Florianópolis terá 88 novas moradias do Minha Casa, Minha Vida no Norte da IlhaPor Maria
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Florianópolis anunciou a construção de um novo condomínio vertical com até 88 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro Vargem do Bom Jesus, Norte da Ilha, com início previsto para setembro de 2025. A iniciativa, publicada no Diário Oficial em 17 de julho de 2025, é financiada pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) da Caixa Econômica Federal e visa atender famílias de baixa renda com renda bruta mensal de até R$ 2.850. A Prefeitura de Florianópolis abriu chamada pública para selecionar a construtora responsável, com prazo até 15 de agosto para apresentação de projetos. O empreendimento, localizado na rua Gustavo Zimmer, terá área mínima de 44,5 m² por unidade e espaços de lazer, promovendo moradia digna e combatendo ocupações irregulares. A obra, com duração estimada de 18 meses, reforça o compromisso com a redução do déficit habitacional na capital catarinense, estimado em 20 mil moradias.
A construção vertical foi escolhida para otimizar o uso do espaço urbano, aproveitando a infraestrutura existente e reduzindo custos. As unidades atenderão prioritariamente famílias já cadastradas no sistema habitacional da prefeitura.
- Localização: Vargem do Bom Jesus, Norte da Ilha, em terreno público.
- Unidades: 80 a 88 apartamentos, com área mínima de 44,5 m².
- Financiamento: Fundo de Arrendamento Residencial, gerido pela Caixa.
- Prazo: Obras iniciam em setembro de 2025, com entrega até março de 2027.
O projeto é um passo para atender a alta demanda por moradias acessíveis em Florianópolis.
Detalhes do novo empreendimento
A Prefeitura de Florianópolis, em parceria com a Caixa Econômica Federal, planeja erguer o novo condomínio no bairro Vargem do Bom Jesus, uma região de alta valorização imobiliária. O projeto, anunciado em 17 de julho de 2025, prevê a construção de 80 a 88 unidades habitacionais em um terreno público na rua Gustavo Zimmer. Cada apartamento terá no mínimo 44,5 m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, além de espaços comuns como salão de festas, quadra de esportes e playground.
A escolha pelo modelo verticalizado reflete a necessidade de otimizar o espaço em uma cidade com terrenos caros e escassos. O edital exige que a construtora selecionada garanta a qualidade das obras por cinco anos, assegurando durabilidade e segurança para os moradores. As empresas interessadas devem apresentar projetos até 15 de agosto, com análise técnica pela prefeitura e aprovação final pela Caixa.
O empreendimento será financiado pelo FAR, com investimento estimado de R$ 15 milhões, sendo R$ 170 mil por unidade. A prefeitura cede o terreno e arca com áreas comuns, enquanto o governo federal cobre os custos das moradias.
- Área das unidades: Mínimo de 44,5 m², com dois quartos e espaços funcionais.
- Espaços comuns: Salão de festas, quadra de esportes e playground.
- Investimento: R$ 170 mil por unidade, totalizando cerca de R$ 15 milhões.
- Qualidade: Construtora responsável pela manutenção por cinco anos.
O projeto reforça a integração urbana e o acesso à moradia digna na capital.
Contexto do déficit habitacional
Florianópolis enfrenta um déficit habitacional superior a 20 mil moradias, agravado pela alta valorização imobiliária, que dificulta o acesso de famílias de baixa renda à casa própria. O programa Minha Casa, Minha Vida, relançado em 2023 pelo governo federal, é uma ferramenta central para reduzir essa lacuna. Desde sua retomada, o programa entregou 10 mil unidades em 37 empreendimentos no Brasil, com meta de 2 milhões até 2026, podendo chegar a 3 milhões.
Na capital catarinense, os últimos projetos do Minha Casa, Minha Vida foram entregues em 2018 (Jardim Atlântico/Coloninha, 78 unidades) e 2019 (Ponta do Leal, 88 unidades). O novo condomínio em Vargem do Bom Jesus será o primeiro na Ilha de Santa Catarina, marcando a retomada de investimentos federais após quase uma década sem novas contratações no estado.
A prefeitura mapeou sete terrenos para futuros projetos, localizados no Centro, Norte da Ilha (Ingleses e Rio Vermelho), Continente e Sul da Ilha, com potencial para 700 unidades na Faixa 2 (renda de R$ 2.850,01 a R$ 4.700). A iniciativa busca atender tanto a Faixa 1 quanto a Faixa 2, ampliando o alcance do programa.

