A Netflix confirmou a renovação de DNA do Crime, série policial brasileira, para sua terceira temporada, anunciada em 3 de julho de 2025, após o sucesso global da segunda temporada, lançada em 4 de junho. Estrelada por Maeve Jinkings, Rômulo Braga e Alex Nader, a produção, ambientada na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, cativou milhões de espectadores com sua trama baseada em crimes reais. A série, que liderou o Top 10 em países como Brasil, Paraguai e Portugal, explora investigações forenses e confrontos intensos entre policiais e criminosos. Embora a data de estreia dos novos episódios não tenha sido divulgada, a produção da Paranoïd promete manter o ritmo eletrizante.
A série, criada por Heitor Dhalia, destaca-se por sua abordagem realista, inspirada em assaltos como o roubo à Prosegur em Ciudad del Este, em 2017. A segunda temporada, com 2,1 milhões de visualizações em sua primeira semana, trouxe novos cenários, como o Mato Grosso do Sul, e aprofundou a perseguição à Quadrilha Fantasma. A renovação reforça a aposta da Netflix em conteúdos brasileiros com apelo internacional, com um orçamento de 45 milhões de reais por temporada.
O sucesso da série também recolocou a primeira temporada no Top 10 global, com 1 milhão de visualizações adicionais na semana de 4 a 8 de junho de 2025. A produção é elogiada por sua autenticidade, com consultoria de policiais e ex-criminosos para garantir veracidade. Alguns destaques da série incluem:
- Elenco principal: Maeve Jinkings como Suellen, Rômulo Braga como Benício, Alex Nader como Isaac.
- Cenários: Filmagens em Foz do Iguaçu, São Paulo e Ciudad del Este.
- Inspiração: Casos reais, como o roubo ao Banco Central de Fortaleza em 2005.
- Produção: Paranoïd, com direção de Heitor Dhalia e Pedro Morelli.
Produção de alto padrão
A série DNA do Crime se consolidou como uma das maiores produções brasileiras da Netflix, com um investimento de 45 milhões de reais por temporada, um marco para o audiovisual nacional. As filmagens, realizadas em locações como Foz do Iguaçu, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Paraguai, retratam a complexidade da tríplice fronteira. A primeira temporada utilizou 1.829 armas cenográficas, 95 litros de sangue artificial e 146 veículos, incluindo carros, motos e aviões, para criar sequências de ação impactantes.
A segunda temporada, lançada em 4 de junho de 2025, elevou a escala com cenas gravadas em novas regiões, como o interior do Mato Grosso do Sul. Um trecho da PR-497, próximo ao lago de Itaipu, foi interditado em 16 de junho de 2024 para filmagens, demonstrando o cuidado com a logística. A direção de Heitor Dhalia, ao lado de Pedro Morelli e Felipe Vellasco, garante um visual cinematográfico, com explosões e perseguições que rivalizam com produções hollywoodianas.
Enredo inspirado em crimes reais
A narrativa de DNA do Crime é ancorada em eventos reais, o que aumenta sua relevância e apelo. A primeira temporada foi inspirada no assalto à Prosegur em Ciudad del Este, em 2017, quando criminosos roubaram milhões em uma operação ousada. A segunda temporada recriou casos como o roubo ao Banco Central de Fortaleza, em 2005, onde um túnel de 80 metros foi cavado para acessar 164,8 milhões de reais, e a “Noite de Terror” em Araçatuba, em 2021, marcada por explosões e reféns.
A série foca na investigação forense, com destaque para o uso de amostras de DNA para conectar crimes transnacionais. Na trama, Suellen e Benício, policiais federais de Foz do Iguaçu, enfrentam a Quadrilha Fantasma, liderada por Isaac. A segunda temporada explorou a fuga de um criminoso importante e assaltos ainda mais audaciosos, mantendo a tensão com reviravoltas e confrontos dramáticos.
Elenco e personagens principais
O elenco de DNA do Crime é um dos pontos altos da série, com atuações elogiadas pela crítica e pelo público. Maeve Jinkings interpreta Suellen, uma policial civil determinada que enfrenta desafios de liderança na segunda temporada. Rômulo Braga dá vida a Benício, um agente movido por motivações pessoais, enquanto Alex Nader encarna Isaac, líder da Quadrilha Fantasma. Thomás Aquino, como Sem Alma, traz intensidade a um dos antagonistas mais complexos da trama.
Outros nomes, como Pedro Caetano (Rossi), Guilherme Faria (Toreto) e Miguel Nader, complementam o time, trazendo profundidade aos personagens. A química entre os atores, aliada a diálogos bem construídos, contribui para a autenticidade da série. A produção também investe em personagens secundários, como criminosos e policiais coadjuvantes, para enriquecer o universo narrativo.
