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Cadillac F1 nomeia Colton Herta como piloto de testes e planeja F2 em 2026

Colton Herta
Foto: Colton Herta - Grindstone Media Group / Shutterstock.com
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Colton Herta, piloto norte-americano de 25 anos, anunciou sua saída da IndyCar para se tornar piloto de testes da Cadillac, nova equipe da Fórmula 1 que estreará em 2026. A mudança, confirmada em 3 de setembro de 2025, marca o fim de sua trajetória de sete anos na Andretti Global, onde conquistou nove vitórias e 16 poles. Sem os pontos necessários para a superlicença da FIA, Herta planeja competir na Fórmula 2 em 2026 para acumular os pontos exigidos e buscar uma vaga na F1 em 2027. A decisão, apoiada pela TWG Motorsports, proprietária da Andretti e da Cadillac, foi destacada como um “grande risco” pelo CEO Dan Towriss no podcast Off Track. A Cadillac já confirmou Valtteri Bottas e Sergio Perez como pilotos titulares para sua estreia. Herta, que testou um carro de F1 pela McLaren em 2022, encara a mudança como um passo crucial para realizar seu sonho de competir na principal categoria do automobilismo mundial.

A transição de Herta para a Fórmula 2 é estratégica. Ele precisa de seis pontos adicionais para atingir os 40 exigidos pela superlicença, após acumular 35 com seus resultados na IndyCar entre 2023 e 2025. A Fórmula 2 oferece mais pontos em posições intermediárias, aumentando suas chances.

  • Razões da mudança: Herta busca experiência em circuitos europeus e adaptação aos pneus da F2, diferentes dos usados na IndyCar.
  • Desafios imediatos: A falta de familiaridade com pistas e a pressão por resultados em uma nova categoria.
  • Apoio da equipe: A Cadillac, com suporte da TWG, vê Herta como peça-chave para sua identidade americana.

Novo capítulo para Herta na Cadillac

A nomeação de Colton Herta como piloto de testes da Cadillac F1 é um marco para o automobilismo norte-americano. A equipe, que estreia em 2026 como a 11ª do grid, busca estabelecer uma identidade forte com um piloto dos Estados Unidos. Graeme Lowdon, chefe da equipe, destacou a velocidade, habilidade e maturidade de Herta, considerando-o ideal para contribuir com perspectivas novas. A decisão de integrar Herta reflete o compromisso da Cadillac em desenvolver talentos locais, especialmente após a escolha de pilotos experientes como Bottas e Perez para liderar o projeto inicial.

Herta já teve contato com a Fórmula 1, tendo testado o MCL35M da McLaren em 2022 no circuito de Portimão, onde completou 466 voltas. Esse teste impressionou Mario Andretti, ícone da F1 e membro do conselho da Cadillac, que o considera um dos principais prospectos para 2027. A experiência prévia em monopostos europeus, como a Euroformula Open em 2015, onde conquistou quatro vitórias, também reforça sua preparação.

  • Histórico na IndyCar: Nove vitórias, incluindo a histórica conquista em 2019 no Circuito das Américas, aos 18 anos, como o mais jovem vencedor da categoria.
  • Teste na F1: 162 milhas percorridas com a McLaren, demonstrando competitividade.
  • Contrato com a Andretti: Assinado até 2027, mas flexibilizado para permitir a mudança.
  • Expectativa da Cadillac: Herta deve trazer energia e insights para a equipe em formação.

Estratégia para a superlicença

A superlicença da FIA, obrigatória para competir na Fórmula 1, exige 40 pontos acumulados em três anos em categorias reconhecidas. Herta terminou 2025 com 35 pontos, oriundos de seus resultados na IndyCar: 1 ponto em 2023 (10º lugar), 30 pontos em 2024 (2º lugar) e 4 pontos em 2025 (7º lugar). Com o ponto de 2023 expirando, ele precisa de seis pontos em 2026. A Fórmula 2 é a escolha lógica, pois oferece até 40 pontos para os três primeiros colocados, e até o oitavo lugar garante pontos suficientes para Herta atingir o objetivo.