Critérios de seleção das famílias
As unidades do novo condomínio serão destinadas a famílias inscritas no Cadastro Habitacional da Prefeitura de Florianópolis, com prioridade para aquelas da Comunidade Marielle Franco, localizada no Alto da Caeira, onde outro projeto de 184 unidades está em andamento. A seleção segue critérios do Conselho Municipal de Habitação, considerando renda bruta mensal de até R$ 2.850 (Faixa 1), vulnerabilidade social e composição familiar.
Interessados devem se inscrever pelo site da prefeitura, na aba de Cadastro Habitacional, fornecendo dados pessoais, comprovantes de renda e documentos que atestem a ausência de imóveis próprios. O programa proíbe a participação de quem possui imóveis na mesma cidade ou financiamentos ativos no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
- Renda máxima: Até R$ 2.850 mensais para a Faixa 1.
- Cadastro: Inscrição no site da prefeitura, com análise de vulnerabilidade.
- Prioridade: Moradores da Comunidade Marielle Franco e famílias em risco.
- Restrições: Sem imóveis próprios ou financiamentos no SFH.
A seleção garante transparência e atendimento às famílias mais necessitadas.
Benefícios econômicos e sociais
O Minha Casa, Minha Vida em Florianópolis vai além da entrega de moradias, impulsionando a economia local. A construção civil, um dos setores que mais emprega no Brasil, deve gerar cerca de 200 empregos diretos e indiretos durante a obra, além de estimular o comércio de materiais e serviços correlatos. Em 2024, o setor habitacional movimentou R$ 200 bilhões no país, com 1,5 milhão de empregos gerados, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Socialmente, o projeto promove inclusão ao oferecer moradia digna, com infraestrutura de água, esgoto, energia elétrica e acessibilidade para pessoas com deficiência. As áreas de lazer, como playground e quadra, incentivam a convivência comunitária, enquanto a localização em Vargem do Bom Jesus facilita o acesso a escolas, creches e postos de saúde. O controle de construções irregulares, comum em áreas de alta valorização, é outro benefício, promovendo um crescimento urbano ordenado.
O programa também prioriza grupos vulneráveis, como famílias lideradas por mulheres, vítimas de violência doméstica e pessoas em situação de rua, reforçando a equidade social. A meta nacional de 3 milhões de moradias até 2026 demonstra o compromisso com a redução das desigualdades.
Sustentabilidade e infraestrutura
O novo condomínio em Vargem do Bom Jesus segue diretrizes de sustentabilidade do Minha Casa, Minha Vida, com uso de materiais de baixo carbono e equipamentos de alta eficiência energética. As unidades serão adaptadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, com rampas e portas largas, atendendo normas de acessibilidade.
A infraestrutura do empreendimento inclui pavimentação, drenagem, iluminação pública e redes de água e esgoto, garantindo integração com a malha urbana. A proximidade com a SC-403 facilita o acesso ao centro da cidade e a outros bairros do Norte da Ilha, como Ingleses e Canasvieiras. A prefeitura planeja investir em áreas públicas próximas, como praças e ciclovias, para melhorar a qualidade de vida dos moradores.
- Sustentabilidade: Materiais reciclados e eficiência energética nas construções.
- Acessibilidade: Unidades adaptadas para pessoas com deficiência.
- Infraestrutura: Água, esgoto, pavimentação e iluminação pública.
- Integração urbana: Localização próxima à SC-403 e serviços essenciais.
O foco em sustentabilidade e planejamento urbano eleva o padrão do empreendimento.
Expectativas e prazos
A construção do condomínio está programada para começar em setembro de 2025, após a seleção da construtora e aprovação da Caixa. O prazo de 18 meses para conclusão aponta a entrega para março de 2027, beneficiando até 352 pessoas, considerando uma média de quatro moradores por unidade. A prefeitura mantém otimismo quanto à viabilidade do projeto, que já tem terreno cedido e financiamento garantido.
A iniciativa é parte de um esforço maior para reduzir o déficit habitacional em Florianópolis, que cresceu com a valorização imobiliária e a expansão de ocupações irregulares. A Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano planeja novos projetos, com 2.300 unidades previstas até 2030, incluindo parcerias público-privadas (PPPs) para a Faixa 2. A comunidade local espera que o empreendimento traga segurança, estabilidade e melhores condições de vida.







