Governo eleva teto do Minha Casa Minha Vida para R$ 275 mil e impulsiona vendas de construtoras popularesPor Janderson
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Governo federal aprovou o aumento do teto de preço dos imóveis no programa Minha Casa Minha Vida para até R$ 275 mil, visando famílias de baixa renda em áreas urbanas. A decisão do Conselho Curador do FGTS ocorreu em 11 de novembro de 2025, em Brasília, e beneficia 263 municípios com reajustes de 6% em média. A medida responde ao crescimento dos custos na construção civil e deve elevar as contratações para 660 mil unidades em 2025.
As faixas 1 e 2, para rendas de até R$ 4,7 mil mensais, ganham com subsídios adicionais que reduzem o valor de entrada. Empresas do setor, como Tenda e Direcional, registraram alta nas ações na B3 logo após o anúncio. O orçamento do FGTS para habitação popular chega a R$ 160,2 bilhões em 2026, um avanço de 5,4% sobre 2025.
- Beneficiários principais: famílias com renda até R$ 2,8 mil na faixa 1 e até R$ 4,7 mil na faixa 2.
- Ajustes por porte: capitais acima de 750 mil habitantes passam de R$ 264 mil para R$ 275 mil.
- Impacto regional: maior ganho no Norte, com subsídios extras de R$ 1 mil a R$ 19 mil.
Reajustes por tamanho de município
Em metrópoles com mais de 750 mil habitantes, o limite sobe de R$ 264 mil para R$ 275 mil, permitindo financiamento de unidades maiores. Cidades médias, entre 300 mil e 750 mil residentes, veem o teto ir de R$ 250 mil para R$ 270 mil. Esses valores refletem a inflação nos materiais de construção, que acumula 5% no INCC até outubro de 2025.
Para municípios menores, de 100 mil a 300 mil habitantes, o reajuste vai de R$ 230 mil para R$ 245 mil, facilitando projetos em capitais regionais como Manaus. A alteração abrange 92% das cidades brasileiras, segundo dados do Ministério das Cidades, e deve atrair mais incorporadoras para áreas interioranas.
O foco inicial recai sobre as faixas de menor renda, onde o programa já contratou 357 mil unidades em 2025, ou 29% do total.

Benefícios para construtoras do setor
Tenda se destaca com 85% das vendas nas faixas 1 e 2, ganhando subsídios de R$ 2 mil a R$ 9 mil por unidade. As ações da empresa subiram 4,8% na B3 em 12 de novembro, refletindo otimismo dos analistas. Plano & Plano, com 70% de operações nessas faixas, espera aceleração em lançamentos urbanos.
Direcional foca no Norte, onde 15% de suas atividades ocorrem em Manaus, e vê redução de 22% no valor médio de entrada. MRV também registra ganhos, com presença forte na região amazônica e valorização de 23% nas ações acumulada no ano. Essas empresas preveem margens estáveis graças ao maior acesso ao crédito.
O reajuste reforça o compromisso com 3 milhões de unidades contratadas até o fim do mandato, superando a meta inicial de 2 milhões.
Detalhes dos subsídios ampliados
Subsídios extras variam por região e renda, com foco em reduzir barreiras iniciais para compra. Na faixa 1, famílias recebem até 95% de desconto no imóvel, agora viável para valores mais altos. A faixa 2 ganha até R$ 55 mil em apoio, além de juros de 4% a 8,16% ao ano, os menores do mercado.
No Norte e Nordeste, taxas caem para 4% em rendas até R$ 2 mil, contra 4,25% anteriores. Esses incentivos devem impulsionar 200 mil contratações na faixa 1 em 2025. O governo estima que o pacote compense a alta de 15% nos lançamentos do segmento popular no primeiro semestre.
Para a faixa 3, atualizações estão previstas para 2026, com tetos de até R$ 350 mil e sem subsídios diretos, mas com prazos estendidos.
Orçamento do FGTS em foco
O FGTS destina R$ 144,5 bilhões para habitação em 2026, dos quais R$ 125 bilhões vão para o popular. Saneamento e infraestrutura urbana recebem R$ 8 bilhões cada, equilibrando prioridades. Essa alocação representa 5,5% de aumento no orçamento habitacional desde 2023.
R$ 12,5 bilhões ficam reservados para descontos em subsídios, atendendo demandas de baixa renda. O fundo administra depósitos de trabalhadores e já contratou mais de 500 mil unidades até outubro de 2025. A expansão gradativa visa interiorizar investimentos, com limites de R$ 210 mil a R$ 230 mil em cidades até 100 mil habitantes.
Esses recursos liberam R$ 111 bilhões em crédito até 2027, via novo modelo do SFH com custo total de 12% ao ano.
Expansão regional e contratações
Regiões Norte e Nordeste lideram ganhos, com tetos de R$ 220 mil para R$ 235 mil em capitais médias. Isso deve elevar contratações em 13%, segundo projeções do setor. Em 2025, o programa já superou 698 mil unidades em 2024, com ritmo acelerado.
O Ministério das Cidades planeja parcerias com estados para complementar subsídios, reduzindo entradas em até 20%. Construtoras como Cury e MRV expandem estoques em áreas metropolitanas. O déficit habitacional, de 6 milhões de moradias, pressiona por mais oferta.
Alterações nas faixas de renda
Faixas foram reajustadas: faixa 1 até R$ 2,85 mil, com subsídio de 95%; faixa 2 até R$ 4,7 mil, com até R$ 55 mil de apoio. Faixa 3 vai a R$ 8,6 mil, sem subsídio mas com juros baixos. A nova faixa 4, para até R$ 12 mil, usa recursos do pré-sal e começa em maio de 2025.
Essas mudanças beneficiam 100 mil famílias adicionais, ampliando o público para classe média baixa. Autônomos comprovam renda via Caixa, com simulações online disponíveis. O programa permite amortizações com FGTS, reduzindo prestações em 30%.







