Tragédia em Boituva: CEO morre após colisão em salto de paraquedas

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Thomas Storino Britis, de 44 anos Foto: Thomas Storino Britis, de 44 anos - Foto: Instagram

Thomas Storino Britis, de 44 anos, empresário e paraquedista experiente, morreu na manhã de 2 de agosto de 2025, após colidir no ar com outro atleta durante um salto no Centro Nacional de Paraquedismo, em Boituva, São Paulo. O acidente, ocorrido durante uma manobra conhecida como “desloc”, resultou na perda de controle do paraquedas de Britis, que caiu fora da área prevista. Socorrido pelo Corpo de Bombeiros, ele foi levado ao Hospital São Luís, mas não resistiu. A colisão envolveu o joelho de outro paraquedista atingindo sua cabeça, conforme informou a Polícia Civil. O caso, registrado como lesão corporal e morte suspeita, está sob investigação, com perícias em andamento para esclarecer a causa exata do óbito. Britis, natural de Itajubá (MG) e residente em Pouso Alegre, era CEO da Voluy Telecom, empresa que lamentou a perda.

O acidente abalou a comunidade de paraquedismo e o setor de telecomunicações, onde Britis era reconhecido como um líder visionário. A Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq) designou um perito para auxiliar nas investigações, reforçando que os protocolos de segurança foram seguidos. O outro paraquedista envolvido sobreviveu sem ferimentos graves e foi transferido para um hospital em São Paulo. O velório de Britis ocorreu em 3 de agosto, em Pouso Alegre, seguido de sepultamento no Cemitério Jardim do Céu.

  • Detalhes do acidente: A colisão ocorreu durante a separação em um salto “desloc”, técnica que combina deslocamento horizontal e queda vertical.
  • Resposta imediata: O Corpo de Bombeiros atuou rapidamente, mas Britis não resistiu aos ferimentos.
  • Investigação em curso: A Polícia Civil apreendeu os paraquedas e o capacete para análise pericial.

Perfil do paraquedista

Thomas Storino Britis era uma figura de destaque tanto no esporte quanto no meio empresarial. Natural de Itajubá, no sul de Minas Gerais, e morador de Pouso Alegre, ele construiu uma carreira sólida na área de telecomunicações. Formado em Direito, Britis foi um dos pioneiros no desenvolvimento da internet na região, atuando em empresas como TCNet e Britis Telecom antes de assumir a liderança da Voluy Telecom. A empresa, que opera em Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, destacou sua paixão por inovação em nota oficial.

No paraquedismo, Britis era conhecido por sua experiência e dedicação. Amigos e colegas o descreveram como um atleta meticuloso, sempre atento aos padrões de segurança. Sua morte gerou comoção, com homenagens nas redes sociais exaltando seu carisma e contribuições.

  • Carreira profissional: CEO da Voluy Telecom, com foco em internet por fibra óptica.
  • Experiência esportiva: Paraquedista experiente, respeitado na comunidade de Boituva.
  • Homenagens póstumas: Amigos destacaram seu papel como “ícone” na tecnologia e no esporte.

Dinâmica do acidente

O acidente ocorreu durante um salto do tipo “desloc”, uma técnica avançada em que o paraquedista usa o corpo para gerar sustentação e movimento horizontal. Segundo a Polícia Civil, a colisão aconteceu em queda livre, quando o joelho de outro atleta atingiu a cabeça de Britis. Apesar de ambos os paraquedas terem sido abertos, o impacto desorientou Britis, que perdeu o controle do equipamento e caiu fora da zona de pouso planejada. A prefeitura de Boituva informou que todas as normas de segurança foram seguidas, mas a investigação busca esclarecer possíveis falhas.

A CBPq, sediada em Boituva, enfatizou que o esporte segue padrões rigorosos, e um perito técnico foi designado para analisar as condições do salto, incluindo equipamentos e fatores meteorológicos. O Instituto Médico Legal (IML) realiza exames para determinar a causa exata da morte, enquanto os equipamentos apreendidos passam por perícia detalhada.

Histórico de incidentes em Boituva

Boituva, conhecida como a capital nacional do paraquedismo, atrai milhares de praticantes anualmente. No entanto, o município já registrou outros acidentes fatais. Em outubro de 2023, um paraquedista de 49 anos morreu após colidir com o solo durante um salto. Dez meses antes da morte de Britis, a paraquedista chilena Carolina Muñoz Kennedy, de 40 anos, também perdeu a vida em um acidente na cidade. Esses casos levantam debates sobre a segurança no esporte, apesar dos protocolos rígidos.

