Minha Casa, Minha Vida autoriza 5.250 novas unidades habitacionais para 2025Por Bruna
7 min de leitura
![]() |
O Ministério das Cidades anunciou, em 2 de setembro de 2025, a autorização para a contratação de 5.250 novas unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida, na modalidade Entidades, beneficiando mais de 21 mil pessoas em 16 estados e no Distrito Federal. A iniciativa, publicada no Diário Oficial da União, abrange todas as regiões do Brasil, com foco em famílias de baixa renda organizadas por entidades sem fins lucrativos. As moradias, destinadas a quem tem renda bruta mensal de até R$ 2.850, serão construídas em áreas urbanas, seguindo padrões de qualidade e sustentabilidade. O programa reforça o compromisso do governo federal em reduzir o déficit habitacional, oferecendo acesso à casa própria para comunidades vulneráveis.
A modalidade Entidades, que já selecionou 49,4 mil unidades entre 2023 e 2025, prioriza a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida. As novas contratações seguem critérios rigorosos, exigindo conformidade técnica e jurídica.
- Objetivo principal: Garantir moradia digna para famílias de baixa renda.
- Público-alvo: Famílias com renda mensal de até R$ 2.850.
- Abrangência: 16 estados e o Distrito Federal, com 5.250 unidades.
- Recursos: Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) financia as construções.
Distribuição regional das moradias
A alocação das 5.250 unidades habitacionais reflete o esforço do governo em equilibrar o desenvolvimento habitacional em todo o país. A região Sudeste lidera com o maior número de moradias, enquanto o Norte e o Nordeste também recebem atenção significativa. Cada região foi contemplada com base em critérios como déficit habitacional e demanda local, garantindo que as moradias cheguem onde são mais necessárias.
No Sudeste, São Paulo destaca-se com 1.735 unidades, distribuídas em cinco municípios, incluindo a capital, que receberá 529 casas. O Rio de Janeiro também foi contemplado com 700 unidades, divididas entre a capital e Nova Iguaçu. No Espírito Santo, Vila Velha terá 100 moradias, enquanto Lagamar, em Minas Gerais, contará com 33. A região Sul terá 593 unidades, com destaque para o Rio Grande do Sul, que concentra 563 moradias em seis cidades.
O Nordeste receberá 828 unidades, com Pernambuco e Bahia como os principais beneficiados. Recife terá 192 casas, enquanto Tamandaré, também em Pernambuco, receberá 100. Na Bahia, três municípios dividem 150 unidades. No Norte, o Pará lidera com 613 moradias, sendo Barcarena o município com maior número (199). O Distrito Federal terá 130 unidades em Brasília, reforçando a presença do programa em áreas urbanas consolidadas.
- Sudeste: 1.868 unidades, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro.
- Sul: 593 unidades, majoritariamente no Rio Grande do Sul.
- Nordeste: 828 unidades, com foco em Pernambuco e Bahia.
- Norte: 1.031 unidades, lideradas pelo Pará.
- Distrito Federal: 130 unidades em Brasília.
Regras e padrões das novas construções
As novas moradias seguem diretrizes estabelecidas pela Portaria MCid nº 725, de junho de 2023, que determina a construção em áreas urbanas consolidadas ou em expansão. As unidades devem ter acesso a serviços essenciais, como rede elétrica, saneamento, saúde, educação e transporte público. Casas térreas terão, no mínimo, 40 m², enquanto apartamentos ou casas sobrepostas contarão com 41,5 m², incluindo varanda.
A sustentabilidade é um pilar central do programa. As construções incorporam soluções como varandas para melhor iluminação natural, incentivo à instalação de cisternas para captação de água da chuva e exigência de plantio de árvores por unidade habitacional. Essas medidas visam reduzir o impacto ambiental e melhorar o conforto térmico das residências.
