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Mix Vale

Na madrugada de 9 de setembro de 2025, a seleção brasileira enfrentou uma situação inusitada em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde está hospedada para o último jogo das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Torcedores bolivianos soltaram foguetórios em frente ao hotel da equipe, numa tentativa de atrapalhar o descanso dos jogadores antes do confronto contra a Bolívia, às 20h30 (de Brasília), no Estádio Municipal de El Alto. A tática, considerada tradicional por algumas torcidas, ocorreu em dois momentos, por volta de 1h e 3h30, com duração de cerca de dez minutos cada, segundo informações apuradas. A delegação brasileira, já classificada para o Mundial, optou por se hospedar em Santa Cruz, ao nível do mar, para minimizar os efeitos da altitude de 4.150 metros em El Alto, onde a partida será disputada. O jogo é crucial para os bolivianos, que buscam a sexta colocação nas Eliminatórias para garantir uma vaga na repescagem. A estratégia da seleção, liderada por Carlo Ancelotti, inclui chegar ao estádio apenas três horas antes do jogo, visando reduzir o impacto do ar rarefeito.

A escolha de Santa Cruz de La Sierra como base faz parte de um planejamento cuidadoso da comissão técnica. A cidade, localizada a 400 metros acima do nível do mar, oferece condições mais favoráveis para a preparação física dos atletas, diferentemente de El Alto, cuja altitude elevada pode causar fadiga, náuseas e dores de cabeça. O confronto desta terça-feira marca o encerramento da campanha brasileira nas Eliminatórias, com a equipe já garantida no Mundial de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Tática boliviana para desestabilizar

A ação dos torcedores bolivianos não é novidade no futebol sul-americano, mas surpreendeu pela organização. Os foguetórios, que duraram cerca de dez minutos em cada sessão, foram estrategicamente disparados em horários que poderiam interromper o sono dos jogadores. A intenção era clara: tirar a concentração da seleção brasileira, que enfrenta um adversário motivado pela possibilidade de alcançar a repescagem.

  • Primeira sessão: Por volta de 1h (horário de Brasília), com duração de dez minutos.
  • Segunda sessão: Às 3h30, com barulho semelhante, também por dez minutos.
  • Objetivo: Perturbar o descanso da equipe brasileira antes do jogo decisivo.
    A tática, embora antiga, é vista como parte do folclore do futebol, mas pode ter impacto limitado, já que a delegação brasileira está acostumada a lidar com pressões externas. A comissão técnica, ciente do contexto, reforçou a preparação psicológica dos atletas para manter o foco.

A seleção brasileira desembarcou em Santa Cruz de La Sierra na noite de 8 de setembro, recebida com entusiasmo por fãs locais, que pediram fotos e autógrafos. Apesar da recepção calorosa, a madrugada foi marcada pela tentativa de desestabilização. A delegação, que inclui o técnico Carlo Ancelotti, o presidente da CBF, Samir Xaud, e outros dirigentes, seguiu um cronograma rigoroso para otimizar a performance na altitude.

Estratégia contra a altitude

A escolha de permanecer em Santa Cruz de La Sierra até poucas horas antes do jogo reflete uma estratégia científica para minimizar os efeitos da altitude. El Alto, onde a partida será disputada, está a 4.150 metros acima do nível do mar, a maior altitude já enfrentada pela seleção brasileira em jogos oficiais. Estudos indicam que a exposição prolongada a essa altitude pode causar o chamado “mal da montanha”, com sintomas como falta de ar e cansaço extremo.

  • Chegada tardia: A delegação viajará para El Alto apenas três horas antes do jogo.
  • Base ao nível do mar: Santa Cruz, a 400 metros, reduz os impactos físicos.
  • Planejamento científico: Estudos mostram que até seis horas de exposição à altitude minimizam efeitos adversos.
  • Experiência limitada: Ancelotti admitiu não ter experiência em altitudes tão elevadas, confiando na equipe técnica brasileira.
    A estratégia de chegar ao estádio próximo ao horário da partida é respaldada por pesquisas que apontam menor impacto da altitude em exposições curtas. O fisiologista Guilherme Passos destacou que essa abordagem visa proteger os atletas de sintomas que poderiam comprometer o desempenho.

O planejamento também incluiu mudanças na escalação. Ancelotti optou por uma equipe renovada, com nomes como Vitinho, Fabrício Bruno, Alex, Caio Henrique, Andrey Santos, Lucas Paquetá, Luiz Henrique, Richarlison e Samuel Lino. A decisão reflete a necessidade de poupar jogadores desgastados e testar novas opções, já que o Brasil está garantido no Mundial.

Contexto do confronto

O jogo contra a Bolívia é decisivo para os donos da casa, que ocupam a sétima posição nas Eliminatórias com 17 pontos, um a menos que a Venezuela, que enfrenta a Colômbia no mesmo horário. A sexta colocação garante uma vaga na repescagem, tornando o duelo uma verdadeira batalha para os bolivianos. Para o Brasil, já classificado com 28 pontos e na segunda posição, a partida é uma oportunidade de manter o bom desempenho e encerrar a campanha com consistência.

  • Classificação: Brasil é o segundo, com 28 pontos; Bolívia, sétima, com 17.
  • Objetivo boliviano: Superar a Venezuela para alcançar a repescagem.
  • Histórico: O Brasil nunca jogou em altitude tão elevada em Eliminatórias.
  • Escalação renovada: Ancelotti fará até nove mudanças no time titular.
    A Bolívia, embora em desvantagem na tabela, conta com a vantagem da altitude, que historicamente dificulta o desempenho de equipes visitantes. O Estádio Municipal de El Alto, palco do confronto, é conhecido por desafiar até os times mais preparados.

Preparação da seleção brasileira

A seleção brasileira finalizou sua preparação na Granja Comary, em Teresópolis, antes de viajar para a Bolívia. O treino de 8 de setembro foi marcado por ajustes táticos e testes na escalação, com Ancelotti avaliando o desgaste físico dos jogadores após a vitória por 3 a 0 contra o Chile, no Maracanã. A partida contra os chilenos, com gols de Estêvão, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães, mostrou a força ofensiva do Brasil, mas o técnico optou por alterações para enfrentar as condições únicas de El Alto.
O desembarque em Santa Cruz de La Sierra foi tranquilo, com a delegação recebida por torcedores bolivianos que demonstraram admiração pela seleção. Jogadores como Marquinhos e Bruno Guimarães interagiram com os fãs, distribuindo autógrafos. A CBF destacou o gesto de gratidão da equipe aos funcionários da Granja Comary, que ofereceram suporte durante a preparação.

Reações e expectativas

A tática dos foguetórios gerou comentários entre torcedores e analistas, mas a seleção brasileira mantém o foco no jogo. Ancelotti, em entrevista coletiva, enfatizou a importância de adaptar a estratégia às condições adversas, confiando na experiência da comissão técnica brasileira em jogos na altitude. A Bolívia, por sua vez, aposta no apoio da torcida e no ambiente hostil de El Alto para buscar a vitória.

  • Reação da equipe: Jogadores foram orientados a ignorar provocações externas.
  • Foco da comissão: Minimizar os efeitos físicos e manter a concentração.
  • Expectativa boliviana: Torcida local vê o jogo como chance de reviravolta na tabela.
  • Histórico de provocações: Foguetórios são comuns em confrontos sul-americanos.
    A partida promete ser um teste não apenas técnico, mas também mental, com a seleção brasileira enfrentando um adversário motivado e um ambiente desafiador. A preparação detalhada e a escalação renovada mostram a intenção de Ancelotti de fechar as Eliminatórias com um resultado positivo.

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