  • Outubro de 2023: Colisão com o solo resultou na morte de um paraquedista de 49 anos.
  • Outubro de 2024: Carolina Muñoz Kennedy, paraquedista profissional, morreu em Boituva.
  • Medidas de segurança: Normas nacionais e internacionais são seguidas, mas incidentes persistem.
  • Investigações frequentes: Perícias detalhadas são realizadas após cada acidente.

Reações da comunidade

A morte de Britis gerou uma onda de comoção em Pouso Alegre e na comunidade de paraquedismo. A Voluy Telecom emitiu uma nota descrevendo-o como uma “liderança visionária” e prometeu seguir seu legado. Nas redes sociais, amigos e colegas compartilharam mensagens de luto, destacando sua paixão por esportes radicais, como motocross, e seu impacto no setor de tecnologia. A prefeitura de Boituva expressou condolências e reforçou o compromisso com a segurança no esporte.

A comunidade de paraquedismo, abalada, começou a discutir formas de reforçar os treinamentos e protocolos. Escolas locais planejam intensificar a capacitação de atletas, com foco em técnicas de separação durante saltos complexos como o “desloc”. A tragédia também reacendeu o debate sobre os riscos inerentes ao esporte, mesmo com equipamentos modernos e normas rigorosas.

Legado de Thomas Britis

Thomas Storino Britis deixou uma marca significativa tanto no setor de telecomunicações quanto no paraquedismo. Sua trajetória como empreendedor começou com a fundação de empresas como TCNet e Britis Telecom, que ajudaram a expandir o acesso à internet no sul de Minas Gerais. Como CEO da Voluy, ele liderou iniciativas para modernizar a infraestrutura de fibra óptica, beneficiando cidades como Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí e Itajubá.

No esporte, Britis era admirado por sua dedicação e habilidade. Sua morte, durante uma atividade que amava, chocou colegas que o viam como um exemplo de cuidado com a segurança. A Voluy Telecom, em nota, destacou que sua energia e comprometimento continuarão inspirando a empresa e seus funcionários.

  • Contribuições empresariais: Pioneiro na expansão da internet em Minas Gerais.
  • Paixão pelo esporte: Atleta dedicado, com anos de prática no paraquedismo.
  • Impacto local: Reconhecido em Pouso Alegre como líder e inovador.
  • Homenagens: Comunidade local e esportiva planeja tributos em sua memória.

Medidas de segurança no paraquedismo

O paraquedismo, embora regulamentado, é um esporte de alto risco. A CBPq reforça que os equipamentos passam por revisões constantes, e os atletas recebem treinamento intensivo. Após o acidente, especialistas apontaram que colisões em queda livre, embora raras, podem ocorrer em manobras complexas como o “desloc”. A entidade anunciou que revisará os procedimentos de separação entre paraquedistas durante saltos em grupo.

A prefeitura de Boituva, em comunicado, destacou que as normas nacionais e internacionais foram cumpridas no salto de Britis. Ainda assim, a investigação em curso pode levar a mudanças nos protocolos, especialmente em técnicas que exigem maior coordenação entre atletas. A comunidade esportiva local também planeja campanhas de conscientização para reforçar a importância de treinamentos regulares.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil de Boituva segue analisando o caso, registrado como lesão corporal e morte suspeita. Os paraquedas e o capacete de Britis foram apreendidos para perícia, que deve esclarecer se houve falhas mecânicas ou humanas. O IML realizará exames para determinar se o impacto na cabeça foi a causa direta da morte ou se outros fatores contribuíram. O outro paraquedista envolvido, transferido para São Paulo, não teve seu estado de saúde atualizado.

A CBPq acompanha de perto o processo, com um perito técnico dedicado a avaliar as condições do salto. Fatores como vento, visibilidade e comunicação entre os atletas estão sendo investigados. A comunidade espera que os resultados tragam respostas e ajudem a prevenir novos acidentes.

  • Perícia técnica: Análise detalhada dos equipamentos e condições do salto.
  • Exames do IML: Determinarão a causa exata da morte de Britis.
  • Apoio da CBPq: Perito técnico auxilia nas investigações policiais.
  • Transparência: Resultados serão compartilhados com a comunidade esportiva.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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