Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge periélio e permite observação online em tempo real

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Terra, Lua e cometa

Terra, Lua e cometa - buradaki/ iStock

Cometa interestelar 3I/ATLAS atinge periélio e segue trajetória hiperbólica no Sistema Solar. O objeto, detectado em julho de 2025 pelo projeto ATLAS no Chile, move-se a cerca de 210 mil km/h. Ele representa o terceiro corpo interestelar conhecido, após 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov.

Astrônomos acompanham o cometa por meio de telescópios terrestres e sondas espaciais. A passagem ocorre sem risco à Terra, com distância mínima de 270 milhões de km em 19 de dezembro. Plataformas online permitem visualização em tempo real.

  • Velocidade: 210 mil km/h;
  • Distância da Terra: quase 700 vezes a média Terra-Lua;
  • Saída do Sistema Solar: prevista para janeiro de 2026.

Detecção e características orbitais

O cometa 3I/ATLAS foi identificado em julho de 2025. Sua órbita hiperbólica confirma origem fora do Sistema Solar.

Cálculos da Nasa indicam periélio recente. O objeto inicia retorno ao espaço interestelar.

Imagens captadas por sondas

Sonda chinesa Tianwen-1 registrou detalhes da coma do cometa. As fotos mostram nuvem de poeira e gás ao redor do núcleo.

Missões europeias Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter obtiveram imagens adicionais. Elas destacam anticauda, fenômeno óptico raro.

Esses registros marcam a primeira captura de corpo interestelar por sondas em Marte. O brilho do cometa é 10 mil a 100 mil vezes mais fraco que alvos marcianos usuais.

Plataformas para acompanhamento online

Sites atualizam posição do 3I/ATLAS em tempo real. The Sky Live informa constelação atual e distância da Terra.

3IAtlasLive oferece mapas 2D interativos com dados do sistema Horizons. Eyes on the Solar System, da Nasa, simula trajetória em 3D.

Canais no YouTube transmitem visualizações baseadas em informações do JPL e Minor Planet Center. Essas ferramentas usam dados oficiais para precisão.

Composição e relevância científica

O cometa preserva materiais de formação de outros sistemas estelares. Análises ajudam a compreender condições do Universo primitivo.

Estudos focam em composição química do núcleo e coma. Dados contribuem para modelos de formação planetária externa ao Sol.

A passagem não ativa protocolos de defesa planetária. Trajetória mapeada exclui riscos de colisão.

Observação e dados acessíveis

Telescópios amadores captam o cometa com equipamentos adequados. Brilho requer instrumentos para visibilidade.

Plataformas gratuitas facilitam acesso a simulações. Usuários visualizam deslocamento em relação a planetas.

Informações do Minor Planet Center atualizam efemérides diariamente. Isso permite rastreio preciso por pesquisadores e entusiastas.

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