Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

Com a taxa Selic a 15% ao ano, investidores que aplicaram R$ 10 mil em CDBs e LCAs em julho de 2025 alcançaram retornos de até 14,56% ao ano, gerando até R$ 546 em seis meses, segundo levantamento da Quantum Finance. O estudo, encomendado pelo InfoMoney, analisou 2.231 papéis emitidos, sendo 922 CDBs e 1.309 LCAs, destacando a vantagem das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) sobre os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) em quase todos os prazos. A pesquisa, realizada em um cenário de estabilidade econômica, mostra como a isenção de Imposto de Renda nas LCAs impulsiona sua rentabilidade líquida. Investidores urbanos e gestores buscam essas opções para equilibrar segurança e ganhos. O levantamento detalha os rendimentos líquidos, prazos e diferenças entre os produtos, oferecendo um panorama claro para quem planeja investir.

A escolha entre CDBs e LCAs exige atenção às taxas e ao impacto tributário. A isenção de IR nas LCAs garante maior retorno líquido, mesmo com taxas nominais menores. Por outro lado, CDBs oferecem maior liquidez em alguns casos, mas a tributação reduz os ganhos.

Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro

  • Rendimentos observados: LCAs pós-fixadas renderam até R$ 14.732,54 em 36 meses.
  • Vantagem tributária: Isenção de IR nas LCAs aumenta o lucro líquido.
  • Cenário econômico: Selic a 15% mantém a renda fixa atrativa para investidores conservadores.

Rentabilidade das LCAs domina o mercado

As LCAs pós-fixadas se destacaram em julho, superando os CDBs em quase todos os prazos analisados. Em três meses, a taxa média das LCAs atingiu 89,14% do CDI, contra 98,59% dos CDBs, mas o montante final foi superior devido à isenção fiscal. Um investimento de R$ 10 mil em LCAs de seis meses gerou R$ 10.643,40, enquanto CDBs renderam R$ 10.549,75 no mesmo período.

A vantagem das LCAs se mantém em prazos mais longos. Em 36 meses, o retorno líquido atingiu R$ 14.732,54, contra R$ 14.828,89 dos CDBs, mesmo com taxas nominais próximas. A isenção de IR faz diferença significativa, especialmente para investidores que priorizam ganhos líquidos.

  • Curto prazo (6 meses): LCAs renderam R$ 93,65 a mais que CDBs.
  • Médio prazo (12 meses): LCAs entregaram R$ 11.353,22, contra R$ 11.219,05 dos CDBs.
  • Longo prazo (36 meses): LCAs garantiram R$ 14.732,54, com leve desvantagem ante CDBs.
  • Fator decisivo: Isenção de IR nas LCAs compensa taxas nominais menores.

O levantamento da Quantum Finance aponta que as LCAs são especialmente atrativas para quem busca rentabilidade sem exposição a riscos elevados. A estabilidade da Selic favorece esses papéis, que se beneficiam da vinculação ao agronegócio, setor estratégico na economia.

Investimentos
Investimentos – Foto: Sichon/Shutterstock.com

CDBs têm vantagem em prazos curtos

Embora as LCAs dominem na maioria dos cenários, os CDBs mostram força em investimentos de curto prazo. Para prazos de três meses, a taxa média dos CDBs foi de 100,40% do CDI, rendendo R$ 10.274,87 líquidos para R$ 10 mil investidos. No mesmo período, as LCAs renderam R$ 10.643,40, mas a diferença é reduzida pela tributação de 22,5% nos CDBs.

Em prazos mais longos, como 36 meses, os CDBs recuperam competitividade, com taxa média de 100,70% do CDI. O montante final de R$ 14.828,89 supera as LCAs em alguns casos, mas a alíquota de IR, mesmo reduzida para 15%, impacta o retorno líquido.

  • Curto prazo: CDBs são ideais para quem precisa de liquidez imediata.
  • Tributação: Alíquota de 22,5% em prazos curtos reduz o lucro líquido.
  • Longo prazo: CDBs ganham força com taxas acima do CDI.

