Comissão da Câmara aprova proibição do horário de verão com exceções

Relógio conceito de horário de verão

Relógio conceito de horário de verão - Foto: Daniel Tamas Mehes/istock

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou, em 29 de setembro de 2025, um projeto de lei que proíbe a adoção do horário de verão em todo o Brasil. A medida, que formaliza o fim de uma prática suspensa desde 2019, permite exceções em casos de crise energética. O substitutivo, relatado pelo deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), unifica o Projeto de Lei 397/07 e outros nove projetos relacionados. A proposta agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O texto altera decretos que regulamentam a hora legal no país, incorporando a proibição do horário de verão. A justificativa inclui estudos que apontam impactos negativos na saúde e ausência de economia energética significativa. A proposta prevê critérios regionais para eventuais autorizações excepcionais.

  • Impactos à saúde citados no projeto incluem sonolência, insônia e aumento de arritmias.
  • Estudos do Ministério de Minas e Energia indicam baixa economia de energia.
  • Exceções serão permitidas apenas em situações de crise ou necessidade elétrica.

Motivos da proibição

O relator Otto Alencar Filho destacou que mudanças no horário afetam a saúde, causando sonolência diurna, insônia noturna e até arritmias cardíacas. Um estudo americano mencionado no relatório mostrou aumento de internações por fibrilação atrial após alterações de horário.

Além disso, análises do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que o horário de verão não gera economia significativa de energia.

Exceções previstas

O projeto permite a adoção do horário de verão em situações excepcionais, como crises energéticas. A medida visa evitar sobrecarga na rede elétrica e garantir o abastecimento.

Decisões sobre essas exceções serão baseadas em critérios regionais.

O substitutivo unifica propostas apresentadas desde 2007, reforçando a tendência de abandonar a prática.

Impactos na saúde

Estudos apontam que a mudança de horário prejudica o sono e o bem-estar. A sonolência diurna e a insônia são queixas comuns relatadas por trabalhadores e estudantes.

Pesquisas médicas, como a citada pelo relator, associam alterações de horário a problemas cardiovasculares.

Casos de cansaço e irritabilidade também são frequentes após a mudança de horário.

A proibição busca reduzir esses efeitos negativos na população.

Tramitação legislativa

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, seguirá para o Senado Federal.

O projeto precisa de aval nas duas Casas para se tornar lei.

A tramitação reflete debates antigos sobre a utilidade do horário de verão no Brasil.

Histórico do horário de verão

O horário de verão foi adotado no Brasil entre 1931 e 2019, com interrupções. A prática, suspensa desde 2019, era aplicada entre outubro e fevereiro em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Estudos recentes questionaram sua eficácia na economia de energia, levando à sua suspensão e à proposta de proibição definitiva.

Próximos passos

O projeto agora depende da análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação em caráter conclusivo dispensa votação em plenário, salvo recurso. Após aprovação na Câmara, o texto seguirá para o Senado.

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