O processo de contratação exige que agentes operadores e financeiros cumpram prazos e condições técnicas, institucionais e jurídicas. A Caixa Econômica Federal, responsável pela análise das propostas, adota o modelo de ingresso continuado, conhecido como “balcão”, que agiliza a aprovação conforme a documentação apresentada.

Benefícios para comunidades de baixa renda
A modalidade Entidades do Minha Casa, Minha Vida é voltada para famílias organizadas por entidades privadas sem fins lucrativos, o que garante maior participação comunitária no processo. Essa abordagem fortalece a inclusão social, permitindo que as famílias participem ativamente da escolha e gestão das moradias. Desde 2023, o programa já selecionou 49,4 mil unidades na modalidade, beneficiando cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil.
As novas moradias atenderão comunidades em situação de vulnerabilidade, especialmente em áreas urbanas onde o custo de vida dificulta o acesso à casa própria. Em cidades como São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, as unidades habitacionais serão construídas em locais estratégicos, próximos a serviços públicos, o que facilita a integração dos moradores à infraestrutura urbana.
- Participação comunitária: Entidades sem fins lucrativos organizam as famílias.
- Acessibilidade: Moradias em áreas com serviços essenciais.
- Impacto social: Redução do déficit habitacional em comunidades vulneráveis.
- Sustentabilidade: Construções com foco em eficiência ambiental.
Avanços do programa em 2025
O Minha Casa, Minha Vida tem ampliado sua atuação em 2025, com foco na redução do déficit habitacional. Além das 5.250 unidades anunciadas, o programa já selecionou 382 mil moradias desde 2023, sendo 191 mil na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). A meta é atingir 2 milhões de unidades até 2026, conforme anunciado pelo governo federal.
Em 2025, o programa também incorporou inovações, como a destinação de 72 imóveis da União para a construção de 8 mil moradias na modalidade Entidades. Esses imóveis, localizados em todas as regiões do país, incluem terrenos e edifícios que passarão por retrofit, reduzindo custos e prazos de construção.
O anúncio das novas unidades ocorre em um momento de esforço conjunto entre o Ministério das Cidades e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que liberou os imóveis por meio da Portaria SPU/MGI nº 7.037/2025. A iniciativa reforça a estratégia de democratizar o uso de bens públicos para fins sociais, com prioridade para a habitação de interesse social.
Investimentos e prazos
Os recursos para as novas moradias provêm do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), que garante a execução sem impacto adicional no orçamento federal. O Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) também disponibiliza R$ 14,8 bilhões para contratações, recursos que não podem ser redirecionados para outras finalidades.
As entidades interessadas em participar do programa devem submeter propostas à Caixa Econômica Federal até 28 de agosto de 2026, ou até que as metas regionais sejam atingidas. A análise das propostas segue critérios territoriais, sociais e de projeto, conforme a Lei nº 14.620/2023, priorizando áreas com maior déficit habitacional.
- Financiamento: Fundo de Desenvolvimento Social e Fundo de Arrendamento Residencial.
- Prazo: Propostas até agosto de 2026 ou até atingir metas regionais.
- Critérios: Prioridade para áreas com maior necessidade habitacional.
- Transparência: Análise rigorosa pela Caixa Econômica Federal.
Regiões e municípios beneficiados
A distribuição das 5.250 unidades reflete a diversidade geográfica do Brasil. No Norte, o Pará destaca-se com 613 moradias, sendo Barcarena o município com maior número. No Nordeste, Pernambuco lidera com 292 unidades, seguido pela Bahia com 150. No Sul, o Rio Grande do Sul concentra a maioria das moradias, com destaque para Palmeira das Missões (200 unidades). O Sudeste, com São Paulo e Rio de Janeiro, terá o maior volume de casas, enquanto o Distrito Federal receberá 130 unidades em Brasília.
Essa divisão territorial busca atender tanto grandes centros urbanos quanto cidades menores, garantindo que o programa alcance comunidades em diferentes contextos. A escolha dos municípios considera fatores como densidade populacional, déficit habitacional e acesso a infraestrutura urbana.







