Chaveamento das quartas da Sul-Americana 2025 coloca brasileiros em confronto direto por vaga na semifinal

8 min de leitura
fluminense Foto: fluminense - Foto: Instagram

Fluminense e Atlético-MG, únicos brasileiros nas quartas de final da Copa Sul-Americana 2025, enfrentam Lanús e Bolívar em jogos marcados para 16 e 17 de setembro (ida) e 23 e 24 de setembro (volta). As partidas, disputadas em Buenos Aires, La Paz e nos estádios Maracanã e Arena MRV, definem os semifinalistas do torneio, que tem final agendada para 22 de novembro em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Com premiações de até US$ 6,5 milhões, os clubes buscam o título e a vaga na Libertadores 2026. A competição, iniciada em março com 44 equipes, chega à reta final com apenas oito times, e a possibilidade de uma final brasileira, inédita desde 2008, anima torcedores. O Fluminense aposta na força de sua torcida e na liderança de Thiago Silva, enquanto o Atlético-MG enfrenta o desafio da altitude em La Paz, contando com Hulk e Gabriel Milito. A ausência do critério de gol fora de casa torna os confrontos imprevisíveis, com empates decididos nos pênaltis.

A campanha dos brasileiros reflete trajetórias distintas. O Fluminense, líder do Grupo F, avançou diretamente às oitavas e eliminou o América de Cali com vitórias por 2 a 1 e 2 a 0. Já o Atlético-MG, segundo no Grupo H, passou por Bucaramanga nos playoffs e superou o Godoy Cruz nas oitavas, com placar agregado de 3 a 2.

  • Fluminense: Liderou grupo e eliminou América de Cali com solidez defensiva.
  • Atlético-MG: Superou playoffs e Godoy Cruz, enfrentando agora a altitude.
  • Premiação: US$ 700 mil garantidos nas quartas, com até US$ 6,5 milhões ao campeão.
  • Final: 22 de novembro, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.

Caminho tático dos brasileiros

O Fluminense enfrenta o Lanús em um duelo que exige equilíbrio entre posse de bola e eficiência ofensiva. Sob o comando de Mano Menezes, o Tricolor carioca aposta na experiência de Thiago Silva para conter as transições rápidas dos argentinos, que venceram o Central Córdoba nos pênaltis nas oitavas. O jogo de ida, em 16 de setembro, será no Estádio La Fortaleza, em Buenos Aires, às 21h30. A volta, no Maracanã, no dia 23, no mesmo horário, contará com o apoio de milhares de torcedores, fator que pode ser decisivo para construir uma vantagem. A solidez defensiva do Fluminense, com média de apenas 0,8 gol sofrido por jogo na competição, será testada contra a organização tática do Lanús.

O Atlético-MG, treinado por Gabriel Milito, encara o Bolívar em um confronto onde a altitude de 3.600 metros em La Paz será o maior obstáculo. O jogo de ida, no dia 17 de setembro, às 19h, no Estádio Hernando Siles, exige do Galo uma estratégia focada em minimizar o desgaste físico. Na volta, dia 24, na Arena MRV, também às 19h, a torcida mineira promete transformar o estádio em um caldeirão. Hulk e Paulinho, com seis e quatro gols na competição, respectivamente, são as esperanças ofensivas do time.

  • Lanús x Fluminense: Posse de bola tricolor contra contra-ataques argentinos.
  • Bolívar x Atlético-MG: Altitude em La Paz desafia preparação física do Galo.
  • Jogo de volta: Maracanã e Arena MRV como trunfos dos brasileiros.

Estádio da final e sua importância

O Estádio Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, será o palco da final única da Copa Sul-Americana 2025, marcada para 22 de novembro. Com capacidade para 38 mil torcedores, o estádio foi reformado em 2021 e já sediou jogos da Copa América 1997. A escolha celebra o bicentenário da Bolívia e o centenário da Federação Boliviana de Futebol, reforçando a neutralidade do local, que está a apenas 400 metros acima do nível do mar. A Conmebol ajustou o cronograma de obras para garantir a qualidade do evento, que terá transmissão por SBT, ESPN, Disney+ e Paramount+.

A final em um local neutro é uma tendência recente da Conmebol, iniciada em 2019, para assegurar equilíbrio entre os finalistas. O estádio, casa de clubes como Blooming e Oriente Petrolero, espera receber um público vibrante, com ingressos esgotados previstos semanas antes do evento.

