Especialista revela se drenagem linfática acaba com celulite e aponta tratamentos eficazes
A dermatologista Daniela Sammour, da Clínica Sammour em São Paulo, analisou a eficácia da drenagem linfática contra a celulite em entrevista recente. O procedimento, popular em clínicas de estética, reduz o inchaço temporariamente, mas não resolve a condição de forma isolada. A celulite, conhecida como lipodistrofia ginoide, afeta principalmente mulheres devido a fatores hormonais e estruturais na pele. Sammour destacou que resultados duradouros exigem abordagens combinadas, baseadas em evidências de estudos recentes sobre remodelação tecidual.
A técnica de drenagem atua no sistema linfático, promovendo a eliminação de líquidos retidos. No entanto, para graus avançados de celulite, ela serve apenas como complemento. Protocolos integrados, como os testados em ensaios clínicos com 47 pacientes, mostram melhorias de até 70% na textura da pele quando associados a biostimulação.
- Principais causas incluem acúmulo de gordura subcutânea e septos fibrosos.
- Hormônios como estrogênio agravam o quadro em fases como puberdade e gravidez.
- Estilo de vida sedentário acelera a progressão, segundo dados de pesquisas em dermatologia.
Origens da celulite no tecido subcutâneo
Alterações no tecido adiposo geram irregularidades visíveis na pele. Sammour explica que o acúmulo de gordura nas células adiposas cria protuberâncias, enquanto a retenção hídrica agrava o inchaço. Formações fibrosas puxam a derme para baixo, resultando no padrão de casca de laranja.
Estudos de 2025, como o da técnica Goldincision, confirmam que intervenções profundas reduzem esses septos em até 60% dos casos. Fatores genéticos contribuem, mas hábitos diários influenciam a intensidade.

Limitações da drenagem linfática isolada
A drenagem melhora a circulação em sessões de 50 minutos, aliviando edemas leves. Ela ativa o fluxo linfático, mas ignora fibroses profundas.
Pesquisas recentes indicam que, sem associações, os efeitos duram apenas dias. Para celulite grau 1, sessões semanais bastam; em graus 3 e 4, resultados são mínimos.
Pacientes relatam redução de 20% no inchaço inicial, mas recidiva sem manutenção.
Protocolos combinados para resultados duradouros
Associações de descolamento de septos com bioestimuladores de colágeno transformam o tratamento. Esses injetáveis, como Sculptra, estimulam produção natural de fibras, firmando a pele em 3 a 6 meses.
Ensaios clínicos de 2025 mostram 80% de satisfação em protocolos com radiofrequência. A técnica Goldincision, por exemplo, combina subcisão e PMMA para graus avançados.
- Bioestimuladores atuam em camadas profundas, melhorando elasticidade.
- Subcisão libera aderências fibrosas sem cirurgia invasiva.
- Sessões variam de 4 a 8, com intervalos de 30 dias.
Tecnologias modernas no combate à flacidez associada
O Unyque Pro integra ultrassom multifocal, radiofrequência e crioterapia em uma plataforma. Para celulite graus 1 e 2, ele otimiza circulação; em graus 3 e 4, coadjuva remodelação.
A endermologia por turbina axial, presente no equipamento, mobiliza tecidos sem dor. Resultados incluem redução de 40% na gordura localizada após 6 sessões.
Estudos de 2025 validam sua segurança em 95% dos casos, com estímulo de colágeno via Cryo RF MAX.
Tratamentos como carboxiterapia associada à drenagem melhoram oxigenação em 50%, segundo revisões científicas. Ondas de choque, em aparelhos como Indermopress, geram cavitação para fibrose.
Fatores de prevenção integrados ao dia a dia
Alimentação rica em fibras e potássio reduz retenção em 30%, conforme orientações dermatológicas. Exercícios aeróbicos queimam gordura subcutânea semanalmente.
Hidratação de 2 litros diários potencializa efeitos de qualquer protocolo. Evitar tabagismo preserva microcirculação.
- Dieta baixa em sódio equilibra líquidos corporais.
- Atividades como caminhada de 40 minutos diários combatem sedentarismo.
- Suplementos como chá verde auxiliam detox, mas sem exageros.
Avanços em bioestimulação para texturas irregulares
Bioestimuladores injetáveis preenchem depressões em graus iniciais, ativando fibroblastos. Partículas como PMMA reestruturam tecido em 11 semanas, com redução de 11% no aspecto irregular.
Aplicações em glúteos e coxas mostram uniformidade em 70% das pacientes. Contraindicados para gestantes, demandam avaliação prévia.
Resultados variam por idade, mas jovens veem melhoras em 2 meses.
Manutenção pós-tratamento com hábitos simples
Sessões de manutenção a cada 3 meses sustentam ganhos. Monitoramento hormonal evita recidivas em usuárias de anticoncepcionais.
Integração de radiofrequência mensal reforça colágeno. Pacientes com lipedema, forma grave, precisam de abordagem multidisciplinar.

















