Revelações de uma biógrafa real, publicadas em 29 de junho de 2025, apontam que o príncipe Harry comprometeu sua relação com a rainha Elizabeth II em fevereiro de 2018, meses antes de seu casamento com Meghan Markle. Segundo a autora Sally Bedell Smith, Harry foi grosseiro com a monarca durante uma reunião sobre os preparativos da cerimônia, em Londres, deixando-a consternada. A rainha, falecida em 2022, sentiu-se excluída das decisões e incomodada com a falta de transparência de Meghan sobre o vestido de noiva. A tensão, relatada por Lady Elizabeth Anson, prima da rainha, também envolveu desentendimentos com William e Kate Middleton. Apesar do atrito, Harry e Elizabeth II se reconciliaram em abril de 2018, mas o episódio marcou um ponto de inflexão na relação com a família real.
A biografia detalha que Harry, descrito como “apaixonado e fraco”, tentou contornar tradições da monarquia sem consultar a rainha, como a escolha do arcebispo para a cerimônia.
O incidente reflete o período conturbado que precedeu o “Megxit”, quando Harry e Meghan renunciaram às funções reais em 2020.
- Principais pontos do desentendimento:
- Harry foi grosseiro com Elizabeth II por cerca de 10 minutos.
- Rainha se sentiu excluída dos preparativos do casamento.
- Meghan não revelou detalhes do vestido de noiva.
- Tensões com William e Kate intensificaram o conflito.
Tensão nos preparativos do casamento
Sally Bedell Smith, autora especializada na realeza britânica, publicou em sua newsletter no Substack que o comportamento de Harry durante uma reunião em fevereiro de 2018 causou desconforto à rainha Elizabeth II. A monarca, então com 91 anos, ficou surpresa com a atitude do neto, que discutiu os planos do casamento sem respeitar protocolos.
A escolha do arcebispo de Canterbury para celebrar a cerimônia na Capela de São Jorge, sem consultar o reitor de Windsor, foi um dos pontos de atrito. Elizabeth II, conhecida por sua dedicação às tradições, viu a decisão como uma afronta, especialmente por não ter sido informada previamente.
O incidente foi relatado por Lady Elizabeth Anson, prima da rainha, em uma conversa com Smith em 2019. Anson, falecida em 2020, destacou que a rainha estava “muito preocupada” com o comportamento de Harry, descrito como influenciado por sua paixão por Meghan.
Desentendimentos com Meghan Markle
A biógrafa aponta que Elizabeth II também se incomodou com a recusa de Meghan em compartilhar detalhes do vestido de noiva antes da cerimônia, realizada em 19 de maio de 2018. Tradicionalmente, a rainha era informada sobre aspectos importantes de casamentos reais, mas Meghan optou por manter sigilo, o que gerou desconfiança.
Lady Anson, segundo Smith, expressou dúvidas sobre os sentimentos de Meghan, sugerindo que a ex-atriz “planejou tudo” e que sua atitude parecia calculada. A rainha, em 2019, ainda avaliava seus sentimentos em relação à duquesa, indicando uma relação inicial de cautela.
A falta de transparência contrastava com a abertura esperada pela monarquia, especialmente em um evento televisionado para milhões de pessoas, com custos estimados em £ 32 milhões, dos quais £ 2,4 milhões vieram de impostos britânicos.
Conflitos com William e Kate
As tensões não se limitaram à rainha. Sally Bedell Smith relata que Harry e Meghan enfrentavam desentendimentos com o príncipe William e Kate Middleton, especialmente no período pré-casamento. A biógrafa destaca que as “duas mulheres” não se davam bem, com Meghan e Kate em desacordo sobre detalhes do evento.
Um episódio notório envolveu uma discussão sobre os vestidos das damas de honra, incluindo o da princesa Charlotte, que não se ajustava corretamente dias antes da cerimônia. Harry, em sua biografia “Spare”, publicada em 2023, afirmou que Kate exigiu ajustes de última hora, o que gerou atrito com Meghan.
William, então segundo na linha de sucessão, também desaprovava a abordagem de Harry, que parecia desafiar as normas da instituição. Esses conflitos contribuíram para o distanciamento entre os irmãos, que se intensificou após 2018.
Reconciliação parcial em 2018
Apesar do atrito, Harry e Elizabeth II teriam se reconciliado em abril de 2018, semanas antes do casamento. A biógrafa não detalha o encontro, mas fontes próximas à realeza indicam que a rainha, conhecida por sua habilidade em manter laços familiares, buscou apaziguar as tensões.
A reconciliação, porém, não eliminou os desafios. Harry continuou enfrentando pressões da mídia britânica e conflitos internos, que culminaram na decisão de abandonar as funções reais em janeiro de 2020. O casal mudou-se para os Estados Unidos, buscando independência financeira e privacidade.
- Momentos-chave de 2018:
- Reunião tensa em fevereiro com Elizabeth II.
