Jacques Moretti, dono francês de bar que pegou fogo na Suiça, cumpriu pena por cafetinagem e sequestro

5 min de leitura
Jaques Moretti - Reprodução/X Foto: Jaques Moretti - Reprodução/X

Um incêndio devastador atingiu o bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes suíços, por volta das 1h30 do dia 1º de janeiro de 2026 (horário local). O fogo resultou em 40 mortes e 119 feridos, muitos em estado grave. As autoridades confirmaram que o incidente ocorreu durante uma festa de Ano Novo lotada, com predominância de jovens entre as vítimas.

Investigações preliminares apontam que o incêndio começou quando velas pirotécnicas, colocadas em garrafas de champanhe, foram erguidas próximas ao teto de madeira e material isolante inflamável. O fogo se propagou rapidamente, causando um flashover que bloqueou saídas e gerou pânico generalizado. Equipes de resgate mobilizaram ambulâncias, helicópteros e bombeiros de regiões vizinhas para atender a emergência.

Jacques Moretti, proprietário francês do estabelecimento junto com a esposa Jessica, não estava no local no momento do incidente. Ele afirmou que o bar passou por inspeções regulares e que todas as normas de segurança foram seguidas. As autoridades suíças abriram inquérito para apurar possíveis responsabilidades.

Causas preliminares do incêndio

Autoridades do cantão de Valais indicaram que velas de faísca, conhecidas como sinalizadores, foram a origem mais provável do fogo. Esses artefatos, fixados em garrafas durante comemorações, entraram em contato com o teto, iniciando as chamas. O material de isolamento acústico acelerou a propagação.

Testemunhas relataram que funcionários erguiam as garrafas como parte de um espetáculo habitual para pedidos especiais. Imagens registradas por frequentadores mostram o início do fogo no teto enquanto a festa prosseguia.

  • Velas pirotécnicas próximas ao teto de madeira.
  • Propagação rápida devido a espuma isolante inflamável.
  • Flashover impediu evacuação ordenada.

A promotoria descartou ato intencional ou atentado, focando em hipóteses acidentais.

Interior de bar que pegou fogo em estação de esqui na Suíça, em 1º de janeiro de 2026 - Divulgação/ Police Cantonale Valaisanne
Interior de bar que pegou fogo em estação de esqui na Suíça, em 1º de janeiro de 2026 – Divulgação/ Police Cantonale Valaisanne

Perfil dos proprietários

Jacques Moretti e Jessica Moretti, casal francês de origem corsa, adquiriram o Le Constellation em 2015. Eles reformaram o espaço, transformando-o em ponto frequentado por jovens na estação de esqui. O casal também gerencia outros dois estabelecimentos na região: um bar-restaurante e uma auberge com pratos corsos.

Jacques Moretti declarou cooperação total com as investigações e mencionou que o bar foi inspecionado três vezes nos últimos dez anos. Jessica sofreu ferimentos leves no incidente, pois estava presente.

  • Compra do bar em 2015 após reformas extensas.
  • Outros negócios incluem Le Senso e Le Vieux-Chalet.
  • Nacionalidade francesa com raízes na Córsega.
  • Declarações enfatizam conformidade com normas.

As autoridades ouviram o casal como testemunhas, sem indiciamentos iniciais.

Histórico judicial de Jacques Moretti

Jacques Moretti possui registros criminais na França datados de cerca de 20 anos. Ele cumpriu pena por envolvimento em casos de cafetinagem, fraude, sequestro e confinamento ilegal, ocorridos na região de Savoie em 2005. Essas condenações anteriores não impediram sua atividade comercial na Suíça.

As informações sobre o passado surgiram durante as apurações do incêndio atual. Moretti não comentou publicamente esses antecedentes recentes.

O inquérito suíço avalia possível negligência em segurança, mas não relaciona diretamente os crimes antigos ao incidente. Autoridades mantêm foco nas circunstâncias do fogo.

Consequências da tragédia

A Suíça decretou cinco dias de luto oficial, com bandeiras a meio-mastro em edifícios federais. Hospitais da região e países vizinhos receberam feridos graves, muitos com queimaduras extensas. Identificação das vítimas prosseguiu com dificuldade devido ao estado dos corpos.

Vítimas incluíam jovens de várias nacionalidades, como suíços, italianos e franceses. Memórias improvisados com flores e velas surgiram próximo ao local destruído.

  • Transferência de feridos para unidades especializadas na Europa.
  • Identificação concluída para todas as 40 vítimas fatais.
  • Apoio psicológico oferecido a sobreviventes e familiares.
  • Estação de Crans-Montana conhecida por atrair turistas internacionais.

Equipes de resgate atuaram com rapidez, mobilizando recursos extensos logo após o alerta inicial.

Avanços nas investigações

Promotores abriram procedimento por homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio por negligência contra os gerentes. A análise foca em normas de segurança, capacidade do local e materiais usados na estrutura. Perícias examinam o teto e o sistema de saídas de emergência.

Jacques Moretti reforçou que tudo seguiu regulamentações vigentes. A investigação continua para determinar responsabilidades exatas.

Especialistas destacam a rapidez da propagação como fator crítico. Relatórios preliminares excluem explosão inicial como causa primária.

Medidas de resgate imediato

Socorristas chegaram minutos após o primeiro chamado de emergência. Helicópteros e ambulâncias transportaram vítimas para hospitais próximos. Países vizinhos auxiliaram no atendimento a casos graves.

A polícia isolou a área central de Crans-Montana para facilitar operações. Testemunhas descreveram esforços para quebrar janelas e auxiliar saídas.

  • Mobilização de 150 paramédicos e 43 ambulâncias.
  • Uso de 13 helicópteros para transferências urgentes.
  • Coordenação com França e Itália para queimados graves.
  • Prioridade na localização de desaparecidos iniciais.

O presidente suíço classificou o evento como uma das piores tragédias nacionais recentes.

Características do estabelecimento

Le Constellation funcionava como bar e espaço para eventos, com subsolo usado como pista de dança. O local atraía público jovem pela ausência de taxa de entrada e programação variada. Capacidade oficial era para cerca de 300 pessoas, mas lotação exata na noite não foi confirmada.

Reformas de 2015 incluíram modernizações, segundo registros comerciais. O bar operava o ano todo, integrando-se à vida noturna da estação.

O estabelecimento promovia produtos corsos e suíços, reforçando identidade regional.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

Notícias relacionadas