Participar de sessões de treinos livres (FP1) na F1 também pode render pontos adicionais, com 1 ponto por cada 100 km pilotados, até um limite de 10 pontos. A Cadillac planeja incluir Herta em pelo menos quatro sessões de FP1, aproveitando corridas sem conflitos com o calendário da F2, como as provas pós-agosto, quando a IndyCar encerra sua temporada.

Riscos e recompensas da Fórmula 2

Competir na Fórmula 2 representa um desafio significativo para Herta. A categoria, conhecida por revelar talentos como Charles Leclerc e George Russell, exige adaptação rápida a circuitos europeus, como Mônaco e Silverstone, e ao comportamento dos pneus Pirelli, distintos dos Firestone usados na IndyCar. Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports, elogiou a coragem de Herta por deixar a zona de conforto da IndyCar, onde era um dos principais nomes, para enfrentar uma categoria competitiva e desconhecida.

Herta reconheceu o risco, mas enfatizou sua determinação em perseguir o sonho da F1. A mudança para a F2 não garante uma vaga na Cadillac em 2027, já que Bottas e Perez têm contratos de dois anos. No entanto, um desempenho sólido pode posicioná-lo como favorito para substituir um dos titulares ou até atrair interesse de outras equipes.

  • Circuitos desafiadores: Herta precisará dominar traçados como Spa-Francorchamps e Baku.
  • Concorrência na F2: Pilotos como Jak Crawford, também americano, já competem na categoria.
  • Adaptação aos pneus: A gestão de pneus Pirelli é crucial para resultados consistentes.
  • Oportunidade no Indy 500: O calendário de 2026 permite que Herta dispute a prova, caso a Andretti inscreva um carro extra.

Impacto no cenário da IndyCar

A saída de Herta da Andretti Global deixa uma lacuna significativa na equipe. Para preenchê-la, a Andretti anunciou Will Power, ex-Team Penske, como substituto no carro #26 para 2026. Power, campeão da IndyCar em 2014 e 2022, traz experiência e competitividade, mas a troca marca o fim de uma era para Herta, que era visto como o futuro da equipe. Sua trajetória na IndyCar incluiu momentos memoráveis, como a pole em Road America em 2019 e a vitória em Nashville em 2024, consolidando-o como um dos pilotos mais promissores dos Estados Unidos.

A decisão de Herta também reflete uma tendência crescente de pilotos americanos buscando a Fórmula 1. Embora a IndyCar ofereça corridas emocionantes e oportunidades nos EUA, a F1 representa o auge do automobilismo global. A presença de Mario Andretti no conselho da Cadillac reforça a conexão entre as categorias, facilitando a transição de Herta.

Futuro promissor na Cadillac

A Cadillac entra na Fórmula 1 com ambição de se estabelecer como uma equipe competitiva. A escolha de Herta como piloto de testes sinaliza um investimento em longo prazo em talentos locais. Enquanto Bottas e Perez trazem experiência, Herta representa a nova geração, com potencial para liderar o projeto americano no futuro. Sua participação na F2 será acompanhada de perto, especialmente por fãs nos EUA, que esperam ver um piloto do país na F1 pela primeira vez desde Alexander Rossi em 2015.

Herta, por sua vez, mantém o foco no presente. Ele planeja usar sua experiência na IndyCar, onde liderou mais de 1.000 voltas, para contribuir com o desenvolvimento do carro da Cadillac. A equipe, com bases nos EUA e no Reino Unido, aposta na combinação de inovação técnica e talento humano para competir com gigantes como Red Bull e Ferrari.

  • Testes na F1: Herta terá acesso ao simulador e a sessões em pista com a Cadillac.
  • Apoio de Mario Andretti: O campeão de 1978 é um defensor de Herta desde o teste na McLaren.
  • Visibilidade nos EUA: A chegada da Cadillac aumenta o interesse pela F1 no mercado americano.
  • Possíveis rivais: Outros pilotos da F2, como Theo Pourchaire, podem competir pelos pontos.
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