Sucesso global da série
A série alcançou números impressionantes desde sua estreia em 14 de novembro de 2023. Na primeira semana, a temporada inicial acumulou 50,8 milhões de horas assistidas, equivalente a 6,5 milhões de visualizações, liderando o ranking global de séries de língua não inglesa. A produção esteve no Top 10 de 71 países, incluindo Europa, África, Ásia e Américas. A segunda temporada, lançada em 2025, manteve o sucesso, com 14,2 milhões de horas assistidas entre 4 e 8 de junho, totalizando 2,1 milhões de visualizações.
A série se destacou especialmente em Brasil, Paraguai, Uruguai, Portugal e Nigéria, onde liderou os rankings. O interesse global reflete a crescente demanda por narrativas criminais brasileiras, como Cidade de Deus e Tropa de Elite, que misturam ação e questões sociais. A Netflix aposta nesse filão, com DNA do Crime como vitrine de sua estratégia de investir em conteúdos locais com potencial de exportação.
Autenticidade e pesquisa
A autenticidade é um dos pilares de DNA do Crime. A equipe de roteiristas, liderada por Bernardo Barcellos e Bruno Passeri, conduziu pesquisas extensas, consultando policiais federais, ex-criminosos e especialistas em segurança. Heitor Dhalia destacou que a realidade criminal no Brasil, com casos de grande escala, oferece material rico para a ficção. A série evita estereótipos, retratando tanto a complexidade dos criminosos quanto os dilemas éticos dos policiais.
A produção também reflete a realidade da tríplice fronteira, uma região marcada pelo tráfico e pelo crime organizado. As filmagens em Ciudad del Este e Foz do Iguaçu capturam a dinâmica local, com cenários urbanos e rurais que adicionam camadas à narrativa. A consultoria com profissionais da área garantiu detalhes precisos, como o uso de tecnologia forense e táticas policiais.
Direção e produção técnica
A direção de Heitor Dhalia, conhecido por filmes como O Cheiro do Ralo, confere à série um tom visceral. Na segunda temporada, Pedro Morelli e Felipe Vellasco dirigiram episódios específicos, mantendo a coerência visual. A produção executiva de Manoel Rangel e Egisto Betti, pela Paranoïd, assegura um padrão elevado, com sequências de ação que demandaram grande planejamento, incluindo explosões e perseguições em alta velocidade.
A trilha sonora, composta por elementos eletrônicos e percussivos, intensifica a tensão das cenas. A fotografia, com tons escuros e contrastes marcantes, reflete o clima de suspense. A edição ágil mantém o ritmo, com episódios de cerca de 50 minutos que equilibram ação, drama e desenvolvimento de personagens.
Expectativa para a terceira temporada
Embora a Netflix não tenha anunciado a data de estreia da terceira temporada, a expectativa é alta. A segunda temporada terminou com ganchos narrativos, como a ascensão da Quadrilha Fantasma e conflitos pessoais de Suellen e Benício. Os novos episódios devem explorar investigações internacionais, ampliando o escopo da série. Há rumores de que novas locações, como o Rio de Janeiro, podem ser incluídas, além de possíveis adições ao elenco.
A série deve manter sua fórmula de ação intensa e reviravoltas, com foco em crimes transnacionais. A Netflix planeja continuar investindo no realismo, com consultores técnicos para garantir precisão. A produção também pode abordar temas sociais, como corrupção e desigualdade, que permeiam a narrativa desde a primeira temporada.
Repercussão no audiovisual brasileiro
DNA do Crime representa um marco para o audiovisual brasileiro. Com um orçamento robusto, a série atraiu talentos internacionais para o Brasil, revertendo o tradicional “brain drain” do setor. Técnicos brasileiros, treinados na produção, agora trabalham em projetos globais, elevando o padrão da indústria nacional. A Paranoïd, responsável pela série, é reconhecida por sua capacidade de entregar projetos ambiciosos, com qualidade comparável a produções internacionais.
A série também abriu portas para outras produções brasileiras na Netflix, como Bom Dia, Verônica e Impuros, que exploram temas criminais. O sucesso global de DNA do Crime demonstra o potencial do Brasil como polo de narrativas policiais, com histórias que ressoam em diferentes culturas.
Investimento da Netflix no Brasil
A renovação de DNA do Crime reflete a estratégia da Netflix de fortalecer sua presença no mercado brasileiro. Haná Vaisman, diretora de séries de ficção da Netflix Brasil, enfatizou o compromisso com histórias locais que dialoguem com o público global. A plataforma investe em produções como Cidade Invisível e Irmandade, mas DNA do Crime se destaca por sua escala e apelo internacional.
A série também beneficia a economia local, com filmagens que geram empregos em diversas cidades. A produção envolveu centenas de profissionais, de atores a técnicos de efeitos especiais, consolidando o Brasil como um hub de audiovisual. A Netflix planeja expandir ainda mais seus investimentos, com novas séries e filmes brasileiros previstos para 2026.