Títulos prefixados reforçam liderança das LCAs

Nos títulos prefixados, as LCAs também se destacam. Em 36 meses, a taxa média de 11,95% gerou R$ 14.030,47, contra R$ 13.816,00 dos CDBs. A diferença de R$ 214,17 reflete a isenção de IR, que compensa taxas nominais menores. Mesmo em prazos mais curtos, como 12 meses, as LCAs entregam R$ 11.275,00, contra R$ 11.185,52 dos CDBs.

A fórmula de gross up ajuda a comparar os retornos. Para um CDB de 36 meses com taxa de 13,16%, a alíquota de 15% reduz o retorno efetivo para 11,18%. Como as LCAs ofereceram taxas acima disso, elas se mantêm como a melhor escolha.

  • Vantagem fiscal: Isenção de IR amplia o retorno líquido das LCAs.
  • Prazos longos: LCAs prefixadas rendem até R$ 214,17 a mais em 36 meses.
  • Comparação: Gross up revela equivalência entre taxas de CDBs e LCAs.
  • Escolha estratégica: LCAs são ideais para quem planeja investimentos de longo prazo.

Ativos atrelados à inflação: CDBs lideram no curto prazo

Nos títulos atrelados à inflação, os CDBs surpreendem em prazos curtos. Em 12 meses, a taxa média de IPCA + 9,50% gerou R$ 11.145,93, contra R$ 10.810,00 das LCAs. A diferença reflete taxas nominais mais altas dos CDBs, que compensam a tributação inicial.

Já em prazos mais longos, as LCAs retomam a liderança. Em 36 meses, com taxa de IPCA + 6,52%, o montante final atingiu R$ 13.643,07, superando os R$ 13.528,46 dos CDBs. A isenção de IR volta a ser o diferencial, especialmente em cenários de inflação controlada.

  • Curto prazo: CDBs rendem R$ 335,93 a mais em 12 meses.
  • Longo prazo: LCAs superam com R$ 13.643,07 em 36 meses.
  • Inflação: Ativos atrelados ao IPCA protegem contra oscilações econômicas.

Fatores que influenciam a escolha do investimento

A decisão entre CDBs e LCAs depende de objetivos financeiros e prazos. As LCAs são ideais para quem busca maior retorno líquido em prazos médios e longos, enquanto os CDBs atendem investidores que priorizam liquidez ou prazos curtos. A Selic a 15% mantém a renda fixa atrativa, mas a escolha exige análise detalhada.

Investidores devem considerar a liquidez, a tributação e o risco de crédito das instituições emissoras. Bancos menores oferecem taxas mais altas, mas o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF, garantindo segurança.

  • Liquidez: CDBs oferecem maior flexibilidade para resgates antecipados.
  • Tributação: LCAs ganham com isenção de IR.
  • Segurança: FGC protege investimentos em caso de falência do emissor.
  • Estratégia: Combine prazos e tipos de títulos para diversificar.

A renda fixa continua sendo uma opção sólida para investidores conservadores, especialmente em um cenário de Selic elevada. A escolha entre CDBs e LCAs deve levar em conta o impacto tributário e os objetivos de cada investidor, com as LCAs se destacando pela rentabilidade líquida.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Acidentes

    Acidente na MG-050 deixa jovem de 18 anos morto após bater contra carro e cair em represa em Pimenta

  2. Crimes

    Ataque hacker à Binance rouba US$ 6,3 bilhões em 20 minutos

  3. Cotidiano

    Feriado 2 de novembro Dia de Finados é nacional no Brasil e antecede três folgas em 2026

  4. Matéria Publicitária

    Classificados Mix Vale: saiba como anunciar totalmente de graça e sem contrapartida no portal

  5. Curiosidades

    Deportação de brasileiros dos Estados Unidos: Boeing 777 fretado chega a Confins (MG) com 85 passageiros

  6. Brasil

    Eduardo Sotto Mayor morre em São Paulo; família do jornalista doa órgãos e velório é em Taquaritinga

  7. Rio de Janeiro

    Mpox no Rio de Janeiro: estado chega a 211 casos confirmados em 2026 e supera total de todo o ano passado, de 119 informados

  8. Destaques

    Vale-cultura em compras pela internet: Comissão de Cultura da Câmara aprova cartão com chip

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.