- Reconciliação em abril antes do casamento.
- Casamento em maio, com 1,9 bilhão de espectadores globais.
- Primeiros sinais de racha com William e Kate.
Histórico de tensões com a família real
A relação de Harry com a realeza já mostrava sinais de desgaste antes de 2018. Em 2016, a confirmação de seu namoro com Meghan foi marcada por um comunicado público condenando o racismo e o assédio da imprensa contra a ex-atriz. Esse foi um dos primeiros momentos em que Harry desafiou a abordagem tradicional da monarquia.
Em 2019, a recusa de Elizabeth II em permitir que o casal residisse no Castelo de Windsor, oferecendo em vez disso a Frogmore Cottage, foi interpretada como uma limitação às ambições de Harry e Meghan. A reforma da residência, custeada com £ 2,4 milhões de fundos públicos, gerou polêmica no Reino Unido.
A entrevista de Harry e Meghan à Oprah Winfrey em 2021 revelou mais tensões, incluindo preocupações da realeza sobre a cor de pele de Archie, filho do casal. Elizabeth II prometeu investigar as alegações, mas a relação com Harry permaneceu distante.
Reação da rainha às polêmicas
Elizabeth II, que reinou por 70 anos até sua morte em 8 de setembro de 2022, era conhecida por sua postura reservada. Em resposta à entrevista com Oprah, o Palácio de Buckingham emitiu um comunicado em 9 de março de 2021, afirmando que as questões levantadas, especialmente sobre racismo, seriam tratadas privadamente.
A monarca manteve contato com Harry, incluindo videochamadas para acompanhar os bisnetos, Archie e Lilibet, nascida em 2021 e batizada em homenagem à rainha. Um encontro em abril de 2022, durante os Jogos Invictus na Holanda, reforçou o vínculo, com Harry descrevendo a avó como acolhedora.
A biografia “Spare” de Harry detalha um momento em que seus filhos, Archie e Lilibet, conheceram Elizabeth II em 2022, com a rainha surpresa pela vivacidade das crianças, que fizeram reverências e abraços calorosos.
Episódio da tiara de casamento
Outro incidente marcante ocorreu quando Elizabeth II negou a Meghan a tiara desejada para o casamento, devido a suas “origens sensíveis”. Harry, segundo o especialista Robert Lacey, ficou furioso com a decisão, mas a rainha ofereceu a tiara da rainha Mary, usada em 1911.
O caso, relatado no livro “Battle of Brothers”, foi descrito como um exemplo da falta de compreensão de Harry sobre as tradições da monarquia. A escolha da tiara, um símbolo de continuidade real, reforçou a rigidez de Elizabeth II em manter os protocolos.
Relação com a mídia e o público
A mídia britânica acompanhou de perto as tensões entre Harry e a realeza, com manchetes destacando o “Megxit” e as acusações de racismo. A série documental “Harry & Meghan”, lançada na Netflix em 2022, intensificou as críticas, com William e Kate expressando indignação pelas alegações de bullying.
O público britânico, segundo pesquisas do YouGov de 2021, tinha uma visão dividida: 45% apoiavam a rainha, enquanto 32% simpatizavam com Harry e Meghan. A popularidade do casal caiu após a entrevista com Oprah, mas Harry manteve laços afetivos com a avó, evidentes em sua homenagem após a morte de Elizabeth II.
Visitas e encontros finais
Harry visitou Elizabeth II em momentos-chave após 2018, incluindo o Jubileu de Platina em 2022, quando apresentou Lilibet à rainha. A monarca, apesar das tensões, expressava carinho pelos bisnetos, com relatos de videochamadas frequentes.
No funeral de Elizabeth II, em setembro de 2022, Harry participou da vigília com os netos, mas foi inicialmente proibido de usar uniforme militar, uma decisão revertida para a cerimônia. O episódio refletiu as restrições impostas após sua saída da realeza.
Legado de Elizabeth II e Harry
A relação entre Harry e Elizabeth II era marcada por proximidade, com momentos públicos memoráveis, como o vídeo dos Jogos Invictus de 2016, onde a rainha participou de uma brincadeira com Barack e Michelle Obama. O vínculo, apesar dos atritos, permaneceu forte até a morte da monarca.
Harry, em “Spare”, destacou o compromisso de Elizabeth II com o dever, mas lamentou a falta de apoio da família em sua decisão de se afastar. A biografia vendeu 1,4 milhão de cópias no primeiro dia, segundo a Penguin Random House, tornando-se um dos livros de não-ficção mais vendidos de 2023.
- Eventos marcantes na relação:
- Vídeo dos Jogos Invictus com Obama em 2016.
- Entrevista com Oprah em 2021, com 17,1 milhões de espectadores nos EUA.
- Lançamento de “Spare” em 2023, com 1,4 milhão de cópias vendidas.
- Encontro com Archie e Lilibet em 2022.

