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Pesquisadores de Stanford desenvolvem tratamento para regenerar articulações e combater a osteoartrite

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Foto: articulação - TripleP Studio/SHutterstock.com
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Pesquisadores da Stanford Medicine desenvolveram um tratamento que bloqueia uma proteína associada ao envelhecimento e conseguiu restaurar cartilagem articular perdida em camundongos idosos, além de impedir o avanço da osteoartrite após lesões nas articulações. O estudo, publicado na revista Science, abre caminho para alternativas à reposição total de articulações, que hoje é a principal solução para casos graves.

A cartilagem articular, que atua como amortecedor nas juntas, se deteriora naturalmente com a idade, traumas ou doenças como a osteoartrite. Até agora, os tratamentos disponíveis se limitavam ao controle da dor ou à cirurgia de substituição da articulação, sem restaurar o tecido original de forma eficaz.

Bloqueio de proteína ligada ao envelhecimento

O alvo principal do novo tratamento é a enzima 15-hidroxiprostaglandina desidrogenase (15-PGDH), cuja expressão aumenta com o envelhecimento. Ao inibir essa proteína com um inibidor molecular pequeno (PGDHi), os pesquisadores observaram regeneração significativa da cartilagem em camundongos idosos.

Os testes incluíram injeções tanto sistêmicas (no abdômen) quanto locais (direto na articulação). Em ambos os casos, a cartilagem, que havia afinado com a idade, engrossou novamente, produzindo tecido hialino funcional — o tipo de cartilagem articular de melhor qualidade, e não o fibrocartilagem menos eficiente.

Resultados promissores em lesões e tecido humano

Além da regeneração em animais envelhecidos, o tratamento preveniu o desenvolvimento de osteoartrite após lesões semelhantes a rupturas de ligamento cruzado anterior (LCA), comuns em atletas e pessoas ativas. Os camundongos tratados mantiveram melhor função articular e menor dor.

Os cientistas também testaram o inibidor em amostras de tecido humano obtidas de cirurgias de substituição de joelho. Após uma semana de exposição, o tecido começou a gerar nova cartilagem funcional, reduzindo sinais de degradação. Isso sugere potencial de tradução para humanos.

O que muda para pacientes e sistema de saúde

A osteoartrite afeta cerca de um em cada cinco adultos nos Estados Unidos e gera custos estimados em US$ 65 bilhões anuais apenas em cuidados diretos de saúde. Um tratamento que restaura a cartilagem poderia reduzir drasticamente a necessidade de próteses e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas com dor crônica nas articulações.

Diferente de abordagens anteriores que buscavam células-tronco, este método reprograma os condrócitos (células da cartilagem) já existentes. Uma versão oral do mesmo inibidor já está em testes clínicos para fraqueza muscular relacionada à idade, o que acelera a perspectiva de aplicações futuras.

Próximos passos da pesquisa

Liderado pela instrutora de cirurgia ortopédica Mamta Singla e pelo ex-pós-doutorando Yu Xin (Will) Wang, com autoras sêniores Helen M. Blau e Nidhi Bhutani, a pesquisa representa avanço no entendimento de reguladores do envelhecimento. Os autores destacam a surpresa com o grau de regeneração observado em animais idosos.

Embora ainda experimental, o estudo indica que intervir diretamente na via do envelhecimento pode rejuvenescer tecidos que o corpo humano perde a capacidade de reparar naturalmente.

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