  • Local: Estádio Ramón Tahuichi Aguilera, com 38 mil lugares.
  • Significado: Comemoração do bicentenário boliviano.
  • Transmissão: SBT, ESPN, Disney+ e Paramount+ no Brasil.
  • Neutralidade: Local sem desafios de altitude para os finalistas.

Outros duelos e indefinições no chaveamento

Além dos confrontos brasileiros, as quartas de final incluem duelos como Independiente del Valle contra Once Caldas, marcado para 17 e 24 de setembro. O time equatoriano, conhecido por sua velocidade, enfrenta a força física dos colombianos, em um confronto que promete equilíbrio. Já o Alianza Lima aguarda o desfecho do jogo suspenso entre Independiente e Universidad de Chile, interrompido por incidentes entre torcedores. A Conmebol avalia punições, que podem incluir a eliminação de ambos os clubes, impactando o caminho do time peruano.

A ausência do critério de gol fora de casa, com empates no placar agregado decididos nos pênaltis, aumenta a imprevisibilidade. Essa regra exige precisão tática, especialmente em jogos fora de casa, onde os brasileiros enfrentam condições adversas.

  • Independiente del Valle x Once Caldas: Velocidade contra força física.
  • Jogo suspenso: Conmebol avalia punições a Independiente e Universidad de Chile.
  • Regulamento: Empates no agregado vão diretamente aos pênaltis.
  • Impacto no chaveamento: Decisão pode alterar adversário do Alianza Lima.

Premiações e impacto financeiro

A Copa Sul-Americana 2025 oferece incentivos financeiros significativos, cruciais para clubes brasileiros com altos custos operacionais. Cada time nas quartas garante US$ 700 mil, com acréscimos de US$ 800 mil para os semifinalistas. O campeão levará US$ 6,5 milhões, além de uma vaga na fase de grupos da Libertadores 2026 e na Recopa Sul-Americana. O vice-campeão recebe US$ 2 milhões. O Fluminense já acumulou cerca de US$ 1,9 milhão, enquanto o Atlético-MG, por disputar os playoffs, soma valores próximos.

Esses recursos permitem investimentos em elenco, infraestrutura e planejamento a longo prazo, especialmente para clubes que não disputam a Libertadores. A premiação também reflete a crescente relevância da Sul-Americana no cenário continental.

  • Quartas de final: US$ 700 mil por clube.
  • Semifinais: US$ 800 mil adicionais.
  • Campeão: US$ 6,5 milhões e vaga na Libertadores 2026.
  • Vice-campeão: US$ 2 milhões e vaga na Recopa.

Possibilidade de uma final brasileira

Com Fluminense e Atlético-MG em lados opostos do chaveamento, uma final brasileira é uma possibilidade real, algo que não ocorre desde 2008, quando o Internacional venceu o Estudiantes. O Fluminense, vice-campeão em 2009, busca seu primeiro título na competição, apoiado por jogadores como Ganso e Arias. O Atlético-MG, sem conquistas na Sul-Americana, aposta na liderança de Hulk e na tática de Milito para fazer história.

As semifinais, marcadas para 21 a 30 de outubro, definirão os finalistas. Adversários como Lanús, Bolívar e Independiente del Valle exigem cautela, mas os brasileiros contam com elencos experientes e o apoio de suas torcidas. A expectativa é de jogos intensos, com estádios lotados e estratégias bem definidas.

  • Final de 2008: Internacional venceu Estudiantes, última final brasileira.
  • Fluminense: Busca título inédito após vice em 2009.
  • Atlético-MG: Almeja primeira conquista na Sul-Americana.
  • Semifinais: Jogos em outubro com adversários de peso.

Preparação e expectativas para as quartas

Os clubes brasileiros ajustaram suas estratégias para os desafios das quartas. O Fluminense, com Mano Menezes, prioriza a solidez defensiva e a criatividade no meio-campo, enquanto o Lanús deve apostar em contra-ataques rápidos. Já o Atlético-MG, sob o comando de Milito, intensificou treinos para lidar com a altitude de La Paz, com sessões focadas em posse de bola e resistência física.

A torcida brasileira espera atuações de gala de estrelas como Thiago Silva e Hulk, enquanto os técnicos enfrentam a pressão de decisões táticas em jogos eliminatórios. A competição, que começou com 44 clubes, agora vê apenas oito na disputa, com os brasileiros como protagonistas.

  • Fluminense: Solidez defensiva e apoio do Maracanã.
  • Atlético-MG: Preparação física para altitude e força na Arena MRV.
  • Estrelas: Thiago Silva e Hulk como líderes em campo.
  • Expectativa: Jogos intensos com torcidas vibrantes.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

Notícias relacionadas