Minha Casa Minha Vida eleva teto de imóveis para R$ 275 mil nas faixas 1 e 2 em grandes cidadesPor Bruna
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O Conselho Curador do FGTS aprovou aumento no valor máximo dos imóveis para as faixas 1 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida. A medida entrou em vigor após decisão tomada no dia 11 de novembro de 2025. O ajuste permite que famílias com renda bruta mensal de até R$ 4.700 adquiram imóveis mais caros em diferentes regiões do país.
As mudanças atingem diretamente os limites de preço dos imóveis financiados com subsídios e taxas reduzidas. O programa continua utilizando recursos do FGTS e mantém as condições especiais de juros abaixo do mercado comum.
Novos tetos por tamanho de município
As alterações variam conforme a população das cidades. Nas localidades com mais de 750 mil habitantes, o limite passou de R$ 264 mil para R$ 275 mil.
Em municípios entre 300 mil e 750 mil habitantes, o teto subiu de R$ 250 mil para R$ 270 mil. Já nas cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes, o valor máximo aumentou de R$ 230 mil para R$ 245 mil.
Esses ajustes ampliam as opções de imóveis disponíveis para as famílias de menor renda.

Quem pode participar do programa
Famílias com renda bruta mensal de até R$ 12 mil permanecem elegíveis ao financiamento com condições especiais. Não existe inscrição prévia ou lista de espera no Minha Casa Minha Vida.
O interessado deve escolher o imóvel dentro dos novos limites e procurar uma instituição financeira credenciada. A aprovação depende exclusivamente da análise de crédito realizada pelo banco.
Qualquer instituição habilitada pode operar o financiamento, não sendo obrigatório utilizar apenas a Caixa Econômica Federal.
Uso do FGTS no financiamento
Trabalhadores com saldo no FGTS podem utilizá-lo para reduzir o valor da entrada. A modalidade FGTS Futuro também permanece disponível.
Nessa opção, os depósitos futuros feitos pelo empregador são direcionados diretamente ao pagamento das parcelas. O recurso ajuda a diminuir o comprometimento mensal da renda familiar.
Taxas de juros mantidas
As taxas de juros continuam diferenciadas por faixa de renda e região do país. Para as faixas 1 e 2, os percentuais ficam entre 4% e 7% ao ano, dependendo da renda familiar e da localização do imóvel.
Na faixa 3, com renda entre R$ 4.700 e R$ 12 mil, as taxas variam de 7,66% a 8,16% ao ano. Todos os valores permanecem abaixo das linhas tradicionais de financiamento imobiliário.
Outros limites do programa
Para a faixa 3, o teto máximo de imóvel continua em R$ 350 mil em todo o território nacional. Famílias com renda até R$ 12 mil também podem acessar o programa Classe Média, com limite de R$ 500 mil para o valor do imóvel.
Essas condições valem para financiamentos contratados a partir da publicação da nova resolução.
O programa mantém a exigência de que o beneficiário não possua outro imóvel nem financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação. A medida busca atender mais famílias nas faixas de menor renda com imóveis de valor atualizado ao mercado atual.
- Aumento principal atinge cidades acima de 750 mil habitantes
- Tetos também sobem em municípios médios
- Faixa 3 mantém limite nacional de R$ 350 mil
- FGTS Futuro segue disponível para abater parcelas







