Novo Honda WR-V vende 1.342 unidades em novembro e supera City hatch e sedã no Brasil

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WR-V EXL - Foto: WR-V EXL - Foto: Divulgação

A Honda lançou o novo WR-V em outubro de 2025, com pré-venda que atraiu mais de duas mil unidades reservadas. As primeiras entregas ocorreram em novembro, no Brasil, marcando o retorno do SUV compacto após três anos fora de linha. O modelo, produzido em Itirapina (SP), posiciona-se entre o City e o HR-V no portfólio da marca.

Em novembro de 2025, o WR-V emplacou 1.342 unidades, segundo dados da Fenabrave. Esse número superou o City hatch, com 1.269 registros, e o City sedã, com 1.292. A demanda inicial reflete o interesse por um SUV acessível em um mercado onde esses veículos representam 53% das vendas.

A produção acelerada na fábrica de Sumaré (SP) priorizou o modelo para atender a fila de espera. Consumidores em São Paulo e Rio de Janeiro relataram prazos de até dois meses para entrega.

  • Versão EX: R$ 144.990, com itens básicos como seis airbags e multimídia.
  • Versão EXL: R$ 149.990, adicionando rack de teto e carregador por indução.
  • Garantia de seis anos para todas as configurações.

Demanda inicial impulsiona produção

A pré-venda do WR-V começou em 17 de outubro de 2025, com entregas a partir de 12 de novembro. Em apenas cinco dias, o SUV atingiu mil unidades vendidas, média de 200 por dia. Esse ritmo forçou a Honda a operar com capacidade total na linha de montagem.

Lojas em capitais como São Paulo e Belo Horizonte registraram estoques zerados para a versão topo de linha. A EXL, com preço de R$ 149.990, esgotou rapidamente, operando agora por encomendas. Revendas consultadas indicam que o abastecimento completo ocorrerá no início de 2026.

O investimento de R$ 4,2 bilhões da Honda até 2030 inclui modernização para modelos como o WR-V. A fábrica de Itirapina produz o SUV junto ao City e HR-V, otimizando custos e suprimentos.

wr-v carro
wr-v carro – Foto: Divulgação

Especificações técnicas do modelo

O WR-V mede 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura e 1,65 m de altura, com entre-eixos de 2,65 m. Essas dimensões superam o antecessor em todos os aspectos, oferecendo mais espaço interno. O porta-malas comporta 458 litros, aumento de 95 litros em relação ao modelo anterior.

Equipado com motor 1.5 flex de 126 cv e 15,8 kgfm de torque, o SUV usa câmbio CVT de sete marchas simuladas. Não há opções turbo na linha inicial. O consumo, pelo Inmetro, fica em 12 km/l na cidade com gasolina.

A plataforma Global Small Car, compartilhada com o City, garante rigidez e segurança. O pacote Honda Sensing vem de série, incluindo frenagem automática e controle de cruzeiro adaptativo. Rodas de 17 polegadas e suspensão elevada em 220 mm completam o conjunto.

Todas as versões incluem ar-condicionado digital e saída de ar traseira. A EX adiciona assistente de rampa e faróis LED. Diferenças entre variantes focam em acabamento, como tecido sintético na EXL.

Comparação com rivais no segmento

O WR-V compete com Fiat Pulse e Volkswagen T-Cross no nicho de SUVs compactos. Seu preço inicial de R$ 144.990 o posiciona abaixo do HR-V, que parte de R$ 163.200. Em testes, o modelo atinge 100 km/h em cerca de 10 segundos, priorizando eficiência sobre desempenho.

No mercado de 2025, SUVs como o Renault Kardian registram volumes semelhantes, mas o WR-V destaca-se pela garantia estendida. A ausência de híbrido inicial o diferencia do futuro Toyota Yaris Cross, previsto para 2026.

Vendas da Honda cresceram 27% em 2024, com 91 mil unidades. O HR-V liderou com 50 mil emplacamentos, mas o WR-V visa esse posto com foco em famílias urbanas. Concorrentes chineses pressionam preços, mas a produção local mantém o WR-V competitivo.

  • Pulse: R$ 112.000 iniciais, motor turbo de 130 cv.
  • T-Cross: R$ 116.000, com opções de tração integral.
  • WR-V: equilíbrio em espaço e tecnologia por R$ 144.990.

Estratégia de posicionamento da Honda

A Honda planeja o WR-V como ponte entre hatches e SUVs maiores. Seu design independente rompe com o passado, quando era derivado do Fit. Lançado em mercados asiáticos, o modelo adapta-se ao Brasil com ajustes locais em suspensão para ruas irregulares.

A rede de concessionárias ampliou treinamentos para o novo SUV. Em novembro de 2025, test-drives começaram em 200 pontos de venda. A marca espera 6 mil unidades mensais com estoque pleno, baseando-se na pré-venda.

Investimentos em tecnologia flex reforçam a linha. O WR-V classifica-se como categoria B no PBEV, com tanque de 44 litros. Manutenção segue o padrão Honda, com intervalos a cada 10 mil km.

O retorno do modelo atende à demanda por utilitários versáteis. Em 2024, o segmento cresceu 15%, puxado por opções abaixo de R$ 150 mil. A Honda monitora estoques para evitar atrasos vistos em lançamentos anteriores.

Desempenho em testes iniciais

Testes em rodovias paulistas revelaram estabilidade em curvas a 120 km/h. O motor responde bem em ultrapassagens, com torque disponível a 4.600 rpm. Ruído interno fica controlado acima de 100 km/h, graças ao isolamento acústico aprimorado.

No urbano, o WR-V manobra com raio de giro de 5,3 metros. Consumo real em São Paulo atingiu 11,5 km/l com gasolina mista. Aceleração de 0 a 100 km/h varia com carga, mas fica abaixo de 11 segundos vazio.

Segurança ativa inclui alerta de colisão e assistente de faixa. Em simulações, o sistema freou a 30 km/h sem impacto. O peso de 1.273 kg influencia o equilíbrio, mas a distribuição 60/40 favorece a frente.

Comparado ao City hatch, o WR-V oferece 94 kg a mais, impactando leve no consumo. Usuários iniciais elogiam o espaço para três adultos no banco traseiro. A multimídia de 9 polegadas integra Android Auto sem fio.

Expansão no portfólio automotivo

A linha 2025 da Honda inclui o WR-V como novidade chave. Produzido nacionalmente, reduz impostos de importação. A fábrica de Itirapina opera em turnos extras desde novembro, empregando 1.200 trabalhadores diretos.

Versões PCD do WR-V custam cerca de R$ 100 mil com isenções. A Honda projeta 20% das vendas para esse público. Expansão para o Nordeste inclui novas revendas em Fortaleza e Recife.

O SUV integra o ciclo de R$ 4,3 bilhões em inovações até 2030. Futuras atualizações podem adicionar híbrido flex em 2027. Por ora, o foco permanece em volume inicial.

Relatos de concessionárias em Minas Gerais indicam 80% das reservas para a EXL. A cor branca perolada lidera preferências, seguida de cinza. A Honda ajusta mix de produção conforme demandas regionais.

Janderson Luiz é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024. Formação: Atleta Profissional de Futebol

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