu talento, mas também a crescente relevância do Brasil no cenário global da modalidade. Além dele, outros brasileiros, como Vitor Ishiy e Leonardo Iizuka, aparecem no top 100, reforçando a força do país no esporte. O ranking, que é atualizado semanalmente, considera o desempenho em torneios como os Grand Smashes, WTT Champions e Jogos Olímpicos, com pontuações que expiram após um ano, tornando a competição ainda mais acirrada.
Calderano, conhecido como “The Thrill from Brazil” por seu estilo de jogo vibrante, tem acumulado resultados expressivos. Em 2024, ele alcançou as semifinais dos Jogos Olímpicos de Paris, feito inédito para um atleta das Américas, e conquistou vitórias contra nomes como o chinês Wang Chuqin, número dois do mundo. Sua consistência em torneios da World Table Tennis (WTT) e na Bundesliga alemã, onde atua pelo Ochsenhausen, solidificou sua posição. O brasileiro é o único não asiático ou europeu no top 10, um marco que destaca sua importância para o esporte.
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Outros brasileiros também celebram conquistas. Vitor Ishiy, com 549 pontos, está na 52ª posição, enquanto Leonardo Iizuka, jovem promessa de 19 anos, ocupa o 78º lugar com 314 pontos. Eric Jouti, na 94ª posição, completa o grupo de brasileiros no top 100. Esses resultados mostram o fortalecimento do tênis de mesa no Brasil, impulsionado por investimentos da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e pela inspiração gerada por Calderano.
- Principais destaques do ranking masculino:
- Lin Shidong (China): 8325 pontos, líder absoluto.
- Wang Chuqin (China): 6925 pontos, vice-líder.
- Hugo Calderano (Brasil): 3250 pontos, 5º lugar.
- Felix Lebrun (França): 3170 pontos, melhor europeu.
Domínio chinês e a ascensão de novos talentos
A China continua dominando o tênis de mesa masculino, ocupando três das quatro primeiras posições do ranking. Lin Shidong, aos 20 anos, lidera com uma vantagem significativa, graças a títulos como o WTT Champions Macau 2024 e o Mundial de 2023. Sua combinação de ataques rápidos e precisão o coloca como uma das maiores promessas do esporte. Wang Chuqin, segundo colocado, é outro nome de peso, com um estilo agressivo que rendeu o ouro individual em Paris 2024. Liang Jingkun, quarto com 3550 pontos, completa o trio chinês, conhecido por sua potência nos golpes de forehand.
Apesar do domínio asiático, atletas de outras regiões ganham espaço. Tomokazu Harimoto, do Japão, mantém a terceira posição com um jogo dinâmico que mistura velocidade e estratégia. O francês Felix Lebrun, sexto com 3170 pontos, é o melhor europeu, destacando-se pela consistência aos 18 anos. A Suécia também aparece com Truls Moregard, sétimo, que surpreendeu com sua prata olímpica em 2021. Esses jovens atletas mostram que o tênis de mesa está em constante renovação, com novos nomes desafiando os veteranos.
O ranking reflete a importância dos torneios da WTT, que distribuem até 2000 pontos em eventos como os Grand Smashes. A estrutura de pontuação, implementada em 2021, valoriza a regularidade, já que os pontos expiram após 12 meses. Isso força os atletas a competirem constantemente, aumentando a competitividade. Para Calderano, manter-se no top 5 exige participações estratégicas em torneios como o WTT Contender e o Campeonato Mundial, programados para 2025.
Impacto de Hugo Calderano no tênis de mesa brasileiro
Hugo Calderano não é apenas um atleta de elite; ele é um símbolo do crescimento do tênis de mesa no Brasil. Nascido no Rio de Janeiro, o jogador de 28 anos começou a treinar aos sete e rapidamente se destacou em competições juvenis. Em 2015, ele conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos, o primeiro de muitos títulos na carreira. Sua trajetória inclui vitórias históricas, como a derrota de Fan Zhendong, então número um do mundo, no ITTF Grand Finals de 2018. Esses feitos o tornaram uma inspiração para jovens mesatenistas brasileiros.
Além de Calderano, a nova geração também brilha. Leonardo Iizuka, por exemplo, conquistou títulos em duplas e individual no Mundial de Jovens de 2024, aos 19 anos. Sua ascensão no ranking é um reflexo do trabalho da CBTM, que investe em treinamentos na Europa e parcerias com técnicos internacionais, como Jean-René Mounie, contratado em 2024. A confederação também organiza eventos como o TMB Platinum, que atrai talentos nacionais e fortalece a base do esporte no país.
- Brasileiros no top 100 masculino:
- Hugo Calderano: 5º lugar, 3250 pontos.
- Vitor Ishiy: 52º lugar, 549 pontos.
- Leonardo Iizuka: 78º lugar, 314 pontos.
- Eric Jouti: 94º lugar, 248 pontos.
Competitividade global e desafios do ranking
O ranking mundial masculino de 2025 revela uma competição acirrada, com 14 países representados no top 30. Além da China, Japão e Coreia do Sul, nações como França, Alemanha e Suécia têm atletas em ascensão. Patrick Franziska, oitavo com 2920 pontos, e Dang Qiu, 11º com 2300, reforçam a força alemã. A Coreia do Sul, com An Jaehyun subindo cinco posições para o 19º lugar, também mostra evolução. Essa diversidade reflete o crescimento global do tênis de mesa, impulsionado pela profissionalização da WTT.
Para os brasileiros, manter posições no top 100 é um desafio. A pontuação depende de participações em torneios internacionais, que exigem alto investimento financeiro e físico. Calderano, que vive na Alemanha, tem acesso a competições de elite, mas outros atletas, como Ishiy e Jouti, enfrentam dificuldades logísticas. A CBTM busca superar essas barreiras com parcerias internacionais e eventos no Brasil, como o WTT Star Contender, previsto para Foz do Iguaçu em 2025.
O sistema de ranking da ITTF, baseado em pontos acumulados em até oito eventos por ano, premia a consistência, mas também pune ausências. Atletas como Dimitrij Ovtcharov, que caiu para o 25º lugar, sofrem com lesões ou pausas. Para Calderano, a chave é manter a regularidade em torneios de alto nível, como o WTT Champions de Incheon, onde ele e Bruna Takahashi representaram o Brasil em abril de 2025.
Calendário de eventos em 2025
O tênis de mesa em 2025 promete emoções com um calendário repleto de competições. A WTT organiza torneios em diversas categorias, desde os Grand Smashes, que oferecem 2000 pontos, até os WTT Feeder, voltados para atletas em ascensão. O Brasil sediará eventos importantes, como o Campeonato Sul-Americano de Jovens e o Para Challenger, ambos em São Paulo. Essas competições são cruciais para os brasileiros somarem pontos e subirem no ranking.
- Principais torneios de 2025:
- WTT Champions Incheon: Março/abril, Coreia do Sul.
- WTT Star Contender: Junho, Foz do Iguaçu, Brasil.
- Campeonato Mundial: Maio, local a confirmar.
- Grand Smash: Quatro edições, datas a definir.
Estilo de jogo e estratégias dos líderes
Lin Shidong, líder do ranking, é conhecido por seu estilo ofensivo, com golpes rápidos e precisos que dificultam a defesa dos adversários. Wang Chuqin, por sua vez, combina agilidade com ataques potentes de forehand, o que o torna um dos jogadores mais temidos em partidas decisivas. Hugo Calderano aposta em um jogo versátil, alternando ataques agressivos com defesas estratégicas, o que o permite enfrentar adversários de diferentes estilos.
No top 10, Felix Lebrun destaca-se pela velocidade e pela capacidade de improvisação, enquanto Truls Moregard usa efeitos e variações de ritmo para surpreender. Essas diferenças mostram a riqueza tática do tênis de mesa moderno, onde a preparação física e mental é tão importante quanto a técnica. Calderano, por exemplo, trabalha com preparadores físicos e psicólogos para manter o foco em longas temporadas.
A evolução tecnológica também influencia o esporte. Raquetes com borrachas personalizadas e bolas de plástico, introduzidas em 2014, alteraram a dinâmica das partidas, favorecendo jogadores com maior controle. Calderano, que usa a empunhadura clássica, adapta sua raquete para maximizar o spin, uma vantagem em rallies prolongados.
Crescimento do tênis de mesa no Brasil
O Brasil tem se consolidado como uma potência no tênis de mesa das Américas, graças a uma combinação de talentos individuais e planejamento estratégico. A CBTM, sob a gestão de Alaor Azevedo até 2024, investiu em programas de formação, como o Circuito TMB, que identifica jovens promessas. Eventos como o TMB Platinum de Chapecó, onde Wladmir Pimentel venceu em 2024, atraem público e incentivam a prática do esporte.
Bruna Takahashi, no feminino, também eleva o nome do Brasil. Primeira mulher do país no top 20 da ITTF, ela conquistou a Copa Pan-Americana em 2025, subindo no ranking. Sua parceria com Calderano em eventos mistos fortalece a imagem do Brasil no cenário global. A modalidade paralímpica também brilha, com Bruna Alexandre liderando a classe 10 em 2025.
O impacto cultural do tênis de mesa cresce no Brasil. Clubes como o Palmeiras e o Flamengo mantêm equipes competitivas, enquanto escolas introduzem o esporte em aulas de educação física. A transmissão de torneios pela Cazé TV, como o WTT Champions de Incheon, aumenta a visibilidade, atraindo novos fãs.
- Fatores que impulsionam o tênis de mesa no Brasil:
- Investimentos da CBTM em formação de atletas.
- Participação em torneios internacionais.
- Sucesso de Calderano e Takahashi como inspiração.
- Crescimento da modalidade paralímpica.
Desafios e perspectivas para 2025
Manter a competitividade no ranking mundial exige planejamento. Para Calderano, o foco é o Campeonato Mundial de 2025, onde ele busca um pódio inédito. A preparação inclui treinamentos na Europa e amistosos contra tops asiáticos. Para os demais brasileiros, o acesso a torneios de alto nível é essencial, o que depende de patrocínios e apoio logístico.
A CBTM planeja expandir sua estrutura, com novos centros de treinamento e parcerias com federações internacionais. A nova comissão técnica, liderada por Thiago Monteiro e Jean-René Mounie, visa preparar a equipe para os Jogos de Los Angeles 2028. O objetivo é manter pelo menos seis atletas no top 100 até o fim do ciclo olímpico.
No cenário global, a China deve continuar dominando, mas a ascensão de jovens como Lebrun e Harimoto sugere um futuro mais equilibrado. O Brasil, com Calderano à frente, está bem posicionado para aproveitar essa transição, consolidando-se como uma força no tênis de mesa mundial.















