O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de segunda-feira, 10 de novembro de 2025, um projeto de lei que encerra a paralisação dos serviços federais, conhecida como shutdown, iniciada em 1º de outubro. A votação, por 60 a 40, reuniu a maioria republicana com oito democratas dissidentes, superando impasse sobre financiamentos. O acordo restaura operações governamentais até 30 de janeiro de 2026, aliviando impactos em milhões de funcionários e agências.
Essa medida bipartidária evita prorrogações indefinidas e prioriza a continuidade de serviços essenciais, embora omita extensões imediatas a subsídios de saúde. O texto agora avança para a Câmara dos Representantes, onde deve ser votado até quarta-feira, 12 de novembro. President Donald Trump endossou o pacote, chamando-o de vitória para a estabilidade econômica.
Detalhes do acordo bipartidário
O projeto suspende cortes em agências federais e reverte demissões de milhares de servidores públicos afetados pela paralisação.
Ele garante pagamento retroativo a 1,4 milhão de funcionários em licença não remunerada ou trabalhando sem salário.
Financiamento para o Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) fica assegurado por um ano, beneficiando 42 milhões de americanos de baixa renda.
Histórico da paralisação
A atual shutdown superou o recorde anterior de 35 dias, de 2018-2019, durante o primeiro mandato de Trump.
Ela começou após falha em aprovar orçamento anual, com disputas sobre subsídios da Lei de Cuidados Acessíveis (ACA).
Pesquisas de outubro indicam que 50% dos americanos culpam republicanos, enquanto 43% apontam democratas pela crise.
Impactos incluíram atrasos em voos da FAA e interrupções em inspeções de alimentos pela FDA.
Posição republicana no pacote
Líderes republicanos, como o senador John Thune, defenderam o texto como medida fiscal responsável.
O acordo evita aumento imediato da dívida pública e foca em eficiência governamental.
Thune prometeu votação em dezembro sobre ampliação de subsídios da ACA, sem garantias de aprovação.
Ele destacou que a paralisação custou US$ 15 bilhões semanais em perdas de PIB, segundo estimativas do Congressional Budget Office.
Reações no Partido Democrata
Oito senadores democratas cruzaram o aisle para apoiar o projeto, enfrentando críticas internas.
O líder minoritário Chuck Schumer e o senador Dick Durbin expressaram frustração pela falta de concessões em saúde.
- Durbin afirmou que o shutdown representava chance para políticas melhores, mas não rendeu avanços.
- Governador Gavin Newsom, da Califórnia, chamou o acordo de “patético” por ignorar milhões de beneficiários da ACA.
- Progressistas no Congresso pedem renúncia de Schumer, alegando traição a promessas eleitorais.
Essas divisões podem influenciar primárias para as eleições de meio de mandato em 2026.
Caminho na Câmara dos Representantes
O presidente da Câmara, Mike Johnson, convocou deputados a retornarem imediatamente para votação.
Johnson descreveu o shutdown como “causado pelos democratas” e defendeu o pacote como resultado sensato.
A sessão deve ocorrer entre terça e quarta-feira, com expectativa de aprovação rápida.
Se sancionado por Trump, o governo reabre em horas, restaurando serviços como parques nacionais e processamento de vistos.
Medidas para funcionários federais
Funcionários afetados recebem garantias de pagamento retroativo assim que o projeto virar lei.
A paralisação forçou 800 mil trabalhadores a pausas não pagas, com impactos em famílias e economias locais.
Agências como Departamento de Justiça mantiveram operações mínimas, mas tribunais enfrentaram atrasos em litígios civis.
O texto inclui indenização de até US$ 500 mil para senadores cujos registros telefônicos foram vasculhados sem notificação.
Programas sociais protegidos
O SNAP, vital para famílias vulneráveis, ganha extensão até setembro de 2026, evitando cortes em benefícios.
Isso cobre distribuição de alimentos para 42 milhões, prevenindo fome em período de festas de fim de ano.
Outros programas, como WIC para mães e crianças, usam reservas de anos anteriores para continuidade.
Estimativas indicam que sem o acordo, 10 milhões perderiam acesso a refeições escolares subsidiadas.
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