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Petrobras anuncia redução de R$ 0,14 no preço da gasolina para distribuidoras a partir de 21 de outubro

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Foto: Logo da Petrobras em sede no Rio de Janeiro
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A Petrobras iniciou nesta terça-feira, 21 de outubro de 2025, uma redução de 4,9% no preço médio da gasolina tipo A vendida às distribuidoras em todo o país. O ajuste, equivalente a R$ 0,14 por litro, baixa o valor de R$ 2,85 para R$ 2,71 por litro nas refinarias. A medida reflete a queda recente nas cotações internacionais do petróleo e corrige uma defasagem acumulada em relação ao mercado externo.

Essa é a segunda diminuição promovida pela estatal em 2025, após o corte de R$ 0,17 ocorrido em junho. No acumulado do ano, os preços caíram R$ 0,31 por litro, representando 10,3% de redução total. O diesel e o gás de cozinha mantêm valores estáveis por enquanto.

A decisão ocorre em meio a pressões do governo federal e parlamentares por alinhamento aos preços globais. A estatal monitora diariamente o câmbio e as variações de commodities para evitar repasses desnecessários ao consumidor final.

Ajustes anteriores e acumulados

Desde dezembro de 2022, a Petrobras registrou queda de R$ 0,36 por litro na gasolina para distribuidoras. Essa redução, ajustada pela inflação do período, equivale a 22,4% em termos reais.

No diesel, três cortes foram aplicados desde março de 2025, totalizando 35,9% de baixa real desde o fim de 2022. Esses movimentos visam equilibrar a política de preços com a estabilidade econômica interna.

A estatal publica dados detalhados sobre a composição dos preços em seu site, incluindo impostos, custos e margens, para maior transparência no setor.

Fatores que influenciam o valor final

O preço nas bombas depende de vários elementos além do custo da Petrobras. Tributos federais e estaduais representam cerca de 40% do valor ao consumidor, variando por região.

Margens de distribuição e revenda, além de custos logísticos, adicionam camadas ao preço. Na semana passada, o preço médio da gasolina comum no Brasil foi de R$ 6,22 por litro, segundo a Agência Nacional do Petróleo.

  • Etanol anidro: Misturado em 27% à gasolina, seu custo afeta o preço final.
  • ICMS estadual: Varia de 25% a 30%, com alíquotas fixas em alguns estados.
  • Custos de transporte: Impactam mais regiões distantes das refinarias.

O repasse da redução pode ocorrer em dias ou semanas, dependendo da estratégia das distribuidoras.

Movimentações no mercado de petróleo

As cotações do barril de petróleo Brent caíram para US$ 61,05 na abertura desta segunda-feira. Esse recuo segue semanas de volatilidade causada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e sinais de desaceleração econômica global.

A Agência Internacional de Energia projeta superávit de 2,3 milhões de barris por dia em 2026. A oferta mundial deve crescer 3 milhões de barris diários em 2025, enquanto a demanda avança apenas 0,7 milhão.

Estes fatores pressionam os preços para baixo, beneficiando importadores como o Brasil. A estatal ajustou sua paridade para eliminar um prêmio de 8% que vigorava anteriormente.

No acumulado de 2025, a queda no petróleo já acumula 17%, influenciando reajustes em refinarias privadas como a de Mataripe, que cortou 1,2% na semana passada.

Efeitos na inflação e no IPCA

O grupo de combustíveis registrou alta de 0,87% em setembro no IPCA, com gasolina subindo 0,75%. O índice geral ficou em 5,17% nos últimos 12 meses, acima da meta de 4,5%.

Economistas preveem que o corte reduza o IPCA em 0,1 ponto percentual até o fim do ano. Uma instituição financeira ajustou sua estimativa de 4,5% para 4,4% em 2025 com o reajuste.

A gasolina tem peso de cerca de 5% no IPCA, tornando-a relevante para o controle inflacionário. O etanol, com alta de 2,25% em setembro, também contribui para a variação mensal.

Outros analistas veem espaço para mais revisões baixistas em alimentos e energia. Esses ajustes ajudam a manter a inflação dentro da meta perseguida pelo Banco Central.

Comparação regional dos preços

Variações por estado no Brasil

O Amazonas lidera com gasolina a R$ 7,02 por litro em setembro. Regiões Norte e Nordeste enfrentam custos logísticos elevados, elevando o preço médio.

No Sudeste, o valor fica em torno de R$ 6,00, beneficiado por proximidade de refinarias. O etanol atinge R$ 5,49 no Amazonas, acima da média nacional de R$ 4,20.

Essas diferenças refletem alíquotas de ICMS e distâncias. A redução da Petrobras pode uniformizar ligeiramente os valores em áreas urbanas.

Dados da ANP mostram que 70% dos postos repassaram integralmente o último corte em junho.

Expectativas para os próximos meses

A Petrobras planeja monitorar o mercado para possíveis ajustes adicionais. Com oferta global em alta, novas quedas no petróleo são prováveis até o fim de 2025.

O etanol ganha espaço em estados como São Paulo, onde é 20% mais vantajoso que a gasolina. Transição para veículos flex impulsiona o consumo do biocombustível.

Investimentos em refino, anunciados recentemente, visam aumentar a produção interna. Isso reduz dependência de importações e estabiliza preços a longo prazo.

A estatal realizou quatro reajustes no querosene de aviação em 2025, com queda acumulada de 3